sexta-feira, 3 de agosto de 2012

RESUMO DOS JORNAIS 03/08/2012

O Globo

Manchete: A hora do mensalão - No primeiro confronto, réus perdem de 9 a 2

Bate-boca entre relator e revisor marca início do julgamento no STF; Toffoli fica e vota

Defesa tentou desmembrar o processo para que apenas 3 dos 38 réus fossem julgados agora no Supremo Tribunal Federal, mas só os ministros Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio concordaram com o pedido. Nenhum réu foi ao tribunal; Roberto Jefferson e Delúbio Soares fizeram comentários pelas redes sociais

No primeiro dia do julgamento do mensalão, o Supremo Tribunal Federal rejeitou, por 9 votos a 2, a tentativa da defesa de desmembrar o processo e excluir da ação 35 dos 38 réus — os que não têm foro privilegiado. Ficou explícito o confronto entre o ministro relator, Joaquim Barbosa, e o revisor, Ricardo Lewandowski. O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, advogado de José Roberto Salgado, ex-dirigente do Banco Rural, pediu o desmembramento. Barbosa negou, e Lewandowski anunciou que votaria a favor. Barbosa reclamou que, em dois anos e meio, o revisor não se manifestou sobre o tema. "Farei valer meu direito de me manifestar" rebateu Lewandowski. "É deslealdade", protestou Barbosa. O ministro Dias Toffoli, cuja participação no julgamento é questionada, foi contra o desmembramento e afirmou que já tem seu voto escrito. O procurador Roberto Gurgel disse que não pedirá o impedimento dele. (Págs. 1, 3 a 9, Míriam Leitão e Luiz Garcia)

Hoje no STF: O dia do procurador

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, fará hoje sua explanação, com a acusação dos réus. Ele deverá falar durante cinco horas.

"Causa-me espécie se pronunciar agora. Poderia tê-lo feito há seis meses. É deslealdade"
Ministro Joaquim Barbosa

"Estou sendo atacado pessoalmente. Atenha-se aos fatos e não à minha pessoa"
Ministro Ricardo Lewandowski

Merval Pereira: O papel de cada ministro

Lewandowski marca posição a favor dos réus. (Págs. 1 e 4)

Nelson Motta: O judas de Lula

Quem o traiu: Dirceu, Genoino ou a mídia? (Págs. 1 e 47)

Artigo: Preocupação com celeridade

O Supremo mostrou que deseja um processo célere, ao não desmembrar a ação, dizem Tânia Rangel e Lucas Aguiar, da FGV Direito Rio. (Págs. 1 e 5)

Saída de Annan é fracasso da ONU

Ao renunciar ao cargo de mediador da ONU para a Síria, Kofi Annan criticou o regime, a oposição e, sobretudo, as potências da ONU. Sua saída foi vista como fracasso da diplomacia para pôr fim ao conflito, que já dura 17 meses. (Págs. 1 e 32)

Anatel suspende punição a teles

A venda de chips de celulares no país foi novamente autorizada 11 dias após a proibição (que deveria durar 30 dias). Segundo fontes, as operadoras pressionaram para liberar a venda para o Dia dos Pais. Procon criticou. (Págs. 1 e 25)

Com IPI menor, espera de 60 dias

O consumidor que quer aproveitar a redução de IPI enfrenta até dois meses de fila de espera em concessionárias do Rio e de Niterói para os modelos mais populares. Os usados também estão cotados 20% abaixo do seu valor. (Págs. 1, 30 e 31)

Paes e Freixo disputam artistas

Para contrapor o apoio de Chico e Caetano a Marcelo Freixo (PSOL), Eduardo Paes (PMDB) foi atrás de Ferreira Gullar, Marco Nanini e do arquiteto Oscar Niemeyer. (Págs. 1, 10 e editorial "Eleições e criminalidade no Rio")

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Folha de S. Paulo

Manchete: Mensalão - Julgamento começa com bate-boca de ministros e atraso

Debate sobre dividir ação no STF leva a troca de farpas entre Lewandowski e Barbosa; proposta é derrotada por 9 votos a 2

Uma discussão sobre dividir o processo do mensalão levou a um bate-boca entre ministros do Supremo no primeiro dia do julgamento e gerou atraso no cronograma, o que pode dificultar o voto de Cezar Peluso, que se aposenta em 3 de setembro. A fala do procurador Roberto Gurgel ficou para hoje.

Defensor de um dos réus, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos pediu o desmembramento da ação. Ricardo Lewandowski apoiou a proposta e levou à reação do relator, Joaquim Barbosa. "É deslealdade", apontou Barbosa, lembrando que o tema já havia sido analisado pela corte. (Págs. 1 e Poder)

Lula diz que tem mais o que fazer e não verá pela TV (Págs. 1 e Poder A10)

Marcelo Coelho
'God', Márcio Thomaz Bastos gera reação fervente no plenário (Págs. 1 e Poder A8)

Mônica Bergamo
Na véspera, advogados dos réus fizeram 'bolão' do resultado. (Págs. 1 e Ilustrada E2)

Início tenso
Ministros divergem sobre debate que gerou atraso no 1º dia de julgamento

Me causa espécie V. Ex.a se pronunciar pelo desmembramento [da ação]. (...) É deslealdade.
Joaquim Barbosa

É um termo um pouco forte. E já está prenunciando que este julgamento será muito tumultuado.
Ricardo Lewandowski

Fotolegenda: Autos do processo do mensalão, totalizando cerca de 50 mil páginas; o relator, ministro Joaquim Barbosa, de pé, durante o primeiro dia do julgamento, no plenário do Supremo.

No 1º debate, Serra e Haddad travam embate sobre impostos

No primeiro debate entre os candidatos a prefeito de São Paulo, na TV Bandeirantes, José Serra (PSDB) criticou Fernando Haddad (PT) pela taxa do lixo, criada pelo partido. O petista rebateu lembrando da inspeção veicular, atualmente em vigor na gestão Gilberto Kassab. Medição preliminar registrou pico de três pontos de audiência. (Págs. 1 e Poder A12)

TIM, Oi e Claro voltam a vender novas linhas hoje

Após 11 dias de suspensão, TIM, Oi e Claro podem voltar a vender linhas a partir de hoje. A Anatel liberou as vendas após as operadoras elevarem em cerca de R$ 4 bilhões a projeção de investimentos em qualidade para os próximos dois anos. A agência prevê melhora no atendimento ao consumidor em 30 dias. (Págs. 1 e Mercado B1)

Boa notícia

CPF já pode ser feito pela internet e de graça. (Págs. 1 e Mercado B5)

Órgão federal veta novas construções na av. Faria Lima

A CVM, órgão federal que gere operações em Bolsa, não autorizou a Prefeitura de São Paulo a vender títulos que permitiriam a construção de mais prédios na região da avenida Brigadeiro Faria Lima.

Os títulos seriam comprados por empresas interessadas em fazer as obras em troca da autorização, e parte do dinheiro seria investida no Metrô. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Mediador da crise síria, Annan diz que deixará posto

O ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, mediador da crise na Síria, anunciou ontem que vai deixar a função, após o fracasso em conter o conflito.

Em Aleppo, atual centro dos combates no país, moradores perambulam com ar ressabiado, com medo de ataques aéreos e de serem pegos no fogo cruzado, informa o enviado especial Marcelo Ninio. (Págs. 1 e Mundo A13)

Editoriais

Leia "Largada sem brilho", sobre participação de Toffoli no julgamento do mensalão, e "Cumpra-se a lei", acerca de ação da PM na cracolândia. (Págs. 1 e Opinião A4)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Supremo rejeita separar julgamento de réus do mensalão

Em clima tenso, Barbosa discute com Lewandowski sobre a competência da Corte

O julgamento do mensalão começou tenso ontem no Supremo Tribunal Federal (STF). Na primeira sessão que decidirá o futuro dos acusados de integrar esquema de compra de votos no Congresso durante o governo Lula, os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski bateram boca. O motivo foi o questionamento do advogado de defesa Márcio Thomaz Bastos sobre a competência do STF para julgar o caso, já que apenas três dos 38 réus têm foro privilegiado. Barbosa defendeu o julgamento pelo Supremo. Lewandowski discordou. A proposta de Bastos foi rejeitada por 9 a 2. Como se tratava de questão que havia sido discutida anteriormente pelos ministros, Barbosa chegou a acusar o colega de "deslealdade". A discussão atrasou o cronograma e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que fará a acusação, teve sua exposição oral adiada para hoje. A estimativa é de que o julgamento dure cerca de dois meses. (Págs. 1 e Nacional A4, A6, A8, A10 e A11)

Lula
Ex-presidente
"Tenho mais coisas para fazer do que isso (sobre assistir ao julgamento)"

Fotolegenda: Barbosa
'É deslealdade', disse sobre a decisão de Lewandowski a favor do desmembramento.

Fotolegenda: Lewandowski
'É um termo um pouco forte. Está prenunciando que o julgamento será muito tumultuado'.

Suspeição é ignorada e Toffoli vai julgar

Ex-advogado do PT, amigo de Lula, ex-assessor da Casa Civil na gestão de José Dirceu e namorado de advogada que defendeu réus do mensalão, o ministro Dias Toffoli não se declarou suspeito e participará do julgamento. Acusação e defesa poderiam arguir a suspeição, mas o tema não foi levantado. (Págs. 1 e A8)

TIM, Claro e Oi são autorizadas a vender chips

Depois de quase duas semanas de suspensão, a Anatel autorizou a venda, a partir de hoje, de linhas de celular e internet móvel das operadoras TIM, Claro e Oi. Os planos de melhoria dos serviços foram aprovados pela agência a tempo de garantir vendas para o Dia dos Pais. As empresas falam em investir R$ 20 bilhões até 2014. (Págs. 1 e Economia B1)

Celso Ming

Super, pero no cumplidor

O presidente do Banco Central Europeu disse que salvaria o euro, mas devolveu a bola aos políticos. O Super Mario não é o que se supunha ser. (Págs. 1 e Economia B2)

Fernando Gabeira

DNA do mensalão

Mensalão, para juizes, é um processo de 50 mil folhas. Para mim, é um marco: o PT jamais cumpriria a promessa de campanha de ética na política. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Notas & Informações

Exportações emperradas

Crise, falhas da política econômica é erros de estratégia são causas do desempenho pífio do País. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: Relator vence primeiro duelo do mensalão

Nas redes sociais, em Brasília, o mensalão foi o grande assunto do dia. Mas na cidade em geral, com raras exceções, predominou a apatia. O oposto do STF, onde um bate-boca entre os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, relator e revisor do processo, esquentou a sessão de abertura do julgamento. Por 9 votos a 2, Barbosa ganhou o embate: o caso será totalmente analisado pela Corte. A querela impôs um imprevisto atraso nos trabalhos do Supremo.

Toffoli decide julgar. Gurgel diz que não pedirá impedimento.

Lula desdenha do julgamento: "Tenho mais coisas para fazer".

Brasilienses fazem vigília contra a impunidade. PT teme estigma. (Págs. 1 e 2 a 10)

INSS paga benefício extra a 2,8 milhões de segurados (Págs. 1 e 14)


 

Celular: TIM, Claro e Oi já estão livres para vender novas linhas

Depois de concordarem em investir R$ 20 bilhões na melhoria do sistema de telefonia móvel, as três operadoras foram autorizadas a habilitar clientes a partir de hoje. A Anatel promete intensificar a fiscalização dos serviços. (Págs. 1 e 12)

Grevistas com dinheiro no bolso

Justiça garante aos servidores públicos que o pagamento deste mês não terá os dias de paralisação descontados. (Págs. 1 e 13)

Salário aberto, faltam os nomes

Câmara Legislativa divulga a remuneração dos funcionários na internet, mas mantém a identidade em segredo. (Págs. 1 e 25)

Sob suspeita: Advogada do GDF também trabalha para condomínios

Dona de um escritório que atende proprietários de lotes, Maria Olímpia Stival é a chefe da assessoria jurídica da secretaria que agiliza a legalização dos parcelamentos. Para especialistas, há conflito de interesses. (Págs. 1 e 23)

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Valor Econômico

Manchete: Governo prepara reformas e vai 'fatiar' pacote anticrise

A presidente Dilma Rousseff prepara para depois das eleições municipais a negociação com o Congresso de duas reformas: a da previdência do INSS, em troca do fim do fator previdenciário, e a que flexibiliza a legislação trabalhista, cujo anteprojeto está na Casa Civil e que deverá dar primazia ao que for negociado entre as partes sobre o legislado, ampliando a autonomia de empresas e sindicatos.

Ontem o Palácio do Planalto adiou a reunião que a presidente faria com um grupo de empresários no dia 7 porque o pacote de medidas de estímulo aos investimentos não ficará pronto a tempo. O governo deverá anunciar as novas medidas em blocos separados. (Págs. 1, A2 e A3)

Coca investe R$ 500 mi em nova fábrica

A SABB Coca-Cola, joint venture entre a multinacional e 16 fabricantes regionais de bebidas sem gás, investirá R$ 500 milhões em uma nova fábrica de sucos, que provavelmente será localizada no Nordeste. Segundo Mauro Ribeiro, diretor da SAAB, a expectativa é que ela entre em operação no fim de 2014. "Estamos atrasados, a seca [no Nordeste] atrapalhou o nosso planejamento", disse. A capacidade inicial da nova unidade, que também fará isotônicos, será de 70 milhões de litros por ano, mas a meta é que atinja o mesmo volume da fábrica de Linhares (ES), de 2 bilhões de litros de suco por ano. A investida reforçará a liderança da Coca (com a marca Del Valle) em um mercado que cresce muito e que chegou a US$ 3,8 bilhões em 2011. (Págs. 1 e B4)

Sessão do STF dá sinal de julgamento técnico

O primeiro dia do julgamento do mensalão passou algumas mensagens do Supremo Tribunal Federal aos réus e advogados. A primeira, foi a de que o julgamento se dará no ritmo necessário, sem queimar etapas nem ritos sumários. Os ministros levaram quatro horas discutindo uma questão de ordem que já haviam decidido: a competência do STF para julgar acusados sem direito a foro privilegiado. Por 9 a 2, o plenário rejeitou essa questão do advogado Marcio Thomaz Bastos.

A sessão de ontem também atenuou o risco de um julgamento mais político do que técnico - o que é o grande receio do PT. Se a Corte gastou quatro horas discutindo uma questão de ordem, é legítimo supor que analisará provas de autos com atenção e rigor. (Págs. 1 e A6 a A10)

Unificação evitará decisões divergentes

O tema central da primeira sessão do Mensalão no Supremo foi a questão do desmembramento do processo. Parece óbvio que a melhor resposta do ponto de vista da Justiça é que todos os envolvidos em determinada acusação venham a ser julgados pelos mesmos magistrados, até porque, com isso, se evitariam decisões eventualmente contraditórias. Embora a própria lei processual preveja exceções, a regra é sua unidade.

O detentor de cargo merecedor de prerrogativa de função pode renunciar a ela. Isso não se aplica ao não possuidor dessa prerrogativa. Ele não tem nada a que renunciar. Não escolheu nem quis o foro destacado. (Págs. 1 e A8)

TCU aponta erros em obras no S. Francisco

O Tribunal de Contas da União acaba de realizar auditoria nas obras do Eixo Norte da transposição do Rio São Francisco, que foram executadas pelo 2º Batalhão de Engenharia do Exército, contratado pelo Ministério da Integração. A auditoria aponta irregularidades nos pagamentos - o superfaturamento é estimado em mais de R$ 7 milhões. O repasse feito aos militares no Eixo Norte foi de R$ 143,2 milhões. Segundo o TCU, a irregularidade é decorrente da fiscalização inadequada do Exército e acompanhamento deficiente do Ministério da Integração. Procurado pelo Valor, o Exército informou que ainda não foi notificado pelo tribunal. O Ministério da Integração informou que "está tomando as medidas cabíveis" e que segue as orientações dos órgãos de controle. (Págs. 1 e A4)

Atuações de MP inquietam as empresas

O grande aumento de ações civis públicas abertas pelo Ministério Público contra companhias - em áreas como a trabalhista, a ambiental e do consumidor - tem levado os empresários aos escritórios de advocacia, em busca de uma estratégia de defesa. A advogada Adriana Conrado Zamponi, que atua em direito do consumidor no escritório Siqueira Castro, diz que é contatada por empresas que buscam uma defesa preventiva. "Quando o cliente sente que há um aumento no número de reclamações de consumidores, entra em contato com o escritório para que o problema não vire uma ação civil pública", afirma.

O número de processos tem crescido ano a ano. No primeiro semestre, o Ministério Público do Trabalho (MPT) da 2ª Região (SP), por exemplo, ajuizou 81 ações civis públicas, quase o dobro em relação ao volume apresentado à Justiça em igual período de 2011, que foi de 47 ações. "A nossa intenção não é a de obter multa ou indenização, mas adequar a conduta", diz a procuradora-chefe do MPT paulista, Ana Elisa Alves Brito. (Págs. 1 e E1)

Previsões para a inflação

A inflação de 0,13% — aquém do esperado —na cidade de São Paulo em julho não alterou as expectativas dos economistas para o índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês. (Págs. 1 e A3)

Energia cara

O custo da energia elétrica no Brasil precisa cair 35% para que a indústria brasileira alcance o patamar de competitividade em relação aos concorrentes mundiais. A conclusão é de estudo apresentado ontem pela Firjan. (Págs. 1 e A5)

Brasil afeta montadoras

Balanços das montadoras Ford, General Motors e Fiat revelam quedas de receita, margens e lucro em operações na América do Sul, nas quais o Brasil representa o maior mercado. (Págs. 1 e B7)

Medindo as perdas da safra

A segunda safra do milho de Mato Grosso marca uma nova fase para os produtores com o início de um projeto que tem a meta de mapear quanto da colheita de grãos é perdida. A proposta foi feita pela Universidade de Illinois (EUA). (Págs. 1 e B14)

Modelo americano de cartão

O Itaú Unibanco lançou ontem um novo modelo de cartão de crédito, replicando o modelo dos EUA. O juro é menor e passa a incidir se o cliente optar pelo pagamento mínimo, não no dia seguinte, mas desde a data da compra do bem ou serviço. (Págs. 1 e C1)

Créditos para fornecedores

Lançados como um instrumento para financiar os fornecedores de grandes empresas, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios voltados para cadeias produtivas enfrentam dificuldades. (Págs. 1 e C11)

Cizânia no FMI

O Fundo Monetário Internacional acaba de publicar um documento de seu staff com ideias sobre a revisão da fórmula de cotas, que está longe de ser aceita pelo Brasil e pode alimentar mais confrontos entre os países, em plena crise. (Págs. 1 e C12)

Ideias

Armando Castelar

As tentativas de elevar o investimento público em infraestrutura não têm sido bem-sucedidas, e não por falta de recursos. (Págs. 1 e A13)

Rodrigo Vilaça

É impossível para o governo assumir toda a demanda de recursos necessários à infraestrutura. (Págs. 1 e A12)

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Estado de Minas

Manchete: Mensalão - Começo quente

Início do julgamento é marcado por acirrado bate-boca entre ministros

Na primeira sessão, o ministro relator, Joaquim Barbosa, se irritou e discutiu asperamente com o revisor, Ricardo Lewandowski, que apoiou pedido da defesa de réus para o desmembramento do processo, transferindo à primeira instância os casos dos que não têm foro privilegiado. Foi necessária a intervenção do presidente da Corte, Ayres Britto, para acalmar os ânimos. Depois de três horas de debates, a tese do desmembramento foi rejeitada por nove votos a dois, mas não deixou de atrasar o cronograma do julgamento. Com isso, ficou transferida para hoje a sustentação oral das acusações contra os 38 réus pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que terá a palavra por cinco horas. (Págs. 1 e 3 a 6)

1º Round

"Me causa espécie Vossa Excelência se manifestar pelo desdobramento agora, quando poderia tê-lo feito há seis ou oito meses. É deslealdade"
Joaquim Barbosa

"Como revisor, ao longo do julgamento farei valer meu direito de me manifestar. É um termo um pouco forte o que Vossa Excelência usou"
Ricardo Lewandowski

Operadoras de celular liberadas

Após 11 dias de suspensão, TIM volta a vender linhas em Minas. Oi e Claro retomam as vendas em outros estados. (Págs. 1 e 11)

Dia dos Pais desanimado

Com o alto índice de endividamento das famílias, apenas três de cada 10 lojistas de BH esperam vender mais este ano na data comemorativa, segundo pesquisa da CDL. (Págs. 1 e 13)

Brindes contra sacolinhas

Dois dias depois de a venda das sacolas plásticas ser proibida em BH, comerciantes criam promoções e descontos especiais para estimular o uso dos modelos retornáveis. (Págs. 1, 12 e o Editorial 'Sacolinhas ecológicas', 8)

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Jornal do Commercio

Manchete: Queda histórica nos índices de violência

Pernambuco registrou em julho o menor número de assassinatos dos últimos 18 anos. Em relação a 2011, redução chegou a 24,5% ou 157 mortes. Jaboatão e Olinda se destacaram na RMR. (Págs. 1 e Cidades 3)

Trabalhadores da refinaria de Suape paralisam as obras

Em grande assembleia, ontem, os 44 mil operários decidiram não aceitar o reajuste de 10,5% acordado pelo sindicato. Eles cobram aumento de 15% e só retomam a discussão quarta-feira. Convenção coletiva aprovada na semana passada voltou à estaca zero. (Págs. 1 e Economia 6)

Venda de celular recomeça hoje

Anatel decidiu pelo fim da suspensão, que teve início há 11 dias por causa das reclamações dos clientes. (Págs 1 e Economia 4)

Embate abre o julgamento do mensalão

STF rejeitou desmembramento do processo. Discussão antecipou confronto entre ministros. Toffoli não se afastou. (Págs. 1, 3 e 4)

Greve nas federais deve radicalizar

Governo decide enviar proposta de reajuste para aprovação do Congresso e docentes aumentam tom das ameaças. (Págs. 1 e Cidades 1)

INSS revisa os benefícios de 491 mil pessoas

Acordo atinge quem recebeu auxílio por invalidez ou pensão entre 1999 e 2009. (Págs. 1 e Economia 5)

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Zero Hora

Manchete: INSS cobrará despesas de maridos agressores

Benefícios em casos de pensão por morte, aposentadoria por invalidez ou afastamento por lesões terão de ser devolvidos à Previdência pelos autores dos ataques. (Págs. 1 e 30)

Sinal ruim: Venda de chips de celulares é liberada no país

Anatel aprova planos, mas não descarta novas suspensões se operadoras não garantirem melhor serviço. (Págs. 1 e 20)

A hora da decisão: Bate-boca e atrasos no primeiro dia

Manobra de Márcio Thomaz Bastos e discussão entre ministros retardaram início do julgamento do mensalão.

Toffoli resiste a pressões e segue no julgamento. (Págs. 1, 4 a 12 e 17)

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Brasil Econômico

Manchete: Falta de segurança e combate ao crime custam 5% do PIB ao país

Total de recursos consumidos atinge R$ 200 bilhões e cresce sem parar, independentemente do cenário econômico no Brasil; só com segurança pública, gastos no território nacional dobram entre 2003 e 2010, para R$ 50 bilhões anuais. (Págs. 1 e 4)

Discórdia no Supremo surge já no primeiro dia do julgamento

Pedido para que réus do mensalão sem foro privilegiado não sejam julgados no STF provocou debate de três horas e meia entre ministros. Ao fim, foi negado. Mas a leitura da acusação pelo procurador-geral ficou para hoje. (Págs. 1 e 10)

Regras do leilão da TAP são definidas

Processo de privatização da companhia aérea de Portugal terá duas fases; governo do país tenta despertar interesse de empresas brasileiras. (Págs. 1 e 19)

Liberadas, Claro, Oi e Tim miram os pais

Anatel suspende proibição na comercialização de novos planos e operadoras tentam retomar nível de vendas com promoções para o Dia dos Pais. (Págs. 1 e 24)

Incentivos dão espaço às PPPs

Enquanto aguardam desoneração, estados apressam o lançamento de dez projetos de parceria em saneamento e mobilidade. (Págs. 1 e 6)

Anfavea diz que abre mão do IPI

Cledorvino Belini, presidente da entidade, acredita que queda dos juros é suficiente para manter vendas e nível de emprego. (Págs. 1 e 8)

Renault amplia fábrica de motor

Demanda maior na Colômbia e na Argentina leva montadora a investir R$ 40 milhões no aumento de 25% na produção. (Págs 1 e 18)

Prêt-à-porter

Demilson Guilhem, presidente da Hass Latam, quer vender caixa automático de câmbio para bancos. (Págs. 1 e 30)

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Fonte: Radiobrás

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

RESUMO DOS JORNAIS 02/08/2012

O Globo

Manchete: A hora do mensalão - Réus sofrem derrota na véspera do julgamento

Justiça Federal aceita denúncia contra Delúbio Soares por lavagem de dinheiro

Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) suspende decisão que inocentava Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, de omissão em desvio de recursos do banco para o valerioduto

Na véspera do início do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), que começa hoje às 14h, réus do processo sofreram ontem duas derrotas: em São Paulo, a Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares por lavagem de dinheiro. Delúbio, que no STF responde por formação de quadrilha e corrupção ativa, agora também é acusado de receber, de duas agências de Marcos Valério, R$ 450 mil supostamente oriundos de atividades ilegais. Valério é apontado como operador do mensalão. No Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro Aroldo Cedraz suspendeu a decisão que inocentava Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil e também réu do mensalão, de omissão no desvio de dinheiro do banco para a agência DNA, de Valério. (Págs. 1 e 3 a 8)

Presença de Toffoli é criticada (Págs. 1 e 5)

Tumor de Jefferson é maligno (Págs. 1 e 4)

Merval Pereira: Julgamento e Democracia

A cidadania festeja o fato de que ninguém sabe o resultado que sairá da cabeça dos juizes. (Págs. 1 e 4)

Demétrio Magnoli: Em nome da história

Julga-se tipo especial de corrupção: a que tenta se legitimar invocando a História. (Págs. 1 e 19)

Editorial: Tarefa árdua

É quase impossível negar que houve dinheiro público no esquema. (Págs. 1 e 18)

A maior retração desde 2009

Em junho, queda da produção no Brasil foi de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado, informou IBGE. Mas a indústria encolheu também na China, na Alemanha, no Reino Unido e na zona do euro. (Págs. 1, 21 e 22)

Estradas podem ficar sem policiais

Com a Via Dutra já liberada pelos caminhoneiros, é a vez de os policiais rodoviários federais ameaçarem entrar em greve. A categoria quer aumento de salário, de efetivo e de material para trabalhar, como coletes. (Págs. 1 e 12)

Míriam Leitão: O melhor e o pior de Chávez

Em 13 anos, inflação acumulou 1.374%, mas a pobreza caiu. (Págs. 1 e 22)

C. A. Sardenberg: No forno, o PAC da privatização

Dilma lança agenda liberal-ortodoxa na próxima semana. (Págs. 1 e 18)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Mensalão - STF começa julgamento com ministro sob pressão

Marco Aurélio Mello diz que seria 'triste' avaliar isenção de colega Toffoli, ex-advogado do PT

Sete anos após sua delação pelo ex-deputado Roberto Jefferson em entrevista à Folha, o mensalão começa hoje a ser julgado pelo STF em meio à pressão sobre o ministro José Dias Toffoli.

Ex-advogado do PT e ligado ao ex-presidente Lula, ele escreveu em 2006 que o esquema não havia sido comprovado. Ontem, o procurador Roberto Gurgel não descartou pedir afastamento de Toffoli. O ministro Marco Aurélio Mello disse que seria "triste" discutir o tema. (Págs. 1 e Poder A4)

Mônica Bergamo

Até a namorada pressiona ministro a não votar no caso (Págs. 1 e Ilustrada E2)

Painel

Em 2009, Toffoli disse que poderia se declarar impedido. (Págs. 1 e Poder A4)

Pesquisa mostra 1,3 mi de viciados em maconha

Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo em parceria com o governo federal aponta que 1,3 milhão de brasileiros são dependentes de maconha e 1,5 milhão, usuários diários da droga. Foram ouvidas 4.067 pessoas em 149 cidades no primeiro trimestre. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Indústria patina e adia a retomada da economia

Após três meses de quedada produção industrial teve desempenho abaixo do esperado e cresceu só 0,2% em junho em relação a maio, segundo o IBGE. A leve recuperação é insuficiente para alterar o quadro negativo do setor e reverter a fraqueza da economia, de acordo com analistas. (Págs. 1 e Mercado B1)

Editoriais

Leia "Idade da razão", acerca de necessidade de reformar a Previdência Social, e "Sem rumo no Mercosul", sobre entrada da Venezuela no bloco. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: 'Fazer justiça é condenar todos', afirma procurador

• No 1º dia de julgamento do mensalão, Gurgel centrará sua sustentação no 'núcleo político comandado por José Dirceu' • Joaquim Barbosa, relator, vai pedir a condenação dos réus • Advogados pretendem desqualificar acusação

Mensalão/Julgamento

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, protagonista do primeiro dia do julgamento do mensalão no STF, hoje, disse ao repórter Felipe Recondo que "para ser feita justiça" o tribunal terá de condenar os 38 réus. "Eu creio que o Supremo fará justiça. E, na visão do Ministério Público, justiça é condenar todos", disse. Para Gurgel, as provas são "contundentes" e "falam por si". José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino e Marcos Valério serão os principais alvos. Gurgel ressaltará a participação do núcleo político e lembrará os principais fatos que comprovariam a existência da compra de votos no Congresso. Relator do inquérito no STF, Joaquim Barbosa votará a favor da condenação. Os advogados de defesa vão ao ataque contra Gurgel. Márcio Thomaz Bastos pedirá que sejam remetidos para tribunais de primeira instância os processos de réus que não possuem foro privilegiado. (Págs. 1 e Nacional A4, A6, A8, A10 e A11 a A14)

Análise: Dora Kramer

Em jogo, o amanhã

A depender do que digam os ministros do Supremo nesse período crucial, será facilitado ou dificultado o exercício da prevaricação impune entre nós. (Págs. 1 e A6)

TCU revê decisão que ajudava Valério

O ministro do Tribunal de Contas da União Aroldo Cedraz suspendeu decisão do órgão que havia considerado regular contrato da empresa DNA, de Marcos Valério, com o Banco do Brasil. O contrato é uma das bases da acusação da Procuradoria-Geral da República contra o empresário no julgamento do mensalão. Os advogados de Valério haviam pedido a inclusão da decisão anterior nas alegações da defesa. (Págs. 1 e Nacional A6)

Avanço rebelde faz ditador sírio alertar tropas

Em meio a deserções e ao avanço rebelde, o ditador sírio Bashar Assad pediu a suas tropas que vençam "a batalha crucial" em Alepo. Ele responsabilizou "agentes internos e terroristas" pelo levante. Foram suas primeiras declarações desde a morte de três membros da cúpula do regime. (Págs. 1 e Internacional A18)

Celso Ming

Devagar, quase parando

O chamado custo Brasil vai avançando e a indústria vai ficando para trás. O governo tem respondido a essa ineficiência com ainda mais ineficiência. (Págs. 1 e Economia B2)

José Botafogo Gonçalves

A morte do velho Mercosul

O bloco tornou-se um clube com objetivos políticos, que não valoriza o mercado, a internacionalização da economia e a competitividade. (Págs. 1 e Internacional A20)

Notas & Informações

A fraca reação da indústria

O governo continua concentrado em medidas de varejo. O País precisa de mudanças no atacado. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: Dividido, Supremo inicia hoje julgamento histórico

Os brasilienses serão espectadores privilegiados de um julgamento que vai marcar para sempre a história do país. O processo que ficou conhecido como mensalão começa a ser analisado às 14h pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. No banco dos réus, 38 acusados de sete crimes: corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato, evasão de divisas e gestão fraudulenta. Revelado em 2005 pelo então deputado Roberto Jefferson, o escândalo estarreceu a nação, derrubou o então todo-poderoso ministro José Dirceu e abalou o primeiro governo Lula. Em países como a França e os EUA é comum ver políticos corruptos irem para a cadeia. No Brasil, não. Especialista ouvido pelo Correio não acredita que o STF quebre esse paradigma. Ontem, véspera do julgamento, o Supremo vivia outro dilema: o ministro Marco Aurélio Mello levantou a hipótese de a Corte decidir se o colega Dias Toffoli, ex-advogado do PT e assessor de Dirceu na Casa Civil, deve ou não ser declarado impedido de julgar o caso.

Veja passo a passo o que vai ocorrer no plenário do STF.

Delúbio Soares se torna réu também na Justiça de São Paulo. (Págs. 1, 2 a 12 e Visão do Correio, 20)

Bilhetagem: Cachoeira vai ao TJDF, mas não fala nada

Bicheiro se recusa a falar sobre suposta tentativa de fraudar licitação para assumir o controle do sistema de bilhetagem eletrônica de ônibus no Distrito Federal. No entanto, comparsa depõe e confirma ação da quadrilha. (Págs. 1 e 13)

Drogas: Cresce o vício em maconha em todo o país

Segundo pesquisa, 3,4 milhões de pessoas fumaram o entorpecente no Brasil em 2011. Desse total, 37%, ou cerca de 1,3 milhão, ficaram dependentes. (Págs. 1 e 14)

Fim da paridade: Professor terá peso maior na eleição da UnB

Decisão da Justiça garante aos docentes o peso de 70% na escolha do próximo reitor, pondo fim à igualdade que havia com os funcionários e os estudantes. (Págs. 1 e 30)
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Valor Econômico

Manchete: Receitas contidas põem fim à expansão 'fácil' das teles

A era do crescimento fácil e rápido do setor de telefonia, puxado principalmente pela venda de celulares, está chegando ao fim. Em meio às pressões da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), serviços mais sofisticados e qualidade de rede são apontados por especialistas como as novas fronteiras para a sobrevivência das companhias do setor.

Os balanços das operadoras referentes ao segundo trimestre já mostraram que o setor de telecomunicações também não é tão imune ao desaquecimento da economia quanto se imaginava. Enfrentando desaceleração de receitas, nenhuma das três companhias abertas do setor - Oi, TIM e Vivo - teve aumento de lucro em relação ao mesmo período do ano passado. As receitas da Claro, que não tem capital aberto, recuaram 2,5%, para R$ 3,14 bilhões, segundo dados disponíveis no balanço de sua controladora, a mexicana América Móvil. (Págs. 1 e B3)

Cinco bancos detêm 80% do crédito

De cada R$ 100 emprestados no Brasil, R$ 80,34 foram desembolsados por apenas cinco bancos: Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander. Os números mostram o maior nível de concentração bancária dos últimos dez anos. Apesar desse fortalecimento do "grupo dos cinco", o Banco Central considera que a concorrência continua em "nível adequado" e o "setor segue competitivo". Nos Estados Unidos, onde se fala dos bancos grandes demais para quebrar, as cinco maiores instituições financeiras possuíam ativos totais equivalentes a 51% do PIB do país em 2007 e respondem por 56% agora. No Brasil, os ativos do "grupo dos cinco" foram de 57% para 86% do PIB no mesmo período. (Págs. 1, C1 e C8)

STF começa a definir o destino do mensalão

A maratona do julgamento do mensalão que os ministros do Supremo Tribunal Federal iniciam a partir de hoje delineará mais do que o destino dos 38 réus acusados de integrar o esquema de desvio de recursos públicos e compra de apoio parlamentar pelo Executivo. Estão na mesa também o legado político do governo Lula e do PT, a confiança na independência do Judiciário, a eficácia do Ministério Público em produzir provas sólidas e os controles contra a corrupção e a lavagem de dinheiro.

Quem deve dominar a cena hoje é um cearense de 57 anos, discreto e de poucas palavras, quase "crepuscular", na definição dos colegas de trabalho: Roberto Gurgel Monteiro Santos, procurador-geral da República. Ele será o responsável por sustentar a denúncia contra os acusados de integrar o suposto esquema de compra de votos no Congresso, no primeiro mandato do governo Lula. (Págs. 1 e A8 a A13)

Será este o julgamento do século?

É afirmação recorrente na mídia a de que determinado feito judicial se mostra o "julgamento do século". Será que essa adjetivação é correta para o mensalão? Mundo afora, a expressão é corriqueira. Apenas no século XX, existem diversos exemplos, como os casos Leopold e Loeb, do casal Lindbergh, de O.J. Simpson. No Brasil, a realidade não é diferente.

O julgamento que começa hoje talvez guarde alguma diferença pelas personagens envolvidas, em número e importância, pelo tamanho do processo e pela qualidade dos advogados. Apesar disso, não se pode dizer que este é o caso mais importante já enfrentado pelo STF. Não mais, por exemplo, que o julgamento das condutas de um presidente deposto dentro da lei. (Págs. 1 e A9)

Falta de cacau no país trava investimentos

A queda da produção brasileira de cacau desestimula novos investimentos e causa forte aumento das importações de produtos processados e chocolate. Cálculos do setor sinalizam que seria necessário elevar em 15% a capacidade de processamento no país para compensar o volume importado, o que exigiria aportes de US$ 80 milhões a US$ 100 milhões.

As empresas estão dirigindo os investimentos para Costa do Marfim e Indonésia e não têm planos de elevar a capacidade de produção no Brasil. É o caso da Delfi, do grupo Petras Food. Segundo sua diretora Patrícia Moles, o maior problema é a falta de matéria-prima local. O último investimento da Cargill no segmento no país, de cerca de US$ 7 milhões, foi há cinco anos. (Págs. 1, B11 e B12)

'Corralito' argentino

O governo da Argentina vai celebrar o pagamento amanhã de um título público em dólares, última parcela do 'corralito' de 2001. Para o governo, é o marco zero da "independência econômica" do país. (Págs. 1 e A13)

Restrições à Chevron

A ANP está impedida de permitir que a Chevron volte a produzir no campo de Frade, segundo liminar do TRF que deu prazo de 30 dias para que a Chevron e a Transocean suspendam as atividades de extração e transporte de petróleo no país. (Págs. 1 e B8)

Petrobras corta custos

A presidente da Petrobras, Graça Foster, anunciou um programa para reduzir custos operacionais que podem ser gerenciados pela companhia — um deles é o de energia. Esses gastos respondem por 30% do desembolso anual da Petrobras. (Págs. 1 e B8)

Rumo prevê R$ 1 bi de receita

Ainda em fase de consolidação das operações, a Rumo Logística, empresa de infraestrutura ferroviária e portuária do grupo Cosan, planeja atingir a marca de R$ 1 bilhão de receita bruta no ano fiscal que vai até 31 de março de 2013. (Págs. 1 e B9)

Tecnologia de defensivos

Com vistas a um segmento em forte expansão no país, a Basf inaugura hoje um novo centro de tecnologia em defensivos troca de tecnologia em defensivos para o tratamento de sementes, localizado em Santo Antônio de Posse (SP). (Págs. 1 e B12)

Empreendedores no Brasil

Mais pessoas vêm ao Brasil abrir seus negócios, como o americano John Drinane. Segundo o Ministério do Trabalho, o número de vistos de investidor pessoa física concedidos pelo Ministério do Trabalho em 2011 foi de pouco mais de mil — em 2010, o número foi de 848. (Págs. 1 e D1)

Indicações para a Bolsa

No ranking das indicações para a Carteira Valor de agosto, a liderança ficou dividida entre duas "blue chips" que vêm sofrendo bastante e uma companhia de energia elétrica: as preferenciais classe A da Vale e as PNs de Itaú Unibanco e Cemig. (Págs. 1 e D3)

Aviso prévio

A discussão judicial sobre a aplicação da Lei do Aviso Prévio aos casos de demissões ocorridas antes da entrada em vigor da norma chegou à segunda instância da Justiça trabalhista. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Alexandre Schwartsman

Boa parte das dificuldades enfrentadas pelo setor industrial hoje resulta do aperto do mercado de trabalho. (Págs. 1 e A17)

Ribamar Oliveira

É provável que em julho, pelo segundo mês consecutivo, a arrecadação da Receita registre queda nominal. (Págs. 1 e A2)

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Estado de Minas

Manchete: Adivinha quem se deu mal de novo?

Proibido de vender sacolinhas, comércio recusa-se a dá-las e deixa o consumidor na mão

As grandes redes de varejo de BH cumpriram a medida cautelar do Ministério Público Estadual que proibiu a venda das sacolinhas compostáveis, mas recusam-se a oferecê-las de graça. O Estado de Minas percorreu vários pontos de venda nas regiões Centro-Sul e Pampulha e constatou que apenas um as fornecia. O MP já admite instaurar processo criminal contra os estabelecimentos comerciais por cartel devido ao alinhamento de conduta.

"Esperamos é que cada loja aja por livre iniciativa, dando tratamento digno ao consumidor, sem seguir iniciativas combinadas", afirmou o promotor Amauri Artimos da Matta. Enquanto isso, sobrou para o consumidor a obrigação de levar sacolas retornáveis ou disputar caixas de papelão em supermercados. A advogada Núbia Souza esqueceu as sacolas em casa e teve de espalhar as mercadorias no porta-malas do carro. (Págs. 1 e 19)

Mensalão: Começa hoje o maior julgamento da história

Sete anos depois de o escândalo vir à tona, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciam às 14h a série de sessões que definirá o futuro dos 38 acusados de participar de esquema de corrupção. Julgamento tem previsão de durar mais de um mês. A equipe especial de segurança que atuará no Supremo durante as sessões ensaiou ontem como será a proteção do prédio. Numa história em quadrinhos, o EM reconstitui o funcionamento do suposto esquema de pagamento de propinas a parlamentares. (Págs. 1, 3 a 6 e o editorial "O mensalão como ele é", 8)

Setor automotivo: Fiat passará a produzir na Venezuela

Com a entrada venezuelana no Mercosul, a Fiat fabricará o Siena da antiga geração na fábrica da Chrysler, de quem é parceira, no país de Hugo Chávez. O modelo se chamará Dodge Forza. (Págs. 1, 14 e 15)

Gripe suína já matou 21 em Minas

A Secretaria de Estado da Saúde confirmou mais seis óbitos pela doença em uma semana. O total de casos diagnosticados chega a 52. De janeiro a agosto do ano passado haviam sido registrados apenas quatro casos e só uma morte no estado. (Págs. 1 e 29)

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Jornal do Commercio

Manchete: Mensalão no banco de réus

Sete anos após a denúncia do esquema de compra de apoio político no governo Lula, começa hoje, no STF, o julgamento do século. Personagem central é o ex-ministro José Dirceu. Para especialistas, decisão terá reflexo nos candidatos do PT. (Págs. 1 e 3 a 6)

Refinaria de Suape vive novo dia de confusão

Insatisfeitos com acordo entre sindicato e empresa, operários pararam o trabalho. (Págs. 1 e Economia 4)

Muita maconha

Pesquisa da Unifesp mostra que 1,5 milhão de pessoas usam a droga diariamente. (Págs. 1 e 9)

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Zero Hora

Manchete: A hora da decisão - No banco dos réus

No maior julgamento da história da democracia brasileira, Supremo começa a decidir às 14h de hoje o futuro dos 38 acusados no escândalo do mensalão.

Rosane de Oliveira: "Longo, complexo e revelador".

Paulo Sant'Ana: "Será suspeito o ministro?" (Págs. 1, 4 a 16, Editorial 22 e 63)

Copa 2014: Sete cidades do RS podem ser anfitriãs de seleções

As armas de cada uma para tentar entrar no mapa dos locais que irão hospedar as delegações. (Págs. 1, 38 e 39)

Novo cálculo: O que pode mudar na aposentadoria

Sindicatos pressionam para que proposta que substitui o fator previdenciário seja aprovada neste ano. (Págs. 1 e 24)

Paralisação na UFRGS: Consulta sinaliza fim da greve

Maioria dos professores concordou com proposta do governo. (Págs. 1 e 42)

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Brasil Econômico

Manchete: Man Caminhões congela plano de investimentos de R$ 1 bilhão

Diante da retração no mercado, líder nas vendas de veículos pesados coloca na gaveta projeto que aumentaria em 50% a capacidade de produção em sua fábrica em Resende (RJ); planos de expansão podem ser retomados em 2013. (Págs. 1 e 18)

Chalita ataca Kassab e Serra, mas poupa Dilma

Em entrevista ao BRASIL ECONÔMICO, candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo diz que no debate de hoje vai criticar a gestão da cidade, mas promete "ser elegante". (Págs. 1 e 4)

Brasilprev compra carteira de previdência privada de R$ 423 mi

Negócio, realizado coma Mapfre Nossa Caixa, acrescenta 500 pontos de venda e 100 mil clientes para empresa. (Págs. 1 e 31)

Julgamento do mensalão começa com polêmica entre Gurgel e Toffoli

Procurador pode pedir impedimento do ministro mais jovem do STF, que foi advogado do PT e da União. (Págs. 1 e 8)

Estados perdem R$ 600 milhões com redução da alíquota da Cide

A desoneração do imposto de combustíveis prejudica investimentos e pode acabar em ação no Supremo. (Págs. 1 e 10)

Pressão no Planalto

Governador Jaques Wagner faz apelo à presidente Dilma por incentivos à fábrica da JAC Motors na Bahia. (Págs. 1 e 19)

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Fonte: Radiobrás

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

RESUMO DOS JORNAIS 01/08/2012

O Globo

Manchete: Mensalão - STF deve começar julgamento por Dirceu

Pena de Valério pode somar até 66 anos

Advogado do ex-chefe da Casa Civil nega compra de votos e desvio de dinheiro público. Diz que ex-ministro 'não tinha conhecimento dos empréstimos e repasses'

Chamado pelo Ministério Público de "chefe da sofisticada organização criminosa" do mensalão, o ex-ministro José Dirceu encabeça a ação penal e, como o Supremo deverá julgar réu por réu, poderá ser o primeiro a receber sentença. Marcos Valério, operador do mensalão, responde pelo maior número de crimes, e sua pena pode chegar a 66 anos. O julgamento começa amanhã e o ministro Dias Toffoli ainda não disse se vai se declarar impedido, pois sua companheira atuou na defesa de um dos réus. (Págs. 1 e 3 a 6)

Thomaz Bastos deixa Cachoeira

O advogado Márcio Thomaz Bastos renunciou ontem à defesa de Carlinhos Cachoeira. A desistência ocorre um dia após a Polícia Federal abrir inquérito para apurar ameaça da mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, ao juiz do processo a que o bicheiro responde. (Págs. 1 e 7)

Grevistas acenam com o fim do bloqueio na Dutra

Após cinco horas de reunião com o ministro dos Transportes, Paulo Passos, e 40 horas de bloqueios na Via Dutra, a mais movimentada do país, líderes dos caminhoneiros se comprometeram ontem a liberar o trânsito em todas as rodovias interditadas por manifestações. Apesar da promessa, a categoria continua dividida. À noite, a Dutra voltou a ser fechada. A paralisação já afeta o abastecimento na Ceasa. (Págs. 1 e 9)

Chávez entra no Mercosul pela rampa do Planalto

O presidente Hugo Chávez, que veio ao Brasil assinar a entrada da Venezuela no Mercosul, pediu para romper o protocolo e fez questão de subir a rampa do Palácio do Planalto, o que só acontece em visitas oficiais de chefes de Estado. Ontem era uma reunião de trabalho. Com o pedido inusitado de Chávez, Dilma deu sinal verde para que os outros dois — Cristina Kirchner, da Argentina, e José Mujica, do Uruguai — tivessem o mesmo privilégio. O Paraguai, em nota, disse que a entrada da Venezuela no bloco é um "atropelo inaceitável". (Págs. 1, 19 e 20)

Novo apagão afeta 670 milhões

O maior apagão da História afetou a vida de cerca de 700 milhões de pessoas, quase 10% da população mundial, em 20 dos 28 estados da Índia. O governo culpou os estados pelo consumo excessivo de energia. (Págs. 1 e 29)

Superávit fiscal menor em junho

Com a economia em ritmo lento e a arrecadação de impostos em queda, o governo poupou menos para pagar os juros da dívida. O resultado de junho foi de R$ 2,8 bilhões, 80% menor que em 2011. (Págs. 1 e 22)

De olho no bolso: FGTS Petrobras liderou ganhos

O reajuste no preço do diesel, que puxou as ações da Petrobras, fez com que os fundos FGTS da estatal rendessem 4,38% em julho, superando a inflação (1,34%). No acumulado do ano, no entanto, há perda de 12,7%. (Págs. 1 e 25)

Guerra civil na Síria: Conflito fortalece radicais no Iraque

Após o mês mais violento desde a saída das tropas americanas do Iraque, analistas veem um motivo externo para o fortalecimento da insurgência sunita no país: a guerra na vizinha Síria, que já preocupa o governo iraquiano. (Págs. 1 e 31)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Só 0,05% de multas vão para educação de trânsito em SP

Segundo o TCE, Detran descumpre o que manda o Código de Trânsito; órgão afirma que atua em várias campanhas

De tudo o que arrecadou com multas entre 2008 e 2011, o Detran aplicou só 0,05% em educação de motoristas e prevenção de acidentes, relata Eduardo Geraque. O dado, do Tribunal de Contas do Estado, mostra desrespeito ao Código de Trânsito, que destina receita de multas somente para melhoria do trânsito.

Nesse período, a soma das receitas anuais com multas chegou a R$ 603,5 milhões, mas apenas R$ 318 mil foram investidos em serviços previstos pelo código. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Após acordo, greve dos caminhoneiros termina no país

Após o governo federal ceder a reivindicações, caminhoneiros decidiram suspender bloqueios em estradas. O governo acenou com a possibilidade de flexibilizar a lei que regulamenta a carga horária e adiou a aplicação de multas. (Págs. 1 e Poder A8)

Receita examinará todas as declarações de IR paulistanas

A Receita Federal fará pente-fino em todas as declarações do Imposto de Renda dos contribuintes da cidade de São Paulo. Cerca de 600 já foram notificados sob suspeita de deduções indevidas com médicos, pensão alimentícia, educação e previdência. (Págs. 1 e Mercado)

Governo propõe triplicar lista de vítimas da ditadura

A Secretaria de Direitos Humanos propõe quase triplicar a lista de mortos e desaparecidos da ditadura, relata Lucas Ferraz. O estudo, a ser enviado à Comissão da Verdade, detalha novos casos de ao menos 600 pessoas, que não estão na lista atual de 357 mortos. (Págs. 1 e Poder A9)

Réus do mensalão receberam multas de R$ 64 milhões

A Receita confirmou punições contra réus e empresas ligadas ao processo do mensalão que somam pelo menos R$ 64,4 milhões. As decisões apontam que o empresário Marcos Valério e outros membros do "núcleo operacional" do esquema cometeram evasão de divisas e fraudes contábeis, entre outras infrações. (Págs. 1 e Poder A4)

Elio Gaspari

No STF e nos Jogos, torcida é escolha, regra é obrigação. (Págs. 1 e Poder A5)

Editoriais

Leia "Ajuste de longo prazo", sobre meta para o superávit primário, e "Estradas bloqueadas", acerca da ocupação de rodovias por caminhoneiros. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Após dia de caos, caminhoneiros fazem acordo e greve acaba

Motoristas fecham Dutra e houve confronto; governo cria grupo de negociação

Caminhoneiros e governo entraram em acordo ontem, encerrando uma greve que durou sete dias e começava a afetar o abastecimento de alimentos. O ministro Paulo Passos (Transportes) afirmou que será constituída uma "mesa de negociações", com início dos trabalhos na próxima semana e conclusão em 30 dias. A ata da reunião determina "completa e imediata" suspensão do movimento. Segundo grevistas, a desmobilização seria gradativa e terminaria hoje. Os caminhoneiros protestavam contra regra que exige um intervalo de descanso mínimo de 11 horas a cada 24 horas. Segundo o setor, há poucas áreas de descanso nas rodovias e o rendimento dos caminhoneiros seria reduzido. Na Via Dutra, ontem, os congestionamentos somaram 35 quilômetros. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)

Aliados vão tentar anistia para Dirceu após mensalão

Aguardando uma absolvição no julgamento do mensalão, que começa amanhã no STF, o ex-ministro José Dirceu articula no Congresso sua anistia política para voltar a disputar eleições em 2014. Aliados dizem ser um "direito" dele. "Se fosse ele, eu pleitearia", diz o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP). (Págs. 1 e Nacional A8)

Tema de campanha

O mensalão deve entrar amanhã na pauta do primeiro debate na TV com candidatos a prefeito de SP. (Págs. 1 e A4)

Venezuela entra no Mercosul e Chávez nega oportunismo

Os integrantes do Mercosul confirmaram ontem, em Brasília, a Venezuela como quinto membro. "Há tempos desejamos um Mercosul ampliado em suas fronteiras e com capacidades acrescidas", disse a presidente Dilma Rousseff, que vê o bloco em uma "nova etapa". Para o presidente Hugo Chávez, não houve oportunismo político na adesão da Venezuela. "O Paraguai está suspenso, não é parte do Mercosul agora", justificou. (Págs. 1 e Internacional A10)

Dilma Rousseff
"Estamos conscientes de que o Mercosul inicia uma nova etapa"

Hugo Chávez
"A Venezuela entrou no Mercosul porque tinha de estar e tem de estar"

Governo aceita demissões na GM

O ministro Guido Mantega (Fazenda) aceitou as explicações da GM para dispensar funcionários em São José dos Campos. Ele destacou o saldo positivo do setor. (Págs. 1 e Economia B4)

Justiça proíbe PM de expulsar viciados da cracolândia

Liminar obtida pelo Ministério Público Estadual proíbe a Polícia Militar de expulsar ou obrigar usuários de drogas a circularem contra a sua vontade na cracolândia, no centro de São Paulo. O governo paulista disse que a decisão não interfere na ação policial que realiza na região. (Págs. 1 e Cidades C1 e C3)

Rolf Kuntz

O 'pas de deux' da economia

O setor automobilístico está cumprindo o acordo com o governo, disse Guido Mantega. Então, fica difícil entender o mau humor da presidente Dilma. (Págs. 1 e Economia B4)

Notas & Informações

Mercosul de boina vermelha

O Mercosul diminuiu politicamente com o ingresso da Venezuela do caudilho Hugo Chávez. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: O mensalão e a hora da faxina

Às vésperas do seu mais importante julgamento, que pode se transformar num marco contra a impunidade de políticos no país, Supremo reforça segurança, promove limpeza no prédio e instala detector de metais.

É tudo verdade? 600 testemunhas do processo confirmam maior parte das denúncias de Jefferson.

Andamento do caso no STF vai elevar o tom das disputas entre o PT e o PSDB na CPI do Cachoeira.

Thomaz Bastos abandona defesa de bicheiro para dar assistência jurídica a três réus do mensalão. (Págs. 1 e 2 a 5)

Novos rumos: Venezuela sobe a rampa do Mercosul

Com direito a recepção da presidente Dilma e encontro de chefes de Estado no Palácio do Planalto, Hugo Chávez formalizou a entrada de seu país no bloco. Apesar do ingresso só ter sido possível após a suspensão do Paraguai, que não ratificou a adesão, Brasil, Argentina e Uruguai apostam que o novo membro fortalecerá a economia do continente. Essa é a primeira ampliação do Mercosul desde 1991. (Págs. 1, 16 e Visão Do Correio, 14)

Congresso: CPI deve votar convocação de Russomanno

O PSol e o PPS protocolaram pedido para que Celso Russomanno — candidato pelo PRB à prefeitura de São Paulo e um dos líderes da disputa — seja ouvido na CPI do Cachoeira. Segundo investigação da PF, revelada pelo Correio, a quadrilha do bicheiro teria depositado R$ 7 milhões para Russomanno no México. Ele nega ter conta no exterior. O PT comemorou o suposto envolvimento dele com o esquema. (Págs. 1 e 6)

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Valor Econômico

Manchete: Indústria volta a liderar a atração de capital externo

Com perda de produtividade e desempenho medíocre nos últimos dois anos, a indústria brasileira ainda assim reconquistou a preferência dos investidores estrangeiros, que andava recaindo sobre o setor de serviços. No primeiro semestre, o ingresso de investimentos estrangeiros diretos para aquisições de participação no capital de empresas industriais foi de US$ 12,9 bilhões, com aumento de 33%.

O capital estrangeiro na indústria está seguindo a trilha do consumo doméstico, que continua forte e com crescimento superior ao da demanda dos países desenvolvidos da Europa e Estados Unidos. Depois da metalurgia, são os setores alimentício e farmacêutico que receberam mais aportes externos ou foram alvos diretos de fusões e aquisições. Esse mercado de compras esteve bastante aquecido no período e o movimento foi puxado pelos investidores externos, que participaram de mais da metade (225) das 433 operações registradas pela consultoria KPMG. (Págs. 1 e A5)

Commodities têm miniboom, mas tendência é de acomodação

A disparada das cotações internacionais dos grãos causará estragos, mas não se espera uma crise "agroinflacionária" global.

Cálculos do Valor Data mostram que o milho encerrou julho 35,5% mais valorizado que no mês anterior na bolsa de Chicago. No caso do trigo, a média do mês passado foi 29,6% maior que a de junho, enquanto na soja o salto foi de 14,9%. São variações poucas vezes vistas em Chicago. No mercado de soja, é a maior alta entre médias mensais desde março de 2005; no de milho, desde junho de 1988 e, no do trigo, desde agosto de 1973. (Págs. 1, B15 e B16)

Fotolegenda: Movimentação no porto

O início das operações de carga do terminal da Embraport, no porto de Santos, está marcado pata o início do ano que vem, informa seu novo presidente, Ernst Schulze. O BNDES vai financiar R$600 milhões do investimento na primeira fase e o BID, outros R$ 770 milhões. (Págs. 1 e B12)

Prefeituras fecham junho com déficit

Os Estados e municípios tiveram seu mais fraco desempenho em um mês de junho dos últimos 14 anos. Na primeira metade do ano, seus resultados atingiram 41% do superávit fiscal primário que o governo federal espera deles em 2012, de R$ 42,8 bilhões.

As prefeituras mergulharam em déficit primário. Nos municípios pode ter ocorrido a antecipação de despesas, por causa das restrições impostas aos gastos pela legislação eleitoral. Essas restrições podem contribuir para resultado melhor no segundo semestre. (Págs. 1 e A3)

Greve de caminhoneiros divide setor e é suspensa

A paralisação de caminhoneiros, que provocou congestionamentos em rodovias de 12 Estados pelo terceiro dia consecutivo, dividiu o setor de transporte de cargas no país. O movimento foi organizado por entidades ligadas a motoristas donos de seus próprios caminhões. Também foi apoiado por empresas de transporte de carga. Outros representantes do setor — como os motoristas contratados por filiadas à Confederação Nacional do Transporte — não apoiaram a greve.

Ontem à noite, depois que o governo recebeu representantes do setor e endureceu o tom ao avisar que só voltaria a negociar com as estradas liberadas, lideranças dos caminhoneiros prometeram suspender a manifestação em todo o país. (Págs. 1 e A4)

Bertin na Aneel

A Aneel deu ontem soluções diferentes a sete pedidos apresentados pelo grupo Bertin. Entre elas, abriu a possibilidade de devolução de quatro usinas térmicas que jamais saíram do papel, mas impôs quatro condições para isso. (Págs. 1 e B1)

TAM e Gol perdem espaço

A TAM e a Gol acumulam queda de 0,38% e 2,44%, respectivamente, nos voos domésticos no primeiro semestre. Avianca, Azul, Trip e Webjet cresceram 56,72% no fluxo de passageiros transportados. (Págs. 1 e B6)

Expectativa para setor imobiliário

As maiores incorporadoras de capital aberto devem apresentar resultados no segundo trimestre piores que os do mesmo período de 2011, conforme os analistas. A exceção entre as grandes deve ser a Cyrela Brazil Realty. (Págs. 1 e B10)

Gradin e Odebrecht sem acordo

Após três horas e meia, a primeira audiência entre as famílias Gradin e Odebrecht terminou ontem sem acordo. Mas a juíza Maria de Lourdes Oliveira de Araújo agendou para 23 de agosto novo encontro para ouvir testemunhas. (Págs. 1 e B11)

FMI vê riscos no crédito

Apesar dos avanços do Brasil na regulação e supervisão bancárias, o FMI ainda vê riscos decorrentes da expansão do crédito e enxerga indícios de tensões nos empréstimos às famílias e no setor imobiliário. (Págs. 1 e C1)

Brasil atrai menos o Chile

Os investidores institucionais do Chile são importantes compradores de ativos brasileiros, em especial os fundos de pensão locais. Mas o Brasil já não agrada tanto quanto costumava, o que tem aberto espaço para concorrentes da região. (Págs. 1 e C12)

Oportunidades na Olimpíada

A expansão do negócio "Olimpíadas" promove um crescimento de oportunidades de trabalho. No comitê organizador da Rio 2016, 60 mil pessoas estarão trabalhando durante o evento. (Págs. 1 e D5)

Questões tributárias no STJ

O Superior Tribunal de Justiça retoma as atividades sob a expectativa de que se torne protagonista na resolução de questões tributárias, com o Supremo Tribunal voltado para o julgamento do mensalão. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Yu Yongding

A China precisa escolher entre crescimento maior ou ajuste estrutural mais rápido. Não pode ter os dois ao mesmo tempo. (Págs. 1 e A15)

Carlos Lessa

O Brasil não tem nenhum projeto nacional de longo prazo, a não ser a expansão da economia do petróleo. (Págs. 1 e A15)

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Estado de Minas

Manchete: Não ganhamos ouro, mas batemos recorde de...

Conivência

Fiscalização afrouxa e flanelinhas achacam livremente motoristas em BH

A atividade é ilegal – só são permitidos lavadores e guardadores de carro cadastrados –, mas eles estão por toda parte, exigindo dinheiro de quem estaciona. E praticamente sem ser incomodados. No primeiro semestre do ano passado, operações da prefeitura e da PM resultaramem 136 autuações. Este ano, de janeiro até ontem, só 29 foram autuados. A Administração Regional Centro-Sul diz que a fiscalização é feita conforme a necessidade. E a PM garante fazer o patrulhamento. Enquanto isso, eles bloqueiam vagas para extorsão e
infernizam a vizinhança, como na Rua Santa Rita Durão, entre Ceará e Afonso Pena. (Págs. 1, 19 e 20)

Inoperância

Ataques a caixas eletrônicos são quase diários e força-tarefa não os detém

Levantamento do Estado de Minas contabiliza 167 roubos consumados no estado este ano, como uso frequente de explosivos. Em junho foram 22 ocorrências e em julho, 18. Somente ontem houve mais dois casos, em Uberlândia e Betim. No último, os bandidos arrombaram o caixa em um shopping onde na véspera outro equipamento havia sido roubado. Diante da onda de saques, a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) criou há dois meses um comitê especial, com as polícias Militar, Civil, Exército, MP e Prefeitura de Belo Horizonte para coibir os crimes, que continuam em alta. (Págs. 1 e 22)

Intolerância

Ofensas raciais a judoca brasileira repercutem em Londres. PF vai apurar

As injúrias partiram de um internauta brasileiro depois que a peso leve Rafaela Silva foi eliminada da competição por ter aplicado golpe irregular numa oponente. A indignação tomou conta da delegação brasileira e até de outros países, que enviaram mensagens de apoio à atleta e de repúdio a manifestações racistas e homofóbicas. O Comitê Olímpico Brasileiro pediu providências ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que, por sua vez, acionou a Polícia Federal. Outro judoca brasileiro, Leandro Guilheiro, foi criticado nas redes sociais, mas por sua apatia na luta em que foi vencido pelo japonês Takahiro Nakai. (Págs. 1 e Superesportes, Capa e 3)

Mensalão: Só Jefferson atesta mesada a políticos

Os depoimentos das mais de 600 testemunhas dão suporte a denúncias de pelo menos três delitos: formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Mas apenas Roberto Jefferson sustenta a orquestração dessas ações para pagar mesada a parlamentares. (Págs. 1 e 3)

Dilma e Chávez: Negócios em dia de ato oficial

Depois de oficializar a inclusão da Venezuela no Mercosul, na cúpula dos presidentes do bloco, ontem em Brasília, o presidente Hugo Chávez assinou com Dilma Rousseff a compra de seis aviões da Embraer e opção de aquisição de mais 14. (Págs. 1, 17 e Editorial, 8)

INSS: Agressor de mulher vai pagar gasto com a vítima

Medida obriga ressarcimento de benefícios e do custo de assistência médica. (Págs. 1 e 10)

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Jornal do Commercio

Manchete: Estado tem primeira morte pela gripe H1N1

Doença foi confirmada em duas pessoas, em Salgueiro, sendo que uma das pacientes, de 42 anos, não resistiu. Vizinhança foi vacinada. Secretaria Estadual de Saúde notificou 11 casos este ano. (Págs. 1 e Cidades 3)

Julgamento do mensalão será aberto amanhã

Ministro do STF se reúnem hoje para acertar os últimos detalhes da sessão. (Págs. 1 e 3)

Mercosul cresce

Entrada da Venezuela no bloco econômico foi oficializada ontem em Brasília. (Págs. 1 e 8)

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Zero Hora

Manchete: Multas por embriaguez crescem 47% e ajudam na redução das mortes

Aumento da fiscalização resultou em maior número de flagrantes em avenidas e estradas. Na Capital, em um ano da Operação Balada Segura, número de acidentes caiu 17%. (Págs. 1 e 25)

Novo mapa: O que o Brasil ganha com a Venezuela no Mercosul

Bom humor marcou ingresso do país no bloco. Parceria abre oportunidades nos setores de máquinas e construção civil. (Págs. 1 e 22)

Mensalão: As ligações que constrangem o ministro do STF

Na véspera do julgamento, Dias Toffoli é pressionado a se afastar devido a relações com os réus. (Págs. 1 e 6)

Dia de protestos: Caminhoneiros aceitam acabar com bloqueios

Após mais de cinco horas de reunião, governo adia em um mês fiscalização de novas regras.

Como as greves dos servidores afetam a vida da população. (Págs. 1, 14 e 26)

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Brasil Econômico

Manchete: Governo reduzirá custos na folha de pagamentos para mais setores

A nova rodada de desoneração em estudo deverá beneficiar cerca de 30 setores da economia e vai entrar em vigor em janeiro do ano que vem. Como contrapartida do benefício, haverá o compromisso de manutenção do nível de empregos. (Págs. 1 e 6)

Dilma diz que Venezuela traz negócios ao Mercosul

Para a presidente, o ingresso do novo parceiro abre oportunidades de investimento a vários empreendimentos. Dilma vê espaço para a integração das cadeias produtivas na região. A reunião do bloco, com a presença de Chávez, descartou sanções econômicas ao Paraguai. (Págs. 1 e 8)

Mantega cortará incentivo de IPI

Para ministro da Fazenda, não é necessário prorrogar a isenção das montadoras. "A fase mais difícil já passou e a geração de empregos vai acelerar no fim do ano", afirmou. (Págs. 1 e 4)

Frete subirá 30% com nova lei

Aumento atingirá os preços de praticamente todos os produtos e causará impacto na inflação anual de até 0,83%. (Págs. 1 e 10)

Desemprego na Europa é recorde

Taxa na região do euro chega a 11,4% sob efeito da alta na Espanha, que atingiu 24,8%. Áustria, com 4,5%, tem o menor índice. (Págs. 1 e 36)

Ação a R$ 2 seria barrada em NY

BM&FBovespa tem 61 papéis com valor inferior a US$ 1, cuja negociação seria impossível na Bolsa de Nova York, como ocorreu com a Kodak. (Págs. 1 e 31)

Na espera

A Embraer, de Fernando Curado, mantém interesse na Hawker para voltar à produção de turbo élices. (Págs. 1 e 18)

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Fonte: Radiobrás