sábado, 3 de setembro de 2011

RESUMO DOS JORNAIS 3/09/2011

O Globo

Manchete: Dilma: para dar aumento ao Judiciário, só tirando do social

Presidente envia pedido da Justiça, mas deixa desgaste para o Congresso

Sob pressão do Supremo Tribunal Federal, que não gostou de o governo ter deixado de fora do Orçamento de 2012 reajustes para a Justiça, a presidente Dilma Rousseff enviou ontem ao Congresso os pedidos de aumento para o Judiciário. Mas, sem esconder a contrariedade, deixou para o Legislativo e o próprio Judiciário o desgaste de aprovar os gastos de R$ 7,7 bilhões a mais para a classe, tirando de áreas sociais. "A inclusão de propostas grandes de reestruturação para o funcionalismo federal prejudicaria a efetiva implementação de políticas públicas essenciais, como as da Saúde, Educação e redução da miséria. Todavia, em respeito ao princípio republicano da separação dos Poderes (…) submeto à elevada apreciação deste Congresso Nacional as proposições anexas", diz Dilma na mensagem. Pelos pedidos do STF, o salário de ministros da Corte subiria para até R$ 32 mil. Associações de juízes e promotores atacaram o governo, enquanto o presidente do STF, Cezar Peluso, ontem preferiu dizer apenas, em nota: "Página virada". (Págs. 1 e 3)

PT retoma polêmicas da Era Lula

Dilma defende combate à corrupção em congresso do partido, e ex-presidente não toca no assunto

Em seu congresso aberto ontem, o PT retomou propostas polêmicas do governo Lula que já haviam sido descartadas pela presidente Dilma, como o controle da mídia. O texto a ser votado até domingo acusa a imprensa de integrar uma "conspiração" contra o governo. Os petistas evitam o termo faxina, considerado por eles uma "invenção" da mídia e da oposição, mas prometem apoiar ações contra a corrupção. Em seus discursos, Dilma foi enfática na defesa do combate aos malfeitos, enquanto Lula não tocou no assunto. Chamado de "chefe da quadrilha" do mensalão no STF, José Dirceu foi ovacionado pelos petistas. (Págs. 1, 11 e 12)

PIB reafirma perigo da inflação

A economia brasileira cresceu 0,8% no segundo trimestre em relação ao período de janeiro a março deste ano. O resultado ficou dentro das previsões. Em relação ao mesmo período de 2010, a expansão foi de 3,1%. O crescimento foi puxado principalmente por consumo das famílias e setor de serviços, com destaque para telefonia celular. A indústria ficou estagnada. Segundo analistas, o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto, conjunto de bens e serviços produzidos no país) mostra que ainda há pressões inflacionárias e, por isso, criticaram o corte de 0,5 nos juros. (Págs. 1, 29 e 32 e Negócios & Cia)

Curto-circuito provoca apagão em 14 estados

Um curto-circuito na linha de transmissão que leva energia de Itaipu, no trecho entre Foz do Iguaçu e Ivaiporã, deixou parcialmente sem luz 14 estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste ontem à tarde, durante 30 minutos. No Rio, o apagão atingiu bairros da Zona Norte. (Págs. 1 e 37)

WikiLeaks expõe fontes em documentos

O WikiLeaks divulgou 251 mil documentos diplomáticos na íntegra, revelando a identidade das fontes, e agora é alvo de uma briga com cinco grandes veículos, que condenaram o site (Págs. 1 e 40)

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Folha de S. Paulo

Manchete: PIB desacelera, mas consumo continua em alta

Indústria, afetada por importações, creceu só 0,2%; gasto das famílias, impulsionado por emprego e renda, subiu 1%

O PIB (Produto Interno Bruto), soma dos bens e serviços gerados pela economia, cresceu 0,8% no segundo trimestre, revelando desaceleração diante do 1,2% do trimestre anterior. Já o consumo das famílias impulsionado por mais emprego e renda, cresceu 1%.

Segundo os números divulgados pelo IBGE, a perda de ritmo foi mais concentrada na indústria, que sob os efeitos do real forte e das importações registrou expansão de apenas 0,2%.

O setor de serviços, termômetro do consumo doméstico, teve um crescimento de 0,8%, puxado por comunicação e informática.
A boa notícia foi o aumento de investimentos, de 1,7%, sinalizando aumento de produção. Analistas esperam que o ano feche com alta de 3,5%. (Págs. 1 e Poder A4)

O governo enviou adendo ao Orçamento com a proposta de 14,7% de reajuste pedido pelo Judiciário. (Pág. 1 e A10)

Foto-Legenda

A MÍDIA – Na abertura do Congresso do PT, em Brasília, Dilma e Lula criticaram a mídia e apoiaram o desagravo ao ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, o mais aplaudido (Págs. 1 e Poder A14)

Saldo de empregos novos é zero nos EUA

O mercado de trabalho americano ficou estagnado no mês passado, aumentando os temores de que os EUA já estejam em recessão ou caminhem para ela.
Em agosto, houve saldo zero na criação de vagas.
Para recuperar as perdas da crise de 2008 com créditos podres, estimadas em US$ 41 bilhões, a agência reguladora de financiamento imobiliário abriu processo contra 17 instituições financeiras dos EUA. (Págs. 1 e Mundo A18)

Greve no serviço funerário de SP é suspensa até 2ª

A greve de funcionários do serviço funerário de SP foi suspensa até segunda, quando haverá nova assembleia. Ontem, a prefeitura autorizou a contratação emergencial (sem concurso) de 100 coveiros e 35 motoristas, o que pressionou o sindicato. (Págs. 1 e Cotidiano C6)

Odebrecht ganha área de terminal de trem-bala no RJ

A Odebrecht ganhou do governo do Rio o direito de administrar até 2048 toda a área da Estação Barão de Mauá, onde está previsto o terminal do trem-bala.
O terreno tem valor estimado em R$ 400 milhões. Segundo o Estado, a concessão é justificada por questões financeiras. (Págs. 1 e Mercado B1)

Álcool deixa de ser competitivo em plena safra

O valor do álcool, em plena safra, já chega a 71% do preço da gasolina na capital paulista – ao atingir 70%, deixa de ser competitivo devido ao rendimento. A perda de vantagem era esperada, mas não agora (Págs. 1 e Mercado B11)

Editoriais

Leia "Reforma estagnada", sobre o aperfeiçoamento do Poder Judiciário, e "Mais devagar", acerca do ritmo de crescimento da economia brasileira. (Pág. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: PIB desacelera e Mantega diz que juro e imposto podem cair

Economia no segundo trimestre cresce 3,1% ante igual período de 2010, contra 4,2% no primeiro trimestre

O PIB desacelerou no segundo trimestre de 2011, por causa do fraco desempenho da indústria e da agropecuária. O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o governo poderá adotar medidas fiscais – o que pode incluir corte de impostos e de juros – para garantir um crescimento de 5% no ano que vem. O câmbio valorizado, as medidas de contenção de crédito e a alta dos juros comprimiram a produção industrial do País. A expansão no segundo trimestre foi de 0,8% em relação ao trimestre anterior, sem influências sazonais. Em termos anualizados, corresponde a 3,2%. O PIB atingiu R$ 1,02 trilhão no segundo trimestre. Na comparação com igual período de 2010, a expansão no segundo trimestre foi de 3,1%, um recuo ante os 4,2% do primeiro trimestre. Vários setores se retraíram no período, como indústria, construção civil, indústria extrativa mineral e áreas como transporte e aluguel. O serviços tiveram o melhor desempenho, crescendo 0,8% (Págs. 1, Economia B1, B4, B5, 8 e B10)


Para Serra, BC não perde credibilidade

O ex-governador de São Paulo José Serra, disse ter achado "correta" a decisão do Banco Central de cortar os juros. Ao portal estadão.com.br, o tucano afirmou que não vê perda de credibilidade do BC. (Págs. 1 e Economia B14)

PT quer veto a concessões de rádio e TV a políticos

O PT quer proibir políticos e ocupantes de cargos públicos, durante seu exercício, de ter concessões e outorgas de meios de comunicação eletrônica, informam Vera Rosa e Wilson Tosta. O partido pretende ainda vedar formas de concentração empresarial no setor que levem a abuso de poder econômico, como a propriedade cruzada – na qual um grupo opera rádio, TV, internet e jornal impresso na mesma região. O veto é um dos pontos da proposta de resolução que o presidente do PT, Rui Falcão, apresentará ao 4º Congresso Nacional do partido, aberto ontem. (Págs 1 e Nacional A4)

PT aclama "guerreiro" Dirceu

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula aparecem na abertura do Congresso do PT, mas o mais ovacionado foi o deputado cassado José Dirceu, aplaudido de pé pelos militantes e chamado, aos gritos, de "guerreiro do povo brasileiro". (Pags. 1 e Nacional A4)

Pasto domina área desmatada na Amazônia

Imagens de satélite mostram que a pecuária é o principal fator de desmatamento na Amazônia. De acordo com dados do estudo feito em parceria pelo Inpe e pela Embrapa, dos 719 mil km² de vegetação abatida até 2008, cerca de 62% são ocupados, hoje, por pastagens. Outros 20% passam por processo de recuperação natural da vegetação. A agricultura, sobretudo destinada à produção de grãos, ocupa menos de 5% da área total desmatada. (Págs.1 e Vida A26)

46,7% das áreas desmatadas na Amazônia viram pasto limpo, onde só há grama.

Tuty Vasques

A marcha das Jaquelines

Se fracassarem as marchas contra a corrupção convocadas par o 7 de Setembro, estará em jogo o poder de mobilização da internet. (Págs. 1 e Cidades C10)

Notas & Informações

O consumo continua forte

Os novos dados da economia brasileira mostram a precipitação do BC ao cortar os juros básicos. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: Teto salarial no serviço público vai a R$ 32,1 mil

O aumento reivindicado pelo Judiciário deve elevar para R$32,1 mil o vencimento máximo do funcionalismo público. Na tentativa de acabar com o mal-estar causado pela não inclusão do reajuste no Orçamento de 2012, a presidente Dilma jogou o problema no colo do Congresso Nacional. E, ontem, fez um alerta em mensagem ao Legislativo: para que sejam concedidos os reajustes que beneficiarão ministros do STF e servidores do MPU e do Judiciário, num total de R$7,7 bilhões em despesas, será preciso cortar dinheiro de áreas importantes como a educação e a saúde. Contrária ao aumento, disse que submeteu o pedido ao Congresso "em respeito ao princípio republicano da separação dos Poderes e cumprindo o dever constitucional". Relator do Orçamento, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) afirmou que, com os dados disponíveis hoje, não há recursos para atendê-lo (Págs. 1 e 16)

Sob a sombra de Dirceu

Na abertura do Congresso do PT, em Brasília, Lula se esforçou para transformar a presidente Dilma na grande estrela da noite. "Oito meses é muito pouco para quem irá governar por oito anos este país", disse, tentando afastar as especulações de que ele já está em campanha para voltar em 2014. Ela foi gentil e negou ter recebido uma herança maldita dele. Os dois fizeram elogios ao ex-ministro José Dirceu, o mais aplaudido da noite. Alçado à condição de popstar, o petista acusado de ser o chefe do mensalão deu até autógrafos. (Págs.1, 2 e 3)

Consumo segura PIB e comércio abre 131 mil empregos.

O Brasil está crescendo em ritmo mais lento. A soma das riquezas do país foi de 0,8% no segundo trimestre de 2011, índice menor que o do início do ano (1,2%). A desaceleração só não foi maior porque o governo e as famílias gastaram muito. E pensando numa corrida às compras neste Natal, os lojistas prometem bater recorde na contratação de temporários. (Págs 1, 10 a 12 e Visão do Correio, página 18)

Clientes de planos sofrem novo revés

Empresas terão mais três meses para se ajustar à resolução que fixa prazos de atendimento ao consumidor (Págs. 1 e 15)

Agnelo dá Educação para o PT

Petista e professor da rede pública, Denilson Bento da Costa é o substituto de Regina Vinhaes no comando da pasta. Ela pediu demissão na quinta-feira alegando questões pessoais. O governador negou que houvesse pressão política para a saída de Regina. (págs. 1 e 25)

Crack dribla a polícia

Nem o plano de combate à droga lançado impediu ontem o tráfico e o consumo na zona central de Brasília. (Págs. 1 e 31)

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Estado de Minas

Manchete: Cresce o roubo de carros

Ladrões levaram em média 17 veículos por dia no primeiro semestre em BH

Levantamento da Polícia Civil revela que de janeiro a junho 3.100 veículos foram furtados (sem o dono presente) ou roubados (sob ameaça ou violência) na capital. O número de ocorrências é 22,6% maior do que as 2.528 registradas nos primeiros seis meses de 2010, quando a média foi de 14 carros subtraídos por dia. A região da cidade com maiores índices de furto e roubo de automóveis é a Noroeste (22% do total), seguida por Venda Nova (21%). (Págs. 1 e 21)

Check-up no Zé Gotinha

Comissão técnica internacional vai examinar o caso do menino de 1 ano e 4 meses, do Sul de Minas, que teria contraído paralisia infantil depois de tomar a vacina contra a doença. O objetivo é verificar se o medicamento, de fato, causou a doença. O Ministério da Saúde estuda, a partir do ano que vem, combinar a vacina oral (com vírus atenuado) e a injetável (com vírus inativo). (Págs. 1 e 23)

PIB brasileiro segue a passos de caranguejo

Expansão do Produto Interno Bruto avança 0,8% no segundo trimestre e mostra que a economia está andando de lado. Bovespa reagiu com queda ao resultado e a dados negativos de desemprego nos EUA. (Págs. 1,11 e 12)

Pepino do reajuste do Judiciário fica para o Congresso

Presidente Dilma manda mensagem de adendo ao Orçamento de 2012 deixando para os parlamentares a responsabilidade de dar aumento à magistratura e ao Ministério Público, cujo impacto é de R$7,7 bilhões. (Págs. 1 e 3)

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Jornal do Commercio

Manchete: R$ 1,98 bilhão para as rodovias estaduais.

Megaprojeto de recuperação da malha foi anunciado ontem pelo governo. Meta é recuperar, implantar e duplicar 73 das 142 PEs. Para o governador Eduardo Campos, não é um plano de estradas, e sim uma estratégia de desenvolvimento. (Págs. 1 e Cidades 8)

Planos de saúde ganham tempo

ANS adia por 90 dias entrada em vigor da norma que define prazos para atendimento de beneficiários. (Págs. 1 e Economia 1)

José Dirceu é aclamado de pé pelos petistas

Ex-ministro, apontado como chefe do mensalão, foi o mais aplaudido na abertura do Congresso Nacional do PT. (Págs. 1 e Páginas 3 a 5)

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Zero Hora

Manchete: Ministro propõe mais imposto a bebida e cigarro pela saúde

Em sua passagem por Canoas ao lado da presidente Dilma, que defendeu elevar os recursos para a área, Alexandre Padilha prometeu levar aumento de tributação em alguns setores ao Congresso (Págs. 1 e 8)

Campo em paz com Dilma

Expointer 2011

A programação do sábado no parque

Como escapar da lentidão no trânsito

Competição para jovens e cavalos crioulos

Código Florestal pode sofrer novas mudanças

Ao creditar ao desempenho do campo o bom momento da economia do país, presidente foi aplaudida no parque da Expointer (Págs. 1, 4, 5, 20, 22 e 24)

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Fonte: Radiobrás

RESUMO DOS JORNAIS 02/09/2011

O Globo

Manchete: Dilma defende "CPMF sem desvios" para financiar Saúde

'Quem falar que resolve isso sem dinheiro é demagogo'

A presidente Dilma Rousseff defendeu ontem a criação de novas fontes de recursos para o financiamento da Saúde e afirmou que o erro, com a CPMF, foi o seu desvio para outros setores. "Não sou a favor daquela CPMF, por conta de que ela foi desviada. Agora, que o Brasil precisa (...) Vai precisar, sim". Em entrevista a rádios mineiras, Dilma afirmou que apenas a regulamentação da Emenda 29, em tramitação no Congresso, não acabará com os problemas na Saúde que, segundo ela, só serão resolvidos com mais investimento. "Quem falar que resolve isso sem dinheiro é demagogo. Mente para o povo." (Págs. 1, 3, Dos Leitores e editorial "Nova CPMF não se justifica")

Sob pressão, Planalto já revê cortes do Judiciário

Após reações do Supremo Tribunal Federal, o governo recuou e decidiu mandar ao Congresso nova proposta de orçamento do Judiciário, agora sem cortes. A primeira versão, que durou 24 horas, não previa aumento a ministros e servidores em 2012. A ministra Miriam Belchior confirmou a mudança ao STF, que chamara o projeto anterior de equivocado. (Págs. 1, 4 e 9)

Foto legenda: Bienal

A presidente Dilma Rousseff e o prefeito Eduardo Paes na abertura da feira, marcada por protestos de estudantes. (Págs. 1 e 16)

PT contraria presidente

Numa articulação do ex-ministro José Dirceu, o PT retomará em seu congresso, a partir de hoje, o debate sobre regulação da mídia. Isso contraria a presidente Dilma, que não quer, na regulamentação do setor, referência a controle de conteúdo da imprensa. (Págs. 1 e 11)

Política econômica ganha nova orientação

A decisão de cortar 0,5 ponto nos juros, contrariando previsões do mercado e no dia seguinte às declarações da presidente Dilma de que era preciso baixar logo as taxas no país, aumentou a percepção de que a autonomia do BC está ameaçada. Para alguns analistas, o episódio marca um novo ciclo na política econômica do país, com Dilma tomando as rédeas para si. Essa reorientação abalaria o tripé baseado em meta de inflação, superávit fiscal e câmbio flutuante, que vigora desde Fernando Henrique. (Págs. 1, 23 a 25, Merval Pereira e editorial "Juros mais baixos pressionam por cortes")

Na véspera do PIB, IBGE troca comando

Um comunicado interno para os funcionários selou ontem a troca de comando no IBGE, o instituto oficial de pesquisas do país. Eduardo Nunes, no cargo há oito anos e meio, foi substituído por Wasmália Bivar, servidora de carreira desde 1986 do próprio IBGE, que divulga hoje o PIB do segundo trimestre. A notícia surpreendeu os técnicos. (Págs. 1 e 26)

Servidor do Galeão pode ser investigado

O Ministério Público Federal vai pedir à Receita e à Polícia Federal que abram sindicância para saber se os 300 funcionários lotados no Galeão têm patrimônio compatível com a renda. Ontem, operação conjunta da PF, da Receita e do MPF desbaratou quadrilha que trazia ilegalmente eletroeletrônicos do exterior desde 2008. Eram sonegados R$ 148 milhões por ano. (Págs. 1 e 28)

Países disputam contratos na nova Líbia

Representantes de 60 países pediram desbloqueio de US$ 15 bilhões para estabilizar a Líbia, e já disputam contratos. O ditador Kadafi, careca em cartazes espalhados, disse que não vai se render. (Págs. 1 e 31)

Kadafi: 'Não somos mulherzinhas' (Pág. 1)

Berlusconi xinga seu próprio país

O primeiro-ministro Silvio Berlusconi referiu-se à Itália como "país de merda", numa conversa grampeada com o editor do jornal "Avanti!": "Dentro de alguns meses, vou embora para um outro lugar." (Págs. 1 e 32)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Orçamento ignora aumento de juízes e STF se revolta

Judiciário quer reajuste de 14,7%, mas governo considera pedido impossível por onerar cofres e causar efeito cascata

Uma revolta dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) levou o governo a reavaliar o Orçamento de 2012. O Judiciário reivindica reajuste de 14,7%, e Dilma havia concordado em apoiar 5%. A proposta enviada, porém, nada previa.

O governo também ignorou a previsão de 56% de reajuste dos demais servidores do judiciário. A equipe econômica considera a demanda impraticável, por onerar os cofres públicos e provocar efeito cascata em outras categorias. (Págs. 1 e Poder A4)

Dilma defende nova fonte para financiar a saúde

A presidente Dilma Rousseff criticou a extinta CPMF, o imposto do cheque, porque seus recursos não iam para a saúde, mas voltou a defender nova fonte de financiamento para o setor. "Quem falar que resolve isso sem dinheiro é demagogo", afirmou. (Págs. 1 e Poder A8)

Vinicius Torres Freire

Certa ou errada, decisão sabre juro do BC é esquisita

O mais esquisito na decisão do BC de cortar a taxa de juros em 0,5 ponto foi o momento: anteontem, pelo menos mês e meio antes de ser possível saber algo sobre a rapidez do naufrágio da economia mundial. (Págs. 1 e Mercado B4)

Otan avisa que ficará na Líbia 'o necessário'

A Otan anunciou, após conferência com emissários de 63 países, que vai manter as operações na Líbia "o quanto for necessário" até que o ex·ditador Muammar Gaddafi e seus aliados deixem de representar ameaça.

Também foi autorizada a liberação de US$ 15 bilhões dos US$ 100 bilhões da Líbia congelados no exterior. Uma missão da ONU deve ser enviada ao país para ajudar a organizar eleições e a equipar a polícia. (Págs. 1 e Mundo A12)

Vacina pode ter causado paralisia em bebê de MG

Uma criança de Pouso Alegre (MG) pode ter desenvolvido paralisia nas pernas após tomar vacina oral contra a poliomielite. O caso aconteceu no fim de 2010, mas só chegou ao Ministério da Saúde em agosto. O bebê tinha seis meses à época.

O ministério disse que o risco de casos assim é de um a cada 3,2 milhões de doses. Em dez anos, houve 46 casos de paralisia ligada à vacina Sabin. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Sindicato desafia Justiça e mantém cemitério parado

Os funerários de São Paulo decidiram manter a greve pelo menos até a manhã de segunda-feira, quando haverá nova assembleia.

A manutenção desafia decisão judicial que determinou a volta imediata ao trabalho. O sindicato convocou reunião de emergência para hoje. (Págs. 1 e Cotidiano C4)

Fernando de Barros e Silva

Caos funerário é incorporado ao repertório de SP. (Págs. 1 e Opinião A2)

Foto legenda: Três

O estádio do Corinthians, em Itaquera (SP), que deve abrir a Copa-2014, recebeu as três primeiras colunas; amanhã o ex-presidente Lula deve visitar o local. (Págs. 1 e Esporte D5)

Grupo no Galeão fraudou Receita em R$ 148 mi

Uma quadrilha que desde 2009 impedia a fiscalização de mercadorias pela alfândega do aeroporto do Galeão (RJ) lesou a Receita em R$ 148 milhões. O grupo tinha pessoas da Receita e policiais federais. (Págs. 1 e Mercado B1)

Editoriais

Leia "Surpresa nos juros", sobre a decisão de baixar a taxa Selic, e
"Jovens no crime", acerca de mudanças no Estatuto da Criança do Adolescente. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Texto do PT critica "faxina" de Dilma e pede reforma política

Documento para congresso do partido vê 'conspiração midiática' para dissolver base aliada no Congresso

Uma resolução de 24 páginas que norteará o 4º Congresso do PT, entre hoje e domingo, argumenta que a oposição, apoiada por uma "conspiração midiática", quer dissolver a base parlamentar do governo, informa Vera Rosa. O texto recomenda ao partido repelir as "manobras" para promover a "criminalização" da base aliada e diz que o núcleo de combate à corrupção está na reforma política e do Estado – uma crítica a "faxina" promovida pela presidente Dilma Rousseff em sua administração. O documento defende o ex-presidente Lula, dizendo que ele empreendeu "combate implacável" à corrupção. Petistas temem que ações de Dilma carimbem o governo Lula como "corrupto", já que todos os demitidos foram herdados dele.O texto diz que, para vencer a "batalha" da opinião pública, será preciso desmontar as armadilhas da "espiral do cinismo", que aceita a corrupção como "inevitável". (Págs. 1 e Nacional A4, A6 e A7)

Entrevista: Gilberto Carvalho

'Saudosismo de Lula não é inteligente'

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) afirmou ao Estado que o PT não deve cultivar "saudosismo" de Lula, mas canalizar energias em apoio ao governo Dilma. Ele disse ainda que boa parte dos problemas do PT está na "falta de qualificação" dos novos filiados. (Págs. 1 e Nacional A4)

Mercado critica BC por decisão de cortar juros

A inesperada decisão do Banco Central de reduzir o juro básico de 12,50% para 12% ao ano provocou alta de 2,87% na Bolsa de São Paulo, puxada por ações de bancos - que, com juros menores, podem emprestar mais. Há consenso no mercado de que os índices de inflação tendem a subir em 2012. Analistas criticaram a decisão, considerando-a sem rigor técnico e fruto de pressão política. Para o ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola, o BC mostrou imprudência. (Págs. 1 e Economia B1 e B3 a B6)

Análise
Celso Ming

Derivativo da Fazenda

Ao Banco Central não basta ser autônomo; é preciso parecer. A maneira como conduziu o corte de juros afetou sua credibilidade. (Págs. 1 e Economia B2)

Otan promete ficar na Líbia "o tempo que for necessário"

A ofensiva da Otan na Líbia vai continuar "pelo tempo que for necessário", com o objetivo de "garantir a proteção de civis", decidiu ontem o "grupo de países amigos" dos líbios reunido em Paris. Na cúpula, organizada por potências ocidentais e com participação de cerca de 60 países, foi anunciada ainda a liberação de US$ 15 bilhões aos rebeldes nos próximos dias. (Págs. 1 e Internacional A11 e A12)

'Não somos mulheres'

Em gravação, Muamar Kadafi fez apelo a seus partidários: "O povo líbio não pode render-se, não somos mulheres." (Págs. 1 e Internacional A12)

Crise externa ainda ditará ritmo da Bolsa

Especialistas não esperam forte alta de ações com a queda dos juros. O cenário externo, dizem, ainda pesa mais no desempenho da Bolsa. Já a renda fixa deve perder rentabilidade. (Págs. 1 e Economia B6)

Berlusconi ofende Itália em conversa

Em conversa gravada com um empresário, o premiê desabafa sobre o modo como é tratado na Itália: "Estou enojado. Vou embora deste país de m...". (Págs. 1 e Internacional Al4)

Faria Lima poderá ter mais prédios

O prefeito Gilberto Kassab quer lançar R$ 2 bilhões em títulos que permitirão a construção de prédios acima da lei de zoneamento na região da Avenida Faria Lima. (Págs. 1 e Cidades C1)

Dora Kramer

Falar mais alto

São conhecidos os temores, as desconfianças e as insatisfações do PMDB em relação ao PT. Mas a recíproca também é verdadeira. (Págs. 1 e Nacional A6)

Notas & Informações

O BC cede à pressão

Ao dobrar a espinha do BC, Dilma rejeitou uma das poucas heranças benditas da era Lula. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: Governo recua e dá aumento a Judiciário

Um dia depois de anunciar o Orçamento e dizer que em 2012 não haveria reajuste para ministros do Supremo Tribunal Federal e para servidores do Judiciário, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, se viu obrigada a voltar atrás na decisão. A dura reação de integrantes do STF causou tanto mal-estar na Esplanada que a presidente da República precisou intervir. Prestes a embarcar para São Paulo, o ministro Guido Mantega foi convocado às pressas por Dilma para dar um jeito de encaixar a proposta do Judiciário na peça orçamentária e acabar com o impasse. No fim do dia, Miriam e os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luís Inácio Adams (AGU) foram conversar com o presidente da Suprema Corte, Cezar Peluso, e lá garantiram: o projeto, exatamente como foi apresentado pelo Judiciário, será encaminhado hoje ao Congresso. (Págs. 1, 10 e Visão do Correio, 12)

Volta da CPMF

Dilma defende a criação de novo imposto para a Saúde. (Págs. 1 e 4)

Foto legenda: Ritmo sustentável até a Copa

Candidato a receber o jogo de abertura do Mundial de 2014, o Estádio Nacional de Brasília já tem 35% das obras prontas e, durante vistoria realizada ontem, foi elogiado pelos representantes da entidade internacional que concede o selo verde, um certificado de proteção ao meio ambiente. (Págs. 1 e Super esportes, 7)

Corrupção: Presidente faz faxina no Orçamento

Em sua primeira Lei Orçamentária, a presidente Dilma destina menos recursos para ministérios alvos de denúncias de corrupção e mau uso do dinheiro público. O Turismo, comandado por Pedro Novais, sofrerá o maior "castigo", com redução de 78,5% nas verbas de 2012. (Págs. 1 e 2)

Justiça: Mais rigor contra pai que atrasa pensão

A partir de agora, por determinação judicial, os acordos para pagamento de pensão alimentícia feitos por meio da Defensoria Pública no Distrito Federal terão o mesmo valor dos firmados por juízes. Com isso, o pai que não cumprir o combinado também poderá ser preso. (Págs. 1 e 21)

Temporários: Comércio vai abrir 6 mil vagas no DF

Na segunda-feira, serão abertas inscrições em curso que capacitará profissionais para ocupar as vagas. Os alunos aprenderão técnicas de venda e de atendimento, saberão como trabalhar com estoque e como operar caixas. Há turmas nos períodos da manhã, tarde e noite. (Págs. 1 e 27)

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Valor Econômico

Manchete: Queda de juros muda todo o cenário para investimentos

A surpreendente decisão do Banco Central de reduzir os juros em 0,5 ponto percentual derrubou as projeções de quase todos os bancos para o custo do dinheiro, aumentou o receio de alta da inflação, acelerou as estimativas de queda do juro real e acrescentou um ingrediente de imprevisibilidade para as políticas do BC. Colocou também os investidores diante da necessidade de rever estratégias em um novo cenário, especialmente na renda fixa, ameaçada pela expectativa de uma elevação maior dos preços.

O mercado interpretou a decisão como um sinal de que o BC e o governo vão aceitar uma inflação mais alta. A NTN-B para 2014, corrigida pelo IPCA, passou a projetar uma inflação de 6% ao ano, ante 5,85% no dia anterior, a maior dos últimos seis meses. A tendência do juro real é encolher, porque estima-se que o BC continuará cortando a taxa Selic nas próximas reuniões, enquanto que a inflação não deverá declinar rapidamente. (Págs. 1, D1, D2 e C2)

Governo vê forte desaceleração da economia

A economia brasileira passa por forte desaceleração desde o segundo trimestre e pode crescer apenas 3,5% este ano, desempenho muito inferior às projeções iniciais do governo. Essa é uma das razões que levaram o BC a reduzir os juros, num movimento que surpreendeu o mercado.

A perda de fôlego da atividade econômica no país, sobretudo da produção industrial, decorre das medidas monetárias e fiscais. Ainda não reflete a situação externa, que vai piorar, avalia o governo. As análises da maioria dos agentes de mercado e a pesquisa Focus ainda não retratam essa realidade. A economia brasileira não deve crescer mais do que 3% em 2012. (Págs. 1, A2 e C10)

Mercado agora prevê recuo rápido da Selic

Os economistas, que em bloco projetavam a manutenção da Selic em 12,50% em agosto, estão correndo para as revisões. Concordando ou não com o cenário mais grave apontado pelo Banco Central, já projetam vários cortes de juro a frente. Selic de um dígito em 2012 não surpreende mais ninguém.

De 23 economistas do mercado financeiro consultados pelo Valor, 16 preveem corte de Selic em outubro e novembro e 7 ainda estão revendo as projeções. A maioria crava juro de 11% no fim de dezembro. O Credit Suisse é mais agressivo: espera Selic de 9% em dezembro e 8,5% um ano depois. Enquanto economistas criticavam o BC por falhas na comunicação com o mercado e por ter cedido a pressões políticas, relaxando o controle da inflação, as mesas dos bancos, que nos últimos dias já trabalhavam com queda nas taxas, aprofundaram o movimento. Ontem, com forte apoio de estrangeiros, derrubaram inclusive as taxas de juros de longo prazo, o que, para um banqueiro ouvido pelo Valor, indica que, "para quem põe dinheiro na mesa" a credibilidade do BC não foi abalada. (Págs. 1 e C4)

A ameaça dos grandes déficits

Elevados déficits fiscais e falta de coordenação entre os governos para a regulação dos mercados globais, a começar pelo financeiro, colocam o mundo no caminho de novos desdobramentos da crise de 2008/09. A própria economia de mercado corre o risco de perda de sustentação institucional. A advertência é do economista italiano Vito Tanzi, reconhecida autoridade em assuntos fiscais. (Págs. 1 e Eu& Fim de Semana )

Produção da indústria cai no mundo

Fábricas ao redor do mundo estão cortando a produção, em meio ao desaquecimento da atividade, o que aumenta o espectro de uma nova recessão.

O setor industrial americano praticamente não expandiu as operações em agosto, de acordo com um relatório divulgado ontem, uma vez que as empresas tentam se adaptar à queda da confiança e a estagnação do mercado de trabalho. O segmento de manufatura da Ásia também desacelerou, com líderes como Coreia do Sul e Taiwan mostrando retração e a China crescendo em ritmo fraco. As fábricas em parte da Europa registraram queda da atividade pela primeira vez em dois anos, com o desaquecimento da Grécia e da Irlanda ameaçando economias de porte como as da Itália e França. A expansão da indústria mundial está perdendo fôlego num momento precário. (Págs. 1 e A9)

Exportação de manufaturados depende dos EUA

A exportação da indústria brasileira de transformação ainda é altamente dependente dos Estados Unidos. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, os americanos são os principais clientes de cinco setores entre os 14 analisados - metalurgia, mecânica, madeira, minerais não metálicos e calçados - e são o segundo destino mais importante de outros sete, entre eles material de transporte, química, celulose e papel, material elétrico, eletrônico e de comunicação. (Págs. 1 e B4)

Incentivo oficial à ética

AES Sul, EDP, Johnson Controls e Siemens são as primeiras empresas a obter o selo ético criado pelo governo para empresas com boa governança e padrões éticos. O certificado garante vantagens em licitações. (Págs. 1 e A2)

Chineses no nióbio

A CBMM, empresa de mineração e metalurgia de nióbio controlada pela família Moreira Salles, vendeu 15% de seu capital a um grupo de companhias chinesas por US$ 1,95 bilhão. (Págs. 1 e B1)

Aviação emergente

A América Latina, especialmente o Brasil, foi a maior responsável pelo aumento de 5,9% no transporte aéreo de passageiros em julho. O crescimento na região foi de 12,l% em relação ao mesmo mês do ano passado. (Págs. 1 e B4)

Luz para Marajó

Até o fim do ano, a Ilha de Marajó e a margem esquerda do rio Amazonas, no Pará, estarão interligadas ao sistema elétrico nacional. Hoje, essas regiões são abastecidas com térmicas a óleo. O investimento é de R$ 450 milhões. (Págs. 1 e B8)

Embrapa põe foco na cana

A Embrapa vai reforçar suas pesquisas de melhoramento genético da cana-de-açúcar."É fundamental que a empresa atue no setor para não deixar o conhecimento na mão de multinacionais. Queremos ter certeza que não se criará um oligopólio", diz seu presidente, Pedro Arraes. (Págs. 1 e B12)

Gestão pública

Consagradas pela iniciativa privada, ferramentas de gestão como avaliação de desempenho, remuneração atrelada a metas e plano de carreira começam a ganhar mais espaço na área pública. (Págs. 1 e D10)

Ideias

Maria Cristina Fernandes

Banido do país pela ditadura, padre Vito Miracapillo luta há 31 anos pelo visto de trabalho que Battisti obteve em 13 dias. (Págs. 1 e A8)

Ideias

Armando Castelar Pinheiro

A diferença entre Brasil e Espanha é que lá a crise já se instalou, e aqui ainda temos tempo para fortalecer os fundamentos. (Págs. 1 e A11)

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Estado de Minas

Manchete: Enfim!

Dilma promete abrir licitação para duplicar trechos críticos da BR-381 até o fim do ano

A concorrência para as obras nos lotes 7 e 8 da chamada Rodovia da Morte – 69 quilômetros entre a capital e Barão de Cocais ocorrerá ainda em 2011, conforme garantiu a presidente. Segundo ela, os projetos executivos ficarão prontos este mês. Os outros oito lotes, acrescentou, deverão ser licitados entre dezembro e fevereiro. Dilma ainda assegurou que vai acelerar a duplicação da BR-040 (trevo de Ouro Preto-Juiz de Fora) e a revitalização do Anel Rodoviário. E adiantou que terá uma boa notícia sobre o metrô de BH nas próximas semanas.

Presidente descarta CPMF, mas quer nova fonte de financiamento da saúde.

R$ 70 bi de investimentos em MG

De janeiro de 2010 até o mês passado foram assinados com o governo do estado 263 protocolos para a instalação de indústrias, que vão gerar 78,8 mil empregos. Ontem, em Jeceaba, no Campo das Vertentes, uma fábrica de tubos de aço sem costura destinados ao setor petrolífero foi inaugurada pela presidente Dilma Rousseff, que posou para foto com uma turma de funcionárias. (Págs. 1, 3, 4, 14, 15 e o Editorial 'Promessa renovada', 10)

Juros: Inflação não sofrerá com corte da Selic

Decisão do Copom em reduzir os juros básicos não deve pressionar alta do custo de vida nos próximos meses. (Págs. 1, 12 e 13)

Aeroporto: Reformas de Confins vão sair do papel

Obras de ampliação e reparo do terminal 1 do Aeroporto Internacional Tancredo Neves devem começar nesta quinzena. Empresa que venceu licitação de R$ 236,65 milhões depende de sinal verde da Infraero. (Págs. 1 e 16)

Capital: Reajuste de servidores tem avanço

Foi aprovado em 1º turno na Câmara de BH aumento escalonado para 40 mil funcionários. As correções variam de 13,92% a 24% dependendo da categoria. A projeção é de que a votação em 2º turno seja semana que vem. (Págs. 1 e 8)

Mistério no Peru: Brasileiros não tiveram morte natural

Laudo do IML de BH não aponta o que causou a morte de engenheiro mineiro, cujo corpo foi encontrado na selva junto como de geólogo paulista. Famílias terão de esperar pelas análises feitas no país vizinho, ainda não divulgadas. (Págs. 1 e 23)

O ultimato de Kadafi

Ditador líbio menospreza discussões sobre o futuro do país entre representantes de 63 nações na França e avisa que não pretende se render. Em mensagem gravada para rede de TV, Muamar Kadafi declara Sirte a nova capital da Líbia. (Págs. 1 e 19)

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Jornal do Commercio

Manchete: Obra vai complicar trânsito da Zona Sul

Estacionamento proibido na Navegantes.

Intervenções em outras áreas do Recife. (Pág. 1)

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Zero Hora

Manchete: Dilma admite rever dívidas dos Estados

Compromisso com a União consome 13% da receita líquida do Rio Grande do Sul, que paga todos os anos R$ 2 bi ao Planalto, mas ainda deve R$ 37 bi. (Págs. 1, 6 e 10)

Expointer 2011: Os desejos de esteio

Como se deu a pacificação entre governos e ruralistas.

Os pedidos dos produtores à presidente. (Págs. 1, 4, 5 e 14)

Rompimento: Governo só fala com PMs se protestos terminarem

Piratini interrompe negociação por reajuste salarial da BM. (Págs. 1 e 44)

Contra-ataque: Em carta, PT critica faxina na Esplanada

Documento guiará debates da quarta edição do congresso do partido. (Págs. 1 e 6)

Censura: Justiça proíbe menção a nome de vereador

Veículos da RBS não podem citar envolvido na Farra das Diárias. (Págs. 1 e 12)

Dinheiro sem valor: Cédulas novas na mira de falsificadores

Falta de conhecimento da população seria aliada dos criminosos. (Págs. 1 e 39)

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Brasil Econômico

Manchete: As razões que levaram o governo a baixar os juros

Brasil Econômico revela detalhes da reunião do Copom e a estratégia de Dilma Rousseff para manter a economia aquecida. (Págs. 1 e 4)

Equipe econômica prefere correr risco de inflação à desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB).

Avaliação é de que as maiores economias, inclusive a China, não terão como reagir à crise.

Objetivo é não repetir erro de 2008, quando o BC demorou quatro meses para reduzir a Selic, o que freou o crescimento.

Decisão não foi unânime entre os integrantes do Copom: cinco votaram a favor da queda dos juros e dois, contra.

Leia também o artigo do economista Paulo Rabello de Castro. (Págs. 1 e 2)

Balança comercial bate recorde apesar do dólar barato

Saldo em agosto foi de US$ 3,8 bilhões, elevando para US$ 257 bilhões a estimativa de exportações em 2011. Mas, apesar do bom desempenho, analistas alertam para a desaceleração nas vendas de itens industrializados. (Págs. 1 e 10)

Cebrace instala fábrica de vidros em Camaçari

A companhia fará investimento de R$ 332 milhões na Bahia. O objetivo é ampliar o fornecimento do material para os mercados de construção civil, automotivo, eletrodomésticos e decoração no Nordeste do país. (Págs. 1 e 20)

Empresas têm dificuldade para reter talentos

Pesquisa do Hay Group demonstra que a maioria das companhias que atuam no país não possui uma política estruturada para manter seus melhores funcionários em um momento de grande movimentação no mercado. (Págs. 1 e 36)

Oi Futuro mostra que o social é um bom negócio

O instituto de responsabilidade social da operadora faz dez anos e apoia esportes, cultura, educação e meio ambiente. A área cultural levou a fatia mais polpuda dos projetos: mais de R$ 280 milhões na última década. (Págs. 1 e 38)

Saiba quais as ações que se destacarão em setembro, segundo os analistas

A deterioração da economia internacional deve beneficiar papéis de construtoras e de bancos neste mês, já que são mais dependentes do mercado doméstico. (Págs. 1 e 42)

Por que os produtores de aço chineses desembolsaram US$ 2 bilhões para comprar 15% da CBMM, da família Moreira Salles

Fabricante de nióbio, insumo estratégico usado na produção de aços especiais, já tinha sido alvo de interesse de um consórcio japonês liderado pela Nippon Steel, que pagou US$ 1,8 bilhão por outros 15% da empresa, dirigida por Tadeu Carneiro. (Págs. 1 e 18)

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Fonte: Radiobrás

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

RESUMO DOS JORNAIS 01/09/2011

O Globo

Manchete: BC surpreende e reduz a taxa de juros após apelo de Dilma

Dividida, diretoria do banco anuncia corte de 0,5 ponto, para 12%

Por cinco votos a dois, a diretoria do Banco Central aprovou a redução da taxa básica de juros de 12,50% para 12%, após cinco altas consecutivas. A baixa dos juros surpreendeu o mercado, que previa manutenção da Selic. Na véspera, de 11 instituições ouvidas, todas apostavam que a taxa continuaria em 12,5%, diante da alta da inflação. No mesmo dia, a presidente Dilma Rousseff defendera abertamente o corte nos juros, o que foi interpretado por analistas como uma ingerência política no Banco Central. Num longo comunicado ao mercado, divulgado após a reunião, o BC tenta justificar o corte dizendo que houve uma "substancial deterioração do cenário internacional", com uma crise que pode demorar mais que o previsto, o que reduziria de forma significativa as pressões inflacionárias no Brasil. Dilma quer baixar os juros reais (descontada a inflação) de 6,5% para 2% a 3% ao ano. (Págs. 1, 23 a 25 e Miriam Leitão)

Entre o dito e o escrito

O Orçamento da União para 2012 indica que haverá um rigor fiscal menosr: a meta de superávit primário é de R$114,2 bilhões, abaixo dos R$127,9 bilhões previstos para este ano. Mas a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse que deverá haver uma economia extra de R$25 bi. (Págs. 1 e 3)

Bondes: Estado vê 'esculhambação', mas não pune

Apesar de admitir problema gerencial em Santa Teresa, Cabral mantém secretário

Quatro dias, cinco mortes e 57 feridos depois, autoridades há anos responsáveis pelos sistemas de transporte no Rio chegaram à conclusão de que os bondinhos de Santa Teresa estão mesmo no fim da linha. O governador Sérgio Cabral admitiu que houve "problema de gerência", mas calou-se ao ser perguntado três vezes se demitirá o secretário de Transportes, Júlio Lopes, a quem é subordinada a empresa que cuida dos bondes. O secretário alegou que havia "muitas prioridades no governo" e por isso não foram feitos os investimentos necessários. Já o interventor que assumiu a empresa, o presidente do Detro, Rogério Onofre, disse que encontrou "uma esculhambação". (Págs. 1 e 13)

Mobilização geral contra dengue

Ao alertar para algo que os especialistas já vinham dizendo há muito tempo – o Rio enfrentará neste verão a maior epidemia de dengue da história -, o prefeito Eduardo Paes lançou ontem pacote de medidas de prevenção contra a doença. Agentes de saúde entrarão à força em imóveis fechados, multas serão aplicadas em caso de reincidência de focos de mosquito e os fumacês voltarão à cena. (Págs. 1 e 14)

Consignado: Cade abre processo contra BB

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu abrir processo contra o Banco do Brasil por práticas que inibem a concorrência no mercado de crédito consignado. O banco tem contratos de exclusividade desses empréstimos com desconto em folha de servidores públicos federais. (Págs. 1 e 26)

Lá não é como cá

A líder estudantil chilena Camila Vallejo participou de protesto organizado em Brasília pela União Nacional dos Estudantes. Os manifestantes pediram a redução de juros, na frente do BC, e depois foram recebidos pela presidente Dilma. Diferentemente do movimento que sacode o Chile há mais de três meses, com estudantes nas ruas protestando contra o governo, aqui a UNE é alinhada com o Planalto. (Págs. 1, 12 e Demétrio Magnoli)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Sob pressão, BC reduz juro a 12%

Desde o acirramento da crise internacional, comitê da instituição vinha sendo cobrado a cortar o custo do dinheiro

O Banco Central surpreendeu e cortou a taxa básica de juros da economia de 12,5% para 12% ao ano, um após a presidente Dilma Rousseff dizer que o país estava pronto para a possibilidade de redução.

A queda anunciada pelo Copom (Comitê de Política Monetária), a primeira em dois anos, não foi unânime. Cinco diretores do BC votaram a favor da redução e dois, pela manutenção. (Págs. 1 e Poder A4)

Fernando Rodrigues

Vaccarezza diz que Dilma aceitaria um novo imposto. (Págs. 1 e Poder A8)

Valdo Cruz

Será difícil dizer que a decisão foi técnica, e não política. (Págs. 1 e Opinião A2)

Investimentos caem no Orçamento de 2012

O projeto do orçamento de 2012 que o governo Dilma Rousseff enviou ao Congresso prevê queda nos investimentos e aumento de despesas, puxado pelo reajuste do salário mínimo, que sobe em janeiro dos atuais R$ 545 para estimados R$ 619,21.

O total destinado ao PAC, R$ 42,5 bilhões, perdeu R$ 1 bilhão em relação ao valor proposto para este ano. O governo cortou recursos de rodovias, portos e da transposição do rio São Francisco. Orçamento das estatais também caiu. (Págs. 1 e Poder A7)

Procuradoria denuncia cúpula do Turismo

O procurador da República Celso Leal apresentou denúncia contra 21 acusados de envolvimento em desvios no Ministério do Turismo. Investigado pela Polícia Federal, o esquema levou 37 pessoas a prisão. (Págs. 1 e Poder A9)

Réu do mensalão. Duda Mendonça alega que suspeitava de caixa 2. (Págs. 1 e A9)

TCU manda cortar R$ 97 milhões em obra do Maracanã

O Tribunal de Contas da União identificou sobrepreço de R$ 163 milhões na reforma do Maracanã, no Rio, onde será a final da Copa, e mandou reduzir o preço.

Após negociação com o Estado, acertou-se um corte de R$ 97 milhões, totalizando o valor da obra em R$ 859,4 milhões. (Págs. 1 e Esporte D9)

Antonio Patriota: Intervenções militares exigem o aval da ONU

Ações militares sem legitimação do Conselho de Segurança da ONU podem ser fator de violência e de violações de direitos humanos, como mostrou a intervenção no Iraque. (Págs. 1 e Opinião A3)

Antonio Patriota é ministro das Relações Exteriores.

Foto legenda: Na chuva

Funcionários terceirizados de limpeza fazem sepultamento no cemitério da Vila Formosa, em SP; greve no serviço funerário atrasou dezenas de enterros. (Págs. 1 e Cotidiano C4)

Juiz de SP proíbe reserva de leitos para convênios

Liminar da Justiça de SP proibiu que hospitais geridos por organizações sociais destinem 25% de leitos a convênios, por considerar que lei e projeto afrontam o Estado de Direito. Alckmin vai recorrer. (Págs. 1 e Cotidiano C3)

Editoriais

Leia "Impostura na saúde", sobre o debate em torno de recursos para a área, e "Absolvição em sigilo", acerca do caso da deputada federal Jaqueline Roriz. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Pressionado, BC alega crise externa e baixa juros para 12%

Após apelo do governo, Copom interrompe ciclo de alta iniciado em janeiro e corta 0,5 ponto porcentual da Selic

Em meio à pressão do governo para que reduzisse os juros, o Banco Central alegou ter havido "substancial deterioração" do quadro global nas últimas semanas e decidiu interromper o ciclo de alta iniciado em janeiro. O Comitê de Política Monetária do BC anunciou a redução da taxa básica de juros em 0,50 ponto porcentual, para 12% ao ano. Os diretores do BC mostram que, após meses de trabalho para segurar a alta da inflação e esfriar a economia, agora é necessário acelerar a atividade econômica em reação à crise global. "O Comitê avalia que o cenário internacional manifesta viés desinflacionário no horizonte relevante", cita o comunicado. Se economias centrais crescerem menos, a demanda por produtos brasileiros seguirá fraca. Com isso, o BC ignora a inflação que segue em ritmo elevado. Nos últimos 12 meses, o IPCA tem alta acumulada de 6,87%, acima do teto da meta, que é de 6,50%. (Págs. 1 e Economia B1, B6 e B8)

Análise
José Paulo Kupfer

Afobação

O pessimismo em relação à economia global, muito mais do que as dúvidas sobre o ritmo da economia brasileira, determinou a surpreendente decisão do Copom. (Págs. 1 e Economia B8)

Dólar registra maior alta mensal

A moeda se valorizou 2,64% em agosto, com a segunda melhor rentabilidade, atrás do ouro. O Ibovespa encerrou o mês com queda de 3,96% e perdeu 18,48% no ano. (Págs. 1 e Economia B9)

Orçamento ignora rigor fiscal; mínimo vai a R$ 619

A proposta do governo para o Orçamento de 2012, anunciada ontem, contraria o prometido endurecimento da política fiscal. O texto afrouxa os gastos, ao reduzir a meta de resultado das contas públicas de R$ 139,8 bilhões para R$ 114,2 bilhões. Não há previsão de maior poupança do governo, uma vez que as despesas crescerão 9,8%, enquanto as receitas subirão 8,9%. A proposta de orçamento prevê um aumento de 13,6% do salário mínimo, que passará dos atuais R$ 545 para R$ 619,21. (Págs. 1 e Economia B3e B4)

Bonde: Cabral vê "problema de gerência"

Garagem dos bondinhos de Santa Teresa: pela primeira vez, o governador Sérgio Cabral falou sobre o acidente que matou 5 pessoas e admitiu que houve "problema de gerência" dos recursos para recuperação da frota "sucateada". (Págs. 1 e Cidades C3)

Fraude no Turismo tem 21 denunciados

A Procuradoria da República do Amapá denunciou 21 pessoas pelo desvio de R$ 4 milhões em convênios do Ministério do Turismo. Entre os denunciados estão dois ex-secretários executivos do ministério, Frederico Silva Costa e Mário Moysés, e Colbert Martins, afastado do cargo de secretário nacional de Programas e Desenvolvimento do Turismo. Os três chegaram a ser presos pela Operação Voucher, da Polícia Federal, em 9 de agosto. (Págs. 1 e Nacional A8)

Convênio em xeque

O Ministério do Esporte define hoje se rompe contrato de RS 8,2 milhões para cadastramento de torcidas, que não saiu do papel. A CGU quer explicações do ministro Orlando Silva. (Págs. 1 e Nacional A4)

Países discutem reconstrução líbia

Emissários de 60 países discutirão hoje em Paris o status do Conselho Nacional de Transição e a reconstrução da Líbia. Governos disputam o espólio de guerra. (Págs. 1 e Internacional A14)


Tutty Vasques

Muito barulho pra nada

A indignação popular da maneira como é praticada no País tem se mostrado absolutamente ineficaz no enfrentamento da corrupção. (Págs. 1 e Cidades C6)

Notas & Informações

O ato indecoroso da Câmara

Quem votou contra a cassação agiu como quem faz um seguro para proteger a carreira. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: Serviço público vai abrir 141 mil vagas

Orçamento de 2012 prevê salário mínimo de R$ 619,21, com alta de 13,6%.
Funcionários da Câmara, do MPU e juízes devem ter aumento de até 108%.
Servidores do Judiciário ficam sem reajuste.
Projeto submarino nuclear para militares será prestigiado. (Págs. 1 e 12 a 15)

A rebelde e os chapas-brancas

"Importada" pela UNE, Camila Vallejo, musa dos protestos no Chile, viu cerca de 5 mil alunos pedirem mudanças na educação brasileira. Mas, ao contrário do que ocorre em Santiago, em Brasília não há embates. O alinhamento dos líderes com o governo é evidente – muitos ocupam cargos de confiança em órgãos públicos. A reunião com a presidente Dilma foi cordial, mas teve poucos avanços, o que não incomodou o movimento. Houve tempo ontem até para ajudar o Planalto com uma manifestação, em frente ao BC, pela redução de juros. (Págs. 1 e 6)

Romário quer DF abrindo a Copa

Deputado pelo Rio de Janeiro, o ex-jogador diz que São Paulo não terá condições de receber a partida inaugural e que Brasília representa todos os brasileiros. (Págs. 1 e Super Esportes, 8)

Ministra visita a própria casa

Pré-candidata à prefeitura de Vitória, Iriny Lopes, da pasta de Política para Mulheres, já fez 18 viagens oficiais para o Espírito Santo. (Págs. 1 e 2)

Escolas vão subir até 10%

Levantamento do Correio mostra que o aumento mínimo nas mensalidade para 2012 deve ficar em torno de 6%. (Págs. 1 e 38)

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Valor Econômico

Manchete: BC surpreende o mercado e corta taxa básica de juro em 0,5 ponto

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central surpreendeu o mercado e decidiu reduzir a taxa de juros básica Selic em 0,5 ponto percentual, para 12% ao ano. A decisão, porém, não foi unânime. Cinco integrantes votaram pela opção ganhadora, enquanto dois queriam a manutenção da taxa em 12,5%.

"O cenário internacional mudou muito depois da última reunião do Copom, está demolidor e pegou nossa economia em franca desaceleração", disse ao Valor uma fonte do governo. A visão preponderante foi de que a crise nos países centrais terá efeitos sobre a economia brasileira: por um lado, de moderar o crescimento e, por outro, de conter a inflação. E haveria abertura para baixar juro. (Págs. 1, C1 e C2)

Exportação e importação batem recorde

Exportações e importações bateram recorde em agosto. O resultado será anunciado hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, mas especialistas esperam que o governo confirme vendas ao exterior em torno de US$ 26 bilhões e compras acima de US$ 22 bilhões no mês passado.

Outro recorde deve ser batido no ano. O total de importações e exportações, a corrente de comércio do país, vai chegar perto de meio trilhão de dólares, prevê o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior (Abece), Ivan Ramalho, ex-secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento. O ministro Fernando Pimentel disse ao Valor que pretende anunciar hoje uma nova revisão da meta de exportações. Em maio, a Pasta já havia revisto o valor de US$ 228 bilhões para US$ 245 bilhões. O maior responsável pelo desempenho são os produtos básicos, como soja, petróleo e café. (Págs. 1 e A2)

Agronegócio em ritmo chinês

A rápida transformação da China em uma sociedade urbana está consolidando uma vigorosa agroindústria privada. Estimuladas por incentivos do governo, as processadoras de matérias-primas ampliam rapidamente sua presença em áreas rurais nos arredores das grandes metrópoles.

Maior agroindústria privada da China, a Hopefull fatura US$ 2,4 bilhões com esmagamento de soja, transporte marítimo, logística e produtos industriais. A empresa importa 1 milhão de toneladas do grão - metade do Mato Grosso. Fundada há oito anos, a ShiYang, de Yanling, a 80 km da histórica Xian, dobrou as operações de sua indústria frigorífica desde 2007 e faturou US$ 630 milhões no ano passado, em 40 unidades de esmagamento de soja, óleo e ração animal. (Págs. 1 e B16)

Commodities agrícolas mantêm alta

A crise financeira que marcou agosto e a economia em marcha lenta nos países desenvolvidos não foram suficientes para interromper a alta das principais commodities agrícolas do Brasil. Açúcar, café, cacau, suco de laranja, algodão, soja, milho e trigo encerraram o mês mais valorizados do que há um ano. As explicações são a atuação dos fundos de investimentos nos mercados e ameaças climáticas à oferta de alguns produtos. (Págs. 1 e A14)

Investidores retomam apetite por aplicações de maior risco

Os investidores mostraram sangue-frio em agosto, aplicando em fundos mais arriscados mesmo em meio ao clima de montanha-russa que tomou conta da bolsa de valores.

Segundo os números da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), no mês, até o dia 26, período em que o Ibovespa amargou queda de 9,30%, os fundos de ações receberam R$ 135,41 milhões, líquidos. Os aportes se concentraram na categoria Ações Livres - em que o gestor tem liberdade total para escolher os papéis -, com R$ 295,26 milhões. (Págs. 1 e D2)


Banco vê cenário sombrio e aposta na queda do euro

Um estrategista do Goldman Sachs traçou um cenário sombrio para a economia aos clientes de fundos hedge do banco e forneceu sugestões de como esses operadores poderiam tirar vantagem da crise na Europa.

No relatório, de 54 páginas, enviado para centenas de clientes, Alan Brazil, que faz parte da mesa de operações do banco, argumenta que serão necessários pelo menos US$ 1 trilhão em capital para recuperar os bancos europeus, que as pequenas empresas nos EUA ainda estão se arrastando e que o crescimento da China pode não ser sustentável. (Págs. 1 e C10)

Hotéis de SP têm melhor desempenho

Neste ano, mesmo com a economia crescendo em ritmo mais lento, a ocupação, a diária média e a rentabilidade dos hotéis permanecem em alta, seguindo tendência registrada no ano passado, quando as redes hoteleiras de São Paulo foram as que mais aproveitaram o aumento do PIB, na comparação com as cidades do Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba e Porto Alegre.

O valor médio da diária cobrada em São Paulo cresceu 23,3% no primeiro semestre em relação a igual período de 2010. A taxa de ocupação nas redes hoteleiras em São Paulo subiu 2,3%. E a receita por apartamento disponível que mede a rentabilidade da operação, deu um salto de 26,1%. "A expansão hoteleira em São Paulo se destaca porque, como não há oferta de novos hotéis, a demanda pressiona a tarifa média e a ocupação", diz o sócio-diretor da HotelInvest, Diogo Canteras'. Segundo ele, a situação é parecida nas outras quatro capitais pesquisadas. (Págs. 1 e B1)

sustentáveis

O Fundo Clima, que tem R$ 230 milhões para financiar iniciativas de baixo carbono ou projetos que reduzam os impactos das mudanças climáticas, aguarda o aval do Conselho Monetário Nacional (CMN) para sair do papel, diz Eduardo Assad, do Ministério do Meio Ambiente. (Págs. 1 e Al5)

Fibra óptica ganha novo fôlego

Incentivo fiscal e a entrada das teles no setor de TV paga reanimaram as vendas de cabos de fibra óptica, que voltaram aos patamares de dez anos atrás, após a privatização do setor de telefonia. (Págs. 1 e B3)

Previ aposta em reforma

O superaquecimento dos aluguéis comerciais no Centro do Rio levou a Previ a gastar R$ 32 milhões na reforma de um prédio avaliado em R$ 20 milhões. Agora, o imóvel valeria cerca de R$ 80 milhões, mas a intenção é alugá-lo. (Págs. 1 e B10)

Terminal graneleiro do MA

O governo do Maranhão publica hoje edital para construção e exploração do Terminal de Grãos (Tegram), orçado em R$ 262 milhões. Objetivo é escoar parte da soja do Centro-Oeste e Nordeste. (Págs. 1 e B12)

Fé nas obras de infraestrutura

Após a sociedade com a América Latina Logística ( ALL) em transporte rodoviário, com a criação da Ritmo Logística, a paranaense Ouro Verde planeja reforçar sua atuação no aluguel de equipamentos pesados para obras de infraestrutura. (Págs. 1 e B12)

Fretes deprimidos

A combinação do excesso de capacidade com o menor crescimento do comércio desde 2009 faz o transporte marítimo de cargas enfrentar um dos períodos mais prolongados de fretes baixos na rota entre Ásia e Europa. (Págs. 1 e B12)

Ponto eletrônico

Após dois adiamentos, começa a vigorar hoje a exigência do controle eletrônico da jornada de trabalho. Nos próximos 90 dias, a fiscalização do Ministério do Trabalho apenas notificará os infratores numa primeira visita. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Marcelo Ferraz

Depositar todo o peso do combate à inflação em uma política monetária de restrição ao crédito passa longe da sensatez. (Págs. 1 e A10)

Ideias

Alexandre Schwartsman

Mesmo que o cenário recessivo não se materialize, as perspectivas de crescimento global não são animadoras. (Págs. 1 e A11)

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Estado de Minas

Manchete: Salário mínimo em 2012 - R$ 619,21

Valor está no Projeto de Lei Orçamentária para o ano que vem entregue pelo Planalto ao Congresso. O reajuste, em relação aos R$ 545 pagos atualmente, é de 13,61%. Mas o novo piso salarial ainda poderá ser arredondado para cima. O impacto nas contas do governo será de R$ 22,7 bilhões. (Págs. 1, 5 e editorial 'O mínimo e a prudência', 6)

Do doce ao aço

Há quatro anos, a Prefeitura de Jeceaba, com seus pouco mais de 5 mil habitantes, no Campo das Vertentes, sonhava abrir uma pequena fábrica de doces para empregar 30 pessoas e diversificar a economia, calcada na agropecuária. A realidade extrapolou, e muito, o sonho. Hoje, a cidade inaugura, com a presença da presidente Dilma Rousseff, a Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (VSB), uma imensa siderúrgica de US$ 1,6 bilhão e 1,5 mil empregos diretos. A indústria, que mudou a cara do município, produzirá tubos de aço sem costura, de alta resistência, que poderão ser usados na exploração e transporte do petróleo do pré-sal. (Págs. 1 e 13)

Cadê o PT?

Num encontro em Brasília que pretendiam manter em sigilo, líderes do PSDB e do PSB selaram um pré-acordo pela reeleição do prefeito de BH, Marcio Lacerda (PSB). Ficou acertada até a permanência do PT, que não foi convidado, na vice-prefeitura. Participaram o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), o próprio Lacerda, o presidente do PSDB mineiro, Marcus Pestana, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Também esteve presente o presidente do PSB em Minas, Walfrido Mares Guia. (Págs. 1 e 3)

Juros: Taxa Selic cai pela 1ª vez desde 2009

O Comitê de Política Monetária do Banco Central baixou os juros básicos de 12,50% para 12% ao ano. Pressão para corte aumentou com piora da crise internacional e efeitos no mercado interno. (Págs. 1 e 15)

Combustível: Distribuidoras reajustam preço do gás de cozinha

Botijão de 13 quilos ficará 7% mais caro em Minas, com aumento de R$ 3 nas distribuidoras. (Págs. 1 e 12)

Educação: Greve pode terminar na Justiça

Professores da rede estadual rejeitam proposta do governo de Minas e Ministério Público já admite a possibilidade de entrar com ação civil pedindo ilegalidade do movimento. (Págs. 1 e 23)


 

Crime nos EUA

Promotor quer a pena de morte para o operário José Carlos Coutinho, de Ipaba, no Vale do Rio Doce, acusado de ser mandante do assassinato da família dos patrões. (Págs. 1 e 24)

Lei Seca convoca velho conhecido

Elisson Alain Miranda, famoso pela frase "bebi, bebi, bebi" ao ser pego embriagado ao volante, participa hoje de campanha de conscientização em visita a bares da capital a convite da PM. (Págs. 1 e 2)

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Zero Hora

Manchete: Juro cai pela primeira vez no governo Dilma

Pressão do Planalto e receio da crise global levam Banco Central a surpreender mercado e cortar 0,5 ponto da taxa Selic, que fica em 12% ao ano. (Págs. 1 e 26)

496 cidades: A lista da projeção de população do Estado

Na maioria dos municípios gaúchos, houve queda no número de habitantes. (Págs. 1 e 36)

BM x governo: Tarso ameaça romper com PMs rebeldes

Piratini sugere deixar de negociar reajuste salarial. (Págs. 1 e 44)

Salário: Mínimo terá maior reajuste em seis anos

Governo prevê 13,62% de aumento, e valor chega a R$ 619,21 em 2012. (Págs. 1 e 26)

Eleições: Como PDT tenta afastar PT de Manuela

Presidente do partido, Carlos Lupi, vem à Capital. (Págs. 1 e 14)

O Mapa do Crime: Cresce combate ao tráfico de drogas

Ações contra entorpecentes flagaram 4,1 mil criminosos (Págs. 1, 4 e 5)

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Brasil Econômico

Manchete: Orçamento de 2012 reduz gastos, mas preserva investimento social

Documento entregue ontem ao Congresso prevê superávit primário de R$ 139,8 bilhões, ante os R$ 127 bilhões de 2011. Recursos para programas sociais em 2012, ano eleitoral, são pouco atingidos pelos cortes. (Págs. 1 e 4)

Lei ambiental faz venda de caminhões avançar 15% no ano

Mercedes, Iveco e Ford registram aumento de procura em função de vendas antecipadas, pois nova legislação ambiental vai impactar preços em 2012. (Págs. 1 e 18)

Indústria volta a crescer em julho, anuncia IBGE

Setor de bens de consumo registrou expansão de 3,5% e bens de capital, 1,7%, mas instituto adverte que recuperação ainda é frágil. (Págs. 1 e 10)

Portugal aumenta imposto de renda

Governo também programa demissão de 10 mil servidores públicos por ano até 2014. (Págs. 1 e 36)

Fonte: Radiobrás