sexta-feira, 5 de agosto de 2011

RESUMO DOS JORNAIS 5/8/2011

O Globo

Manchete: Dilma troca ministro de Lula por ministro de Lula

Jobim perde a Defesa após novas críticas ao governo; Amorim assumirá

Mal saída da crise nos Transportes, a presidente Dilma Rousseff demitiu ontem o terceiro ministro em dois meses, pouco depois de completar apenas um semestre no Planalto. Ministro da Defesa desde o governo Lula, Nelson Jobim não teve alternativa senão entregar sua carta de demissão ontem à noite, após uma conversa de apenas cinco minutos no Palácio. A demissão, porém, já estava decidida desde cedo. A gota d'água foram declarações de Jobim à revista "Piauí": ele chamou a ministra Ideli Salvatti de "fraquinha" e disse que a colega Gleisi Hoffmann "não conhece Brasília". Semana passada, o então ministro já tinha contrariado a presidente ao confessar que votara no tucano José Serra nas eleições de 2010. O novo ministro da Defesa será Celso Amorim, que foi chanceler do governo Lula. A presidente Dilma indicou a nova diretoria do Dnit e escolheu um general, Jorge Ernesto Pinto Fraxe, para comandar o órgão. (Págs. 1 e 3 a 12)


'A ministra Ideli e até bem gordinha, não fraquinha'
José Sarney, presidente do Senado, ao comentar a declaração de Jobim (Pág. 1)


Medo de nova recessão abala bolsas

Mercado tem o pior dia desde a crise de 2008. Bolsa de Tóquio abre em queda de 3,8%

O temor de nova recessão global fez os mercados despencarem no pior dia desde a crise de 2008. A Bolsa de São Paulo caiu 5,72%. As bolsas europeias e americanas também desabaram. A preocupação é com efeitos negativos de uma desaceleração nos EUA e na Europa. Fragilizadas com embates políticos internos, essas economias enfrentarão novos cortes de gastos que podem levar a uma recessão, o que reduziria investimentos e compras em países emergentes como o Brasil. A Bolsa de Tóquio já abriu em queda de 3,8%. (Págs. 1, 23 a 27, Flávia Oliveira e Miriam Leitão)


Queda em produtos básicos afeta Brasil

Não foi à toa que a bolsa brasileira apareceu como a de maior queda entre os grandes mercados do mundo. Só ontem, a perda foi de US$ 82 bi. Uma nova recessão mundial afetaria preços de produtos como minério de ferro e petróleo, prejudicando diretamente o desempenho de companhias como Petrobras e Vale. (Págs. 1 e 23)

IPI menor para carro não chega ao varejo

O consumidor não será beneficiado pela nova redução do IPI nos carros. O governo estendeu até 2016 o benefício às montadoras que usarem peças nacionais e investirem em inovação. "Ou você dá melhor tecnologia, mais segurança, ou dá preços mais competitivos", disse o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini. (Págs. 1 e 28)

Lei que proíbe celulares em banco não pega

Em vigor há exatos quatro meses, a lei" estadual que proíbe o uso de celulares dentro de bancos não pegou. Em 16 de 20 agências visitadas pelo GLOBO, clientes, funcionários e até vigilantes usavam o telefone sem ser incomodados. (Págs. 1 e 14)

Auditores tinham R$ 13 milhões em dinheiro

A Polícia Federal prendeu ontem oito suspeitos de participar de um esquema de corrupção dentro da delegacia da Receita Federal de Osasco (SP). Destes, cinco são auditores fiscais. Na operação, foram apreendidos R$ 12,8 milhões em dinheiro vivo. (Págs. 1 e 13)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Bolsas desabam e cresce medo de recessão mundial

Queda contagiou mercados após BC europeu comprar títulos de países do euro; Bovespa caiu mais

Os mercados internacionais viveram ontem seu dia mais nervoso desde a crise financeira que travou a economia mundial, em 2008, com a quebra do banco Lehman Brothers, nos EUA.

Da Ásia à América, passando pela Europa, as Bolsas registraram quedas significativas, mostrando que o pessimismo domina os investidores em relação a economia, em especial nos países mais desenvolvidos. (Págs. 1 e Mundo)

Vinícius Torres Freire
Euforias recentes eram apenas festa dos investidores

Não se sai sem dor de catástrofe como a de 2008. As euforias de 2010/2011 eram só festa dos que viam ativos financeiros se valorizarem rapidamente. (Págs. 1 e Mercado B4)

Dilma tira Jobim da Defesa e põe o ex-chanceler Amorim

A presidente Dilma Rousseff oficializou a demissão de Nelson Jobim do Ministério da Defesa e escolheu o ex-chanceler Celso Amorim para assumir a pasta. Jobim é o terceiro ministro a cair em sete meses de governo.
A saída se dá após a revelação de que ele chamou Ideli Salvatti de "fraquinha" e disse que Gleisi Hoffmann "nem conhece Brasília". A declaração foi dada a revista "Piauí", na qual relatou ainda um diálogo com Dilma. (Págs. 1 e Poder)

Igor Gielow

Ministro demitido foi a 1º titular de fato da pasta. (Págs. 1 e Poder A7)

Eliane Cantanhêde

Militares criticam diplomata à frente do ministério. (Págs. 1 e Poder A6)

Novo massacre na Síria eleva as mortes para 250 em 5 dias

Forças de segurança sírias mataram mais cem pessoas em Hama nos últimos dois dias, elevando o número de mortos para 250 desde domingo, segundo ativistas de direitos humanos.

O ditador Bashar Assad liberou a criação de partidos, mas a medida foi vista como "quase provocação" pela França. (Págs. 1 e Mundo A17)

Liminar susta lei que permitia vender quadra no Itaim Bibi

Uma liminar suspendeu a lei que autorizava a prefeitura a vender uma área no Itaim Bibi, em troca da construção de 200 creches na periferia. Para o juiz, a lei traria prejuízo irreversível a cidade, pois o tombamento do local está em discussão.

A prefeitura informou que não havia sido notificada da decisão. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Boa notícia

Concurso vai dar R$12 mil a escola que incentivar leitura (Págs. 1 e Cotidiano C3)

Foto legenda: Acirrados

Protestos nas ruas se intensificaram ontem; os estudantes chilenos enfrentaram a polícia e, à noite, invadiram estação de TV do presidente. (Págs. 1 e Mundo A15)

Editoriais

Leia as "As falas de Jobim" sobre a gestão do ministro e a sua queda, e "Desmatamento à vista", acerca do aumento da destruição da floresta na Amazônia. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Mercado global derrete por temor nos EUA e na Europa

Perspectiva de recessão americana e de calote espanhol e italiano causa queda semelhante

O mercado financeiro global viveu uma quinta-feira semelhante aos piores momentos da crise que eclodiu em setembro de 2008, com a quebra do Lehman Brothers. Bolsas de valores caíram no mundo todo, commodities se desvalorizaram e o dólar teve forte alta. Alguns analistas chegaram a falar em pânico. Os motivos foram o temor de que os EUA voltem a entrar em recessão e o risco de que grandes países europeus, como Itália e Espanha, tenham problemas para honrar dívidas. O presidente da Comissão Europeia, Jose Manuel Durão Barroso, afirmou que a turbulência já deixou a periferia e agora atinge o centro da União Europeia. O Ibovespa recuou 5,72%, maior queda porcentual desde novembro de 2008, e o dólar subiu l,28%, para R$ 1,582. A Bolsa de Nova York perdeu 4,31% e registrou a maior queda em pontos desde dezembro de 2008. A Bolsa de Londres recuou 3,43%, e a de Frankfurt, 3,40%. (Págs. 1 e Economia B1, B3 e B4)

Análise
Celso Ming
Pesada intervenção

Os contra-ataques dos grandes bancos centrais à forte valorização de suas moedas passaram a impressão de que a tal guerra cambial seja agora bem mais descarada. Foi o que detonou o pânico nos mercados. (Págs. 1 e Economia B2)

Governo diz que o País está preparado

O ministro Guido Mantega (Fazenda) e o presidente do BC, Alexandre Tombini, disseram que o País tem mecanismos para assegurar a estabilidade e lidar com agravamento da crise. (Págs. 1 e Economia B4)

Jobim cai e Amorim assume Defesa

Dilma toma decisão depois que revista publicou críticas do ministro a colegas; é o terceiro a sair em sete meses

A presidente Dilma Rousseff demitiu o ministro da Defesa, Nelson Jobim, terceiro integrante do primeiro escalão a cair em sete meses de governo - todos eles herdados da gestão Lula. Ele será substituído pelo ex-chanceler Celso Amorim. A queda de Jobim foi motivada por suas críticas às ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais), publicadas na revista Piauí. No texto, atribui-se a Jobim declaração segundo a qual "Ideli é muito fraquinha e Gleisi nem sequer conhece Brasília". À tarde, Dilma avisou Jobim que o demitiria se ele não renunciasse ao cargo. O ex-ministro disse que seus comentários foram tirados do contexto. (Págs. 1 e Nacional A4, A6 e A7)

Lula critica 'deselegância'

"Não é correto fazer críticas sobre outros ministros, não é elegante", disse Lula sobre Jobim. (Págs. 1 e Nacional A7)

Síria oferece 'abertura', mas mantém repressão

O regime sírio anunciou uma série de medidas políticas supostamente democráticas, incluindo o multipartidarismo, ao mesmo tempo que suas forças de segurança intensificaram as operações militares na cidade de Hama, foco da oposição, onde mais de cem pessoas foram mortas nos últimos dias. A "abertura" síria foi vista com ceticismo no Ocidente. "Já vimos uma série de declarações vazias (de Damasco) e fica difícil levar a sério as novas medidas", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA. (Págs. 1 e Internacional A10)

Fernando Gabeira

Copa e suas armadilhas

A escolha do Brasil para sediar o evento significa grande oportunidade. É como se fosse um pênalti. Às vezes, entretanto, perde-se pênalti. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Nelson Motta

As empreiteiras e a corrupção

Nunca se viu uma grande empreiteira condenada por suborno. No Brasil criou-se a figura do corrupto sem corruptor. (Págs. 1 e Nacional A8)

Notas & Informações

Quinta-feira negra

Faltou preparação ao Brasil para enfrentar uma nova fase de turbulência no mundo. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: Dilma demite mais um ministro da era Lula...

A situação de Nelson Jobim era insustentável. Ele já havia constrangido publicamente a presidente pelo menos três vezes. A primeira, quando, em homenagem aos 80 anos de Fernando Henrique, o então ministro da Defesa citou o escritor Nelson Rodrigues e discursou: "Ele dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia". A segunda estocada à gestão Dilma foi quando declarou que votara em Serra nas eleições do ano passado. Para completar, criticou as ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil): "A Ideli é muito fraquinha, e a Gleisi nem sequer conhece Brasília". Irritada, a presidente o demitiu por telefone. "Ou você pede para sair ou saio com você", sentenciou. Prestigiado por FHC e Lula, Jobim se mostrava claramente contrariado com a perda de espaço no atual governo. É o terceiro ministro a cair em menos de três meses. Os outros dois foram Antonio Palocci e Alfredo Nascimento. Todos os três ligados a Lula.


...e põe outro lulista no lugar

Queda de Jobim marca a volta de Celso Amorim ao governo. Ex-chanceler foi o guru de Lula na política externa, que é hoje o principal ponto de divergência entre a gestão de Dilma e a do antecessor (Págs. 1 e 2 a 4)

Crise externa deixa mercados em pânico

Temor de piora nas finanças dos EUA e da Europa levou os principais bancos centrais a tomar medidas para proteger suas economias. Bolsas desabaram no mundo inteiro. A Bovespa foi a que mais sofreu, caiu 5,72%, a maior baixa desde novembro de 2008. (Págs. 1 e 8 a 10)

Planos de saúde: E-mail? ANS só receberá reclamações por telefone

A agência que regulamenta o setor suspendeu o atendimento pela internet, após descartar 10 mil queixas, conforme informou o Correio em julho. A partir de hoje, começam a valer as novas regras para migração dos contratos assinados antes de 1999. (Págs. 1 e 13)

Habitação: Mais 128 cooperativas

Confira a lista de entidades autorizadas pelo GDF a participar dos programas para compra da casa própria. (Págs. 1 e 23)

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Valor Econômico

Manchete: O pior dia desde a crise de 2008

A perspectiva de nova recessão global, agravada por uma crise sem precedentes na zona do euro, que arrasta Espanha e Itália, arrasou os mercados ontem. As enormes quedas das bolsas, puxadas pelas ações de indústrias e de commodities, lembraram os dias de pânico que marcaram o desenrolar da crise financeira de 2008. A Bolsa de Nova York teve seu maior recuo em dois anos e fechou em baixa de 4,3%. A Bovespa caiu 5,7%, a maior queda desde novembro de 2008, e acumula perda de 23,8% no ano.

As principais bolsas do mundo já estão 10% abaixo de seus picos recentes, uma indicação de mudança significativa de rumo. Vários sinais de perigo iminente que assombraram os mercados ao longo da semana confluíram ontem para compor um quadro assustador. O medo de uma recessão, nutrido pela perda de fôlego da indústria nas principais economias do mundo, moveu as commodities para baixo e, com mais força, o petróleo, que teve a maior queda em cinco meses em Nova York, onde o barril do WTI foi cotado a US$ 86,83. As ações de mineradoras e dos grandes traders de commodities levaram uma surra, embora não tão forte quanto a dos bancos europeus, que estão no olho do furacão. (Págs. 1, C1, C2, C7, D1, D2 e A2)

Dilma troca Jobim por Amorim

Após um longo processo de desgaste, provocado por declarações polêmicas, Nelson Jobim foi demitido ontem do Ministério da Defesa e será substituído pelo ex-chanceler Celso Amorim.

O destino de Jobim foi definido pela presidente Dilma na tarde de ontem, após ler a íntegra da reportagem concedida pelo ex-ministro à revista "Piauí", na qual classificou a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, de "fraquinha" e disse que a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, não conhece Brasília. Na véspera, Jobim encontrou-se com Dilma, mas não citou a entrevista. (Págs. 1 e A7)

Foto legenda: O conselho do pai do Bric

Jim O'Neill, o criador do Bric, sugere que o Brasil faça um aperto fiscal para evitar novas altas de juros, que podem levar à valorização do real e a problemas no balanço de pagamentos. (Págs. 1 e A12)

Novo cenário inverte as expectativas para os juros

O mercado financeiro brasileiro já indica que o Brasil será atingido pela crise global. O cenário para os juros foi corrigido e passou a indicar a probabilidade de o Banco Central começar a cortar a taxa Selic no início de 2012. Os contratos para janeiro de 2013 perderam 0,17 ponto percentual e fecharam em 12,35% ontem. Há uma semana, essa taxa estava em 12,70%.

Com base nesse quadro, o governo brasileiro tomou medidas duras para o mercado de derivativos cambiais na semana passada e anunciou, nesta semana, um programa de incentivos fiscais à indústria. "Situação extraordinária requer medidas extraordinárias", disse o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Ele foi um dos artífices das duas medidas. A MP instituiu o IOF de 1% sobre as variações das posições vendidas em câmbio. (Págs. 1, A2, C1 e C2)

'A candidata natural sou eu', diz Marta

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) não se intimida com o empenho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela candidatura do ministro Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. "Lula tem uma força enorme no partido, mas não é maior que o processo e a conjuntura. A candidata natural sou eu. O ungido é ele [Haddad]", disse ao Valor. Marta não acredita que a defesa de bandeiras homossexuais desperte reação conservadora: "Sou petista porque sou católica". Segundo ela, sua candidatura ajudaria o governo a recompor relações com o PR, já que seu suplente é do partido. (Págs. 1 e A8)

MEC limita oferta de pós e MBA

Instituições não educacionais como fundações, ONGs, hospitais e universidades corporativas perderam a possibilidade de obter credenciamento especial junto ao Ministério da Educação para oferecer cursos de pós-graduação lato sensu no país. A decisão circula hoje no Diário Oficial da União e afeta algumas das principais escolas de negócios, que só poderão conceder certificados de especialização a turmas que iniciaram as aulas até 31 de julho.

A medida não proíbe a oferta de cursos de educação continuada, mas eles serão considerados livres ou precisarão ser credenciados como mestrados profissionais. Neste caso, precisarão ser avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). (Págs. 1 e D10)

Celular indiano da Micromax chega ao país

A Micromax, maior fabricante indiana de celulares, anuncia na próxima semana sua chegada ao mercado brasileiro. Vai atuar, inicialmente, em parceria com a Nagem - distribuidora e varejista de eletrônicos de Pernambuco. A estratégia será a oferta de aparelhos baratos, entre R$ 150 e R$ 500, principalmente no mercado nordestino. Toda a distribuição será no varejo convencional e não pelas operadoras de telefonia. (Págs. 1 e B3)

Ponto eletrônico desafia empresas

A menos de um mês para a entrada em vigor da norma que exige das empresas a instalação de ponto eletrônico para o controle de entrada e saída de funcionários, grande parte das companhias ainda não adquiriu o equipamento. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Fabricantes de Equipamentos de Registro Eletrônico de Ponto (Abrep), as vendas estão baixas. As 33 associadas à entidade - 95% dos fabricantes com sistemas reconhecidos pelo Ministério do Trabalho - comercializaram até agora 260 mil unidades, em um mercado potencial de 700 mil máquinas.

A exigência começa a valer no dia 1º de setembro, após dois adiamentos, um deles justamente por falta de equipamentos no mercado. "Estão deixando para comprar na última hora, esperando para ver se não haverá um novo adiamento", diz Dimas de Melo Pimenta III, presidente da Abrep e vice-presidente da Dimep Sistemas. Muitas empresas também questionam a obrigação na Justiça, mas poucas têm vencido. A maioria consegue apenas livrar-se da exigência de impressão em papel dos horários de entrada e saída dos funcionários. (Págs. 1 e E1)

Investimentos desaceleram

Após crescer mais de 20% no ano passado, o investimento na ampliação da capacidade produtiva avança em ritmo menor. Para o primeiro semestre, analistas estimam alta de 7% sobre igual período de 2010. (Págs. 1 e A3)

Incentivo à importação

Estudo da Fundação Getúlio Vargas (SP), com apoio do Ipea, mostra que a sobrevalorização do real, superior a 30%, anulou a proteção conferida à indústria brasileira pelas tarifas de importação. (Págs. 1 e A3)

Campari compra Sagatiba

A italiana Campari comprou a marca brasileira de aguardente Sagatiba, lançada em 2004 pelo empresário Marcos Moraes. A intenção é internacionalizar a cachaça. "O Brazil life style' vai ganhar força com a Copa e a Olimpíada no Rio e queremos aproveitar isso", diz Bob Kunze-Concewitz. (Págs. 1 e B7)

Transnordestina nos trilhos

Responsável pela Transnordestina, a Companhia Siderúrgica Nacional já fechou os primeiros contratos de transporte de cargas pela ferrovia, que deve iniciar parcialmente as operações no fim de 2012. (Págs. 1 e B8)

Usinas testam sorgo para etanol

Tradicionalmente considerado como o primo pobre do milho no mercado de rações, o sorgo começa a ganhar importância na produção de etanol. Desde o ano passado, há vários experimentos sendo conduzidos por usinas de São Paulo, Goiás e Minas. (Págs. 1 e B14)

Ideias

Gustavo Franco

Uma regulação mal feita, como a prevista no novo pacote cambial, é pior do que a ausência de regulação. (Págs. 1 e A10)

Ideias

Armando Castelar

Brasil precisa de uma estratégia para a infraestrutura que permita elevar o investimento e aumentar a sua eficiência. (Págs. 1 e A11)

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Estado de Minas

Manchete: Reação em três atos

Jobim desafina novamente e é demitido. Celso Amorim assume Ministério da Defesa

Depois de constranger o governo, afirmando ter votado em José Serra nas eleições de 2010, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, tornou insustentável sua permanência, ao dizer que a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, "é muito fraquinha" e que a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, "sequer conhece Brasília". Dilma o demitiu e nomeou para o seu lugar o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.

Foto legenda: Jobim na Amazônia: último compromisso como ministro.

Foto legenda: Cidades históricas adotam medidas e vão à Justiça contra a degradação do patrimônio

Em Santa Luzia, MP aguarda liminar para proibir o tráfego pesado, que causa trepidação no Centro Histórico. Outros municípios como Ouro Preto, Congonhas, Carangola e Montalvânia firmam acordos e aprovam leis para preservar monumentos e sítios arqueológicos da ação predatória de mineradoras, empresas e comércio. (Págs. 1, 3, 4, 12, 21, 22 e o Editorial 'A favor do patrimônio', 10)

BH cancela obra para o trânsito

Prefeitura desiste de criar corredor rápido para ônibus (BRT) na Avenida Pedro II e alega falta de dinheiro para desapropriações. Projeto fazia parte de melhorias para a Copa de 2014. (Págs. 1 e 23)

E agora? Bolsa tem o pior dia desde 2008

Bovespa acompanhou tendência mundial após o acordo dos EUA e registrou queda de 5,72% ontem. Especialistas dizem que palavra de ordem é cautela para investidores e oportunidade para quem está fora. (Págs. 1 e 17)

IPI menor: Montadoras dizem que redução vai demorar

Fabricantes de veículos alegam que desoneração não é simples como o governo planeja. (Págs. 1 e 14)

Golpe na Receita: Auditores desviaram R$ 3 bilhões

PF prende em São Paulo oito pessoas, entre elas cinco auditores da Receita Federal, acusadas de reduzir ou cancelar multas. Foram apreendidos R$ 12,9 milhões em dinheiro. (Págs. 1 e 8)

Mais de 500 presos no Chile

Polícia reprime protestos de estudantes contra reforma do sistema de ensino. (Págs. 1 e 19)

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Jornal do Commercio

Manchete: Lua de mel vira tragédia em Porto

Casal do Distrito Federal morreu afogado, ontem, em frente ao hotel onde estava hospedado na praia mais badalada do Estado. Hóspedes e uma enfermeira tentaram reanimar os dois, sem sucesso. (Págs. 1 e Cidades 5)

Bolsas despencam pelo mundo

Medo de desaceleração da economia global e da crise na Europa provocou reação. Bovespa caiu 5,72%. (Págs. 1 e Economia 1 e 2)
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Zero Hora

Manchete: Críticas à equipe de Dilma derrubam Jobim

Após saída de gaúcho, Ministério da Defesa será comandado pelo ex-chanceler Celso Amorim.

Escolha de Amorim desagrada a militares. (Págs. 1, 4, 5, Rosane de Oliveira 10 e Carolina Bahia, 15)

Temor de recessão global sacode mercados

Como o Brasil pode ser atingido pela nova onda de crise, capaz de repetir 2008. (Págs. 1 e 16)

Ação contra hackers: Estado redobra vigilância em sites

Procergs, BM e Assembleia ampliaram equipes para garantir segurança. (Págs. 1 e 6)

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Brasil Econômico

Manchete: Bolsa tem queda de 5,72%, a maior desde a crise do subprime em 2008

Ibovespa recuou até 6,05% na mínima do dia, seguindo tendência das principais bolsas globais. Nos EUA, o Dow Jones caiu 4,31%

Economistas como Maurício Molan, do Santander, evitam comparações com 2008, lembrando que agora não há estopins: "Os que poderiam ser, como o salvamento da Grécia ou o acordo da dívida dos EUA, foram positivos". Mônica Baumgarten de Bolle cita a desarticulação política americana e europeia como mais preocupante do que os problemas econômicos. Atentos para os efeitos da crise nos países emergentes, os ministros de Economia da União de Nações Sul- Americanas (Unasul) reúnem-se a partir de hoje em Lima, no Peru. Vão discutir a criação de um mecanismo conjunto de defesa que atuará caso haja uma fuga em massa de capitais, como a criação de bancos de compensação financeira. (Págs. 1 e 4)

São necessários novos ajustes para que o país possa enfrentar a crise, avaliam economistas. (Pág. 1)

Dona do JBS, família Batista negocia compra da Assolan

Controladores do maior frigorífico do país traçam estratégia agressiva para a Flora, operação de higiene e limpeza, e lideram disputa pela marca de palha de aço e do sabão em pó Assim, da Hypermarcas. (Págs. 1 e 18)

Faltam timoneiros para singrar os mares do Brasil

A exploração das reservas do pré-sal e a retomada do transporte via navios de cabotagem elevaram a demanda por oficiais de Marinha, mas empresas do setor alertam que o ritmo de formação, lento, pode provocar um apagão no setor nos próximos anos. (Págs. 1 e 10)

Mercedes-Benz e LandRover ampliam linhas

Montadoras se preparam para trazer novos veículos ao país, aumentam o número de revendas e contam com alta de até 100% nos negócios neste ano. Números da Anfavea mostram que os importados responderam por 22% dos licenciamentos em julho.(Págs. 1 e 22)

Campari prepara a expansão da cachaça Sagatiba

Companhia italiana que atua em 190 países e pagou R$ 40 milhões pela empresa do empresário Marcos de Moraes planeja ampliar presença da marca no exterior. A Campari triplicou seu faturamento no Brasil em dez anos. O país responde por 20% das vendas globais. (Págs. 1 e 20)

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Fonte: Radiobrás

RESUMO DOS JORNAIS 4/8/2011

O Globo

Manchete: Impasse nos EUA já custou US$ 2,6 trilhões às bolsas

Mercados perdem, em uma semana, mais do que aumento da dívida americana

A apreensão dos investidores diante de um iminente calote dos Estados Unidos e seus possíveis reflexos na economia mundial custou às bolsas mundiais uma perda de US$ 2,6 trilhões em valor de mercado em apenas uma semana, entre 27 de julho e o último 2 de agosto. A quantia supera os US$ 2,1 trilhões de aumento no limite de endividamento conseguido, a duras penas, pelo presidente Barack Obama, junto ao Congresso. Mesmo assim, para obter o aval dos parlamentares, Obama terá que promover cortes em programas sociais que podem agravar ainda mais a combalida economia americana. De olho em indicadores ruins de desempenho da indústria, do setor de serviços e de emprego nos EUA, os mercados voltaram a desabar: o Ibovespa, a segunda que mais caiu no ano, recuou ontem 2,26%. Na Europa, houve quedas em Londres (-2,34%). Paris (-1,93%) e Frankfurt (-2,30%). (Págs. 1, 21, 22 e Miriam Leitão)

IPI para carro pode ter redução até 2016

Objetivo do governo é estimular produção nacional e inovação. Cigarro terá mais imposto

A nova política industrial do governo prevê reduções do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as montadoras instaladas no país, desde que elas façam investimentos em inovação tecnológica e aumentem a produção local. Cumpridas essas condições, o IPI menor pode vigorar até 31 de julho de 2016, de acordo com a Medida Provisória 540, publicada ontem. Como o novo plano industrial significará desonerações de mais de R$ 20 bi, o governo decidiu reforçar o caixa e aumentou impostos sobre cigarros. (Págs. 1, 23 a 25, Carlos A. Sardenberg e editorial "Desoneração da indústria é bem-vinda")

Assim caminha a política... - Jucazinho, o retrato do fisiologismo brasileiro

Irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá, Oscar Jucá Neto, o Jucazinho, fez uma gestão tão desastrosa num restaurante da família que a casa fechou. Mas, para o governo, ele servia: o irmão senador lhe arranjou um cargo na Infraero, no governo Lula, e uma diretoria da Conab, na gestão Dilma, Nos dois casos, acabou criando problemas e teve de ser demitido, expondo os males do loteamento político do Estado. (Págs. 1 e 3 a 9)

Assim caminha a política... - Tempo fecha no interior

Afastado do cargo pela Câmara sob acusação de desvio de verbas, o prefeito de Teresópolis, Jorge Mário Sedlacek, resiste: ele despachou normalmente e entrou na Justiça contra a decisão. Em Magé, a prefeita cassada Núbia Cozzolino acabou na delegacia após ser flagrada dentro da prefeitura, no setor de pagamentos. Na saída, foi hostilizada por populares e, enfurecida, avançou a tapas sobre a multidão. (Págs. 1 e 18)

Mais uma emergência sem médicos

O Cremerj abriu sindicância para investigar a falta de médicos em mais um hospital municipal, o Paulino Werneck, na Ilha. A emergência foi fechada porque não havia sequer um clínico geral, quando o mínimo seriam dois. Um cartaz informava que só eram aceitos casos muito graves. (Págs. 1 e 16)

O faraó enjaulado

Vestido de branco, deitado numa maca e dentro de uma jaula montada num tribunal na capital do Egito, o ex-ditador do pais Hosni Mubarak declarou-se inocente no primeiro dia de seu julgamento. Mubarak, de 83 anos, que deixou o poder em fevereiro após três décadas, negou responsabilidade na morte de centenas de pessoas durante os protestos que levaram à sua derrocada. (Págs. 1 e 28)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Dilma reduz o IPI de carro nacional e sobe o de cigarro

Redução de tributo vai subsidiar inovação tecnológica, e não haverá diminuição de custo para o consumidor

As montadoras instaladas no país serão beneficiadas pela redução de IPI até 31 de julho de 2016. Só terão direito ao incentivo fiscal as fábricas que ampliarem investimentos, aumentarem o conteúdo nacional de seus produtos e apresentarem inovação tecnológica.

Segundo o coordenador-geral de Tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli, o objetivo da medida é dar mais competitividade à indústria nacional. (Págs. 1 e Poder A4)

"Ideli é muito fraquinha", diz Jobim a revista

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse, em entrevista à revista
"Piauí", que Ideli Salvatti (Relações Institucionais) é "muito fraquinha" e que Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil, "nem sequer conhece Brasília".

Para ele, "há muita trapalhada" no debate do sigilo de documentos. (Págs. 1 e Ilustrada E2)

Pagot defende CPI para o setor de Transportes

O ex-diretor-geral do Dnit Luiz Antonio Pagot, que saiu do órgão em julho, defendeu a instalação de CPI para investigar o setor.

Para Pagot, a CPI seria forma de "passar a limpo", as acusações. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) começou outra coleta assinaturas para nova CPI. (Págs. 1 e Poder A10)

Foto legenda: Quem te viu

Deitado em uma maca e dentro da jaula reservada aos réus, o ex-ditador Hosni Mubarak se declara inocente de acusações em julgamento no Egito. (Págs. 1 e Mundo A16)

Foto legenda: A céu aberto

Moradores de Eldorado (SP) usam móveis estragados pela água para simular uma sala de estar em rua inundada pela cheia do rio Ribeira de Iguape; as chuvas deixaram 11 mil desabrigados em SP e no PR (Págs. 1 e Cotidiano C8)

PSD clona ata para criação de diretórios nas cidades

Documentos usados pelo PSD para criar diretórios municipais em pelo menos três Estados reproduzem o mesmo texto para descrever diferentes reuniões, relata Daniela Lima. Sem os diretórios, não é possível formalizar a sigla, como quer o prefeito Gilberto Kassab.

"Fizemos o modelo para nos certificar de que todas as formalidades seriam cumpridas" disse Saulo Queiroz, do PSD. (Págs. 1 e Poder A8)

Hacker invade e-mail pessoal de Gilberto Kassab e divulga imagem. (Págs. 1 e A8)

Oferta de vagas recua; para 78%, EUA vão piorar

Novos números da economia dos EUA reforçam o temor de recessão mesmo sem calote. A abertura de vagas recuou, o desemprego persiste e o setor de serviços perdeu fôlego. Para 78% da população, a situação vai piorar, diz pesquisa Gallup.

Na Europa, a crise derrubou as Bolsas e tem obrigado a Itália e a Espanha a pagar muito para obter dinheiro no mercado. (Págs. 1 e Mundo A12)

Editoriais

Leia "Indústria pouca", sobre as novas medidas do governo, e "Poeira levantada", acerca do anúncio de que o PR deixará o bloco da situação no Senado. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Governo zera IPI de carro que privilegiar peça nacional

Válida até 2016, medida atende montadoras preocupadas com importação de veículos coreanos e chineses

A indústria automobilística instalada no Brasil, composta apenas de multinacionais, terá o mais extenso benefício da política industrial da presidente Dilma Rousseff. Uma medida provisória vai permitir zerar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as empresas que aumentarem o conteúdo nacional, elevarem investimentos e produzirem veículos inovadores. Hoje, a alíquota máxima de IPI é de 25%. O benefício vai durar até julho de 2016. A medida não tornará os carros mais baratos - o governo abrira mão de arrecadação. O benefício só será dado a empresas que apresentarem projetos. A medida atende a uma forte pressão das montadoras, que estão preocupadas com as importações dos automóveis coreanos e chineses. (Págs. 1 e Economia B1)


'Brasil Maior' embute nova série de subsídios

A nova política industrial inclui mais um conjunto de subsídios, de efeitos incertos sobre a economia e a inflação em 2012. O governo não só ampliará mais uma vez os empréstimos do Tesouro ao BNDES, como também anunciou que vai estender por mais um ano o programa que permite ao banco oferecer créditos a juros bem inferiores aos do mercado. (Págs. 1 e Economia B4)

Contra CPI, Dilma usa até vaga no TCU

Tendo à frente a própria presidente Dilma Rousseff, o governo conseguiu enterrar a Comissão Parlamentar de Inquérito dos Transportes requerida pela oposição. Para abortar a CPI, o Planalto prometeu acelerar obras, apoiar um candidato ao Tribunal de Contas da União e até assegurar a presença de Dilma na inauguração de uma ponte. (Págs. 1 e Nacional A4)

Temor por Espanha e Itália derruba mercados

Investidores voltaram a duvidar da capacidade de Itália e Espanha de honrar suas dívidas, levando a classe política a se mobilizar para tentar acalmar os mercados. Houve queda acentuada nas bolsas de Frankfurt (2,7%), Paris (1,9%) e Londres (2,3%). A Bovespa recuou 2,25%, a segunda maior queda do ano. Líderes avaliam que não haverá esforço capaz de socorrer italianos e espanhóis se a crise piorar. (Págs. 1 e Economia B8)


Análise
Kenneth Rogoff

Uma crise rara

Por que todo mundo ainda se refere à recente crise financeira como a Grande Recessão? Um termo mais preciso, embora menos tranquilizador, é Segunda Grande Contração. As Grandes Contrações ocorrem uma vez a cada 70 ou 80 anos. (Págs. 1 e Economia B9)

ONU aprova censura branda a regime sírio

Por meio de declaração presidencial, o Conselho de Segurança da ONU condenou a violência das forças de segurança da Síria, cinco meses após o início da repressão do governo de Bashar Assad a opositores. Atendendo Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul, a ONU também pediu aos manifestantes contrários ao regime que evitem ataques a alvos do governo. (Págs. 1 e Internacional A12)

Foto legenda: Ditador enjaulado

Em uma maca, numa cela montada no tribunal, o ex-presidente Hosni Mubarak, de 83 anos, declarou-se inocente no julgamento por abuso de poder e conspiração para matar opositores no Egito. Ele pode ser condenado à morte. (Págs. 1 e Internacional A17)

Recusa a doar órgão ainda é alta

Metade das famílias abordadas no primeiro semestre recusou-se a efetivar doação de órgãos, diz associação do setor. Mas o número de doadores no País é recorde. (Págs. 1 e Vida A22)

Guarda Civil atuará na retirada de menores drogados das ruas

O plano da Prefeitura de São Paulo para a internação de dependentes do crack prevê a ação da Guarda Municipal Metropolitana na retirada de menores das ruas. Os guardas darão apoio aos agentes da saúde e assistentes sociais, a quem caberá identificar as pessoas em situação de risco. (Págs. 1 e Cidades C1)

Notas & Informações

Uma jornada republicana

Alfredo Nascimento deu o show de indignação de todo político alvejado pela revelação de ilícitos. (Págs. 1 e A3)

Demétrio Magnoli

A lei dos juízes

Com o julgamento de ação contra programas de cotas raciais, o STF está perto escancarar as portas para o esbulho constitucional generalizado. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

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Correio Braziliense

Manchete: Brasileiro perde com a crise aqui e lá fora

Só neste ano, o valor das ações de investidores da bolsa brasileira encolheu R$ 257,9 bilhões. Ontem, a Bovespa voltou a cair. Fechou em baixa de 2,26%, o segundo maior tombo de 2011, e já acumula perda de 19,17% desde janeiro. Analistas atribuem a queda às incertezas do cenário externo. Temor é de uma crise pior que a de 2008 e 2009. Bolsas europeias desabaram pela quarta vez consecutiva. Nos Estados Unidos, centro do abalo financeiro, a dívida pública cresceu US$ 238 bilhões em um só dia e já supera o PIB, total das riquezas produzidas no país. No Brasil, a entrada de dólares voltou a bater recorde. Aqui, além de sofrer com a crise nos EUA e na Europa, o consumidor vai bancar, via impostos, o plano de ajuda do governo para tentar reaquecer a indústria.

IPI cai. Preço do carro, não

Medida provisória que autoriza a redução do tributo cobrado de montadoras não prevê veículo mais barato para o consumidor

Cigarro ficará mais caro

Tributação sobre o fumo passará de 60% para 81%, em dezembro, e será criado imposto para compensar isenções à indústria. (Págs. 1, 12 a 15 e Visão do Correio, 20)

Domésticas

Empregadas terão direito a um salário mínimo de seguro-desemprego mesmo que o patrão não recolha o FGTS. (Págs. 1 e 17)

Entorpecentes: PF amplia a lista de drogas sintéticas

Substâncias como a mefedrona, com efeitos semelhantes aos do ecstasy e aos da cocaína, têm comercialização livre em sites e são usadas em outros produtos, mas agora terão fiscalização mais rigorosa da Anvisa. (Págs. 1 e 10)

Congresso: Ministros vão falar, com o aval do Planalto

Cinco integrantes da equipe de Dilma foram chamados para prestar esclarecimentos, após acordo da base aliada com a oposição. Por falta de assinaturas, CPI sobre os transportes é arquivada no Senado. (Págs. 1, 2 e 3)

O ditador enjaulado

Acusado de matar manifestantes, o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak é julgado numa cela. ONU condena o governo da Síria. (Págs. 1 e 22)

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Valor Econômico

Manchete: Bancos blindam carteiras contra inadimplências

Os bancos negam a existência de bolhas de crédito no Brasil, mas cada um a sua maneira tem protegido suas carteiras da inadimplência dos consumidores. Itaú Unibanco, Bradesco e Santander, os maiores bancos privados do país, estão buscando refúgio em operações com garantia: financiamentos à habitação, empréstimos com desconto em folha de pagamento e mais exigências às empresas.

"É fato que estamos buscando reduzir o risco das concessões. Os créditos imobiliário e consignado ajudam a ter menos volatilidade na carteira", afirmou ontem Alfredo Egydio Setubal, diretor de relações com investidores do Itaú. (Págs. 1 e C8)

Governo já muda o Reintegra

O novo mecanismo que prevê aos exportadores de bens manufaturados a devolução em espécie de até 3% dos valores embarcados, batizado de Reintegra, já mudou de cara um dia após sua divulgação oficial. A restituição não será mais linear, como anunciado na véspera, mas, segundo a medida provisória, estabelecida "por setor econômico" e "por tipo de atividade exercida", ampliando o poder discricionário do Executivo na definição de estímulos à indústria.

Os setores de confecções, calçados e móveis, beneficiados com desoneração da folha salarial, ganharam uma vantagem competitiva em relação aos concorrentes importados. A MP 540, parte do Plano Brasil Maior, eleva de 7,6% para 9,1% a Cofins incidente sobre importações desses segmentos. (Págs. 1, A3 e A4)

Crise agora atinge Itália e Espanha

A escalada dos temores de contágio da crise da dívida soberana grega para Itália e Espanha chegou a um novo nível ontem, derrubando fortemente as bolsas europeias. Os líderes da União Europeia finalmente reconheceram que os investidores duvidam da capacidade do euro de superar a crise das dívidas soberanas e o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, pediu novas medidas para acalmar os mercados.

Segundo o "Financial Times", os depósitos bancários no Banco Central Europeu (BCE) mais do que duplicaram para seu maior nível nos últimos cinco meses. O BCE disse que os bancos depositaram € 104,9 bilhões na madrugada da terça-feira, o maior montante desde o início de fevereiro e cifra superior aos 49,9 bilhões da sexta-feira. O banco central paga taxas inferiores às do mercado sobre essas operações de curtíssimo prazo, o que leva à conclusão de que os bancos estão retendo recursos em vez de conceder empréstimos entre si. (Págs. 1 e C2)

Bancos espanhóis são fator de contágio na AL

Se a crise da dívida soberana na zona do euro deteriorar de vez a situação de Espanha e Itália, vai contagiar a América Latina mais do que outros emergentes, avalia o Deutsche Bank, o maior banco alemão. A presença significativa de bancos espanhóis na América Latina torna a região especialmente vulnerável. A exposição dos bancos espanhóis na região chega a representar 30% do PIB no Chile e 13% no México. No Brasil, é estimada em 8,6% do PIB.

A repatriação de recursos dos bancos BBVA e Santander para socorrer as matrizes atingiria até US$ 28 bilhões, segundo o banco Nomura. A maior parte, US$ 21 bilhões, viria do Brasil. (Págs. 1 e C1)

Haddad assume ser pré-candidato

Em entrevista ao Valor, o ministro da Educação, Fernando Haddad assumiu sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo em 2012 e se manifestou contra a ideia da realização de prévias no PT para a definição do candidato. Na terça-feira, ele conversou com a presidente Dilma Rousseff sobre sua eventual saída do cargo. "Conversei com ela e a presidenta falou com entusiasmo da ideia. Mas a conversa não é no tom do 'vai ser assim'. Não funciona dessa forma. Estamos considerando a possibilidade", disse o ministro.

Engajamento partidário não é o forte de Haddad. Ele não participa das eleições internas ou congressos, porém afirma pertencer a um grupo de pessoas com militância reduzida, mas que estão à disposição dos projetos do PT. (Págs. 1 e A16)

Os Schincariol vão à Justiça e revivem conflitos do passado

A guerra dos Schincariol foi aberta nos tribunais. Está nas mãos da juíza Juliana Bicudo, da 1ª Vara Cível de Itu, pedido de ação cautelar do Teixeira Martins Advogados, em nome dos irmãos José Augusto, Daniela e Gilberto Schincariol, donos da Jadangil, com 49,55% da empresa, solicitando a suspensão da venda da controladora Aleadri para a japonesa Kirin. O escritório Mattos Filho representa os irmãos Adriano e Alexandre Schincariol, donos da Aleadri.

A disputa reabriu velhas feridas na família. No pedido de ação cautelar, os advogados sustentam que José Nelson Schincariol, ex-presidente da companhia, morto em 2003, teria se aproveitado da pouca experiência do irmão Gilberto, pai de José Augusto e seus irmãos, e por meio de um "ardil" obtido o controle da fabricante. (Págs. 1 e B4)

LG reforça prioridade da linha branca

Com participação ainda modesta no faturamento da empresa no Brasil - 3% em 2010 -, as vendas de eletrodomésticos tornaram-se prioridade da LG. No mundo, elas são 34% da receita de US$ 48 bilhões do grupo coreano.

Enquanto a fábrica de Paulínia (SP) não entra em funcionamento, a LG decidiu reforçar seu portfólio, com ênfase em produtos com apelo tecnológico. "Não temos pressa de nos tornarmos líderes", diz Marcelo Perin, gerente-geral de linha branca. (Págs. 1 e B1)

Herdeiros brigam por mina de ouro

Uma disputa de 24 anos, que envolve quatro irmãos herdeiros dos direitos de mineração de uma região rica em ouro e ferro em Mariana (MG), pode chegar ao fim numa audiência de conciliação cercada por cuidados e expectativa. Walter, Roberto, Suzana e Izabela Rodrigues são herdeiros de Walter Rodrigues, morto em 1984, dono da CMP Ferro e da Passagem Mineração (Pamin) - que possuem os dois principais direitos minerários dos Rodrigues. A Vale pagou, em 2010, R$ 160 milhões pela compra dos direitos da primeira, mas a pedido das irmãs, o dinheiro foi depositado em juízo. Elas também impediram, por liminar, a venda dos direitos à chinesa Wuhan Iron & Steel, um negócio que poderia envolver investimentos de US$ 5 bilhões na região. (Págs. 1 e B6)

Mercado aeronáutico patina

A venda de jatos executivos e helicópteros no Brasil deve movimentar cerca de US$ 700 milhões neste ano, mesmo resultado de 2010, como reflexo da desaceleração da economia e da alta do combustível. (Págs. 1 e B4)

Mueller busca a alta renda

Tradicionalmente voltada aos consumidores da classe C, a fabricante catarinense de linha branca Mueller amplia suas linhas de fogões, fornos e lavadoras para alcançar as faixas de renda mais alta. (Págs. 1 e B4)

China ameaça retaliar celulose

A indústria chinesa de papel ameaça reduzir as compras de celulose brasileira e pedir a abertura de investigação antidumping em represália ao fim das licenças automáticas para importação de papéis e a exigência de certificados de origem. (Págs. 1 e B7)

Macaé ganha arranha-céu

Animada com as possibilidades de negócios gerados pelo pré-sal, a Global Equity, "private equity" que administra R$ 500 milhões na área imobiliária, constrói a primeira torre comercial de alto padrão de Macaé (RJ). (Págs. 1 e B8)

Blanver aposta em PPPs

Terceiro maior produtor de excepientes do mundo, o laboratório brasileiro Blanver iniciou em maio o fornecimento do Tenofovir (contra aids e hepatite B) ao governo federal e prepara o lançamento de dois novos produtos em 2012. (Págs. 1 e B8)

Consumo de leite avança

Mesmo com a desaceleração da economia, o aumento da renda da população nos últimos anos continua a impulsionar as vendas de leite no mercado interno, que cresceram 3,2% no primeiro semestre em relação a igual período de 2010. (Págs. 1 e B11)

C.Vale foca reconstrução

Segunda maior cooperativa do Paraná, atrás da Coamo, a C.Vale, de Palotina, deve iniciar no próximo mês a reconstrução de sua unidade avícola, atingida por incêndio, em maio, que destruiu 20 mil dos 45 mil metros quadrados do abatedouro. (Págs. 1 e B12)

Ideias

Carlos Lessa

No Japão, o trem-bala é um complemento da rede logística; no Brasil, será um luxo a serviço de pequena parte da população. (Págs. 1 e Al4)

Ideias

Alexandre Schwartsman

Banco Central dá indicações de que adiou a convergência da inflação para o centro da meta para a primeira metade de 2013. (Págs. 1 e A15)

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Estado de Minas

Manchete: Cada vez mais salgada

Depois de seis meses em queda, preço das carnes sobe, sobretudo o da suína, com aumento de 25%

O início da entressafra e o mercado interno aquecido são apontados pelos suinocultores como responsáveis pela elevação do custo entre julho e agosto. Consumidores já sentem o reflexo. Pesquisa mostra que no mês passado a costelinha, por exemplo, encareceu 19,7%. No caso da carne bovina, o custo para os produtores cresceu menos: 4%. Especialistas alertam que os preços deverão subir mais, devido à alta de insumos como o milho e a soja. (Págs. 1 e 12)

Bolsas derretem pelo mundo

Pacote econômico americano não aliviou a tensão nos pregões. No Brasil, a queda foi de 2,26%. Mas, nos EUA, o índice Dow Jones subiu 0,25%. (Págs. 1 e 15 a 17)

Foto legenda: Fora dos trilhos

Prestes a completar 100 anos, uma locomotiva a vapor e um vagão apodrecem num prédio da extinta Rede Ferroviária Federal, em BH. A Inventariança da rede atribui a responsabilidade de conservação ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que, por sua vez, alega estarem os bens em poder dos inventariantes. (Págs. 1 e 27)

Radares multam mais que fiscais

Autuações por sistemas eletrônicos atingiram número recorde no primeiro semestre em Belo Horizonte. Enquanto o faturamento com essas infrações subiu 133,9%, ao passar de R$ 7,79 milhões no mesmo período de 2010 para R$ 18,22 milhões, as multas de agentes de trânsito diminuíram 26,15%, ao cair de R$ 12,7 milhões para R$ 9,38 milhões. A partir de amanhã, quem se recusar a soprar o bafômetro em blitz terá a carteira apreendida. (Págs. 1, 21 e 22)

Rodovia da morte: Atraso maior na duplicação da BR-381

Indefinição de prazos para a já anunciada licitação e chegada do período chuvoso indicam que as obras no trecho BH-Valadares não começarão este ano. Além disso, só há R$ 1 bilhão liberado para trabalho orçado em R$ 4 bilhões. (Págs. 1, 3 e Editorial, 6)

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Jornal do Commercio

Manchete: Recife vai liberar sinais após às 22h

Pelo projeto aprovado na Câmara de Vereadores, quem ultrapassar o sinal vermelho das 22h às 5h não será multado, como já ocorre com lombadas eletrônicas. Texto segue para sanção do prefeito. (Págs. 1 e Cidades 5)

Governo fará redução de IPI para as montadoras

Novo valor da alíquota ainda será divulgado, mas valerá até julho 2016. Serão beneficiados fabricantes de veículos que investirem na produção local. (Págs. 1 e Economia 6)

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Zero Hora

Manchete: Hackers derrubam site da Assembleia em apoio a músico

Ataque foi em solidariedade a Tonho Crocco, autor de canção de protesto contra aumento de salário de 73% que deputados gaúchos deram a si mesmos. (Págs. 1 e 6)

Indústria: IPI menor tenta frear importação de carros

Montadoras não têm obrigação de repassar redução de imposto a consumidor. (Págs. 1 e 18)

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Brasil Econômico

Manchete: Brasil Maior faz BNDES ampliar desembolsos para R$ 147 bilhões

Luciano Coutinho, presidente do banco de fomento, lembra que a expectativa era emprestar R$ 140 bilhões em 2011, volume um pouco abaixo dos R$ 144 bilhões oferecidos em2010. Ontem, enquanto centrais sindicais promoviam passeata de protesto contra o pacote de apoio à indústria, o governo anunciava a redução do IPI até julho de 2016 para montadoras que investirem em inovação. (Págs. 1 e 4)

Bioenergy vai investir R$ 6 bi em eólicas no Maranhão

Companhia tem 50 projetos de usinas para gerar 1,4 mil megawatts no estado até 2015 e já adquiriu 20 mil hectares, informa o presidente da empresa, Sérgio Marques. (Págs. 1 e 20)

Ouro atinge cotação recorde em NY com mercado cauteloso

Se estimativa era de queda quando definido acordo de dívida americana, incertezas econômicas continuam promovendo compra do metal, tanto físico quanto em bolsa de valores. (Págs. 1 e 30)

Fluxo cambial em julho é 2º maior já registrado

A forte entrada líquida de dólares no país no mês passado, de US$ 15,83 bilhões, só perde para os ingressos registrados em julho de 2007, de US$ 16,56 bilhões. (Págs. 1 e 33)

Medo com futuro dos EUA derruba bolsas

As principais bolsas da Europa caíram pelo quarto dia seguido, atingindo o pior patamar em 11 meses.No Brasil, a queda de 2,26% do Ibovespa foi a maior em seis meses. (Págs. 1, 34 e 36)

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Fonte: Radiobrás

RESUMO DOS JORNAIS 3/8/2011

O Globo

Manchete: Governo vai gastar até 25% mais para proteger indústria

Benefício será para empresas que se comprometerem a substituir importados

De olho na concorrência estrangeira e disposto a proteger a empresa nacional, o governo Dilma Rousseff anunciou ontem uma nova política industrial que alivia encargos da Previdência, fixa mais prazo e menos juros para financiamentos e institui um "prêmio" de 25% nas licitações para quem se comprometer a gerar empregos e renda no Brasil em vez de comprar importados. Só em desonerações de tributos, são R$ 24,5 bilhões. O plano, chamado Brasil Maior, traz medidas que vinham sendo cobradas pelos empresários, como a desoneração da folha de pagamento, mas ela será restrita aos setores de calçados, confecções, móveis e software, que deixarão de recolher 20% de INSS e passarão a pagar entre 1,5% e 2,5% sobre o faturamento. O Tesouro bancará as perdas. (Págs. 1, 25 e 26)


Míriam Leitão

A decisão significa um incentivo à ineficiência e ao sobrepreço. (Págs. 1 e 22)

Mercado reage mal a plano anticalote dos EUA

Bolsas caem com o temor de efeito negativo de medidas de corte do déficit

O governo americano está, finalmente, autorizado a elevar o teto da sua dívida dos atuais US$ 14,3 trilhões. Pelo texto aprovado pelo Senado e sancionado por Obama, haverá aumento imediato de US$ 400 bilhões e outros US$ 500 bilhões até fevereiro. No futuro, até mais US$ 1,5 trilhão, vinculado à redução do déficit. A análise caberá a uma comissão bipartidária. Com temor de estagnação das economias americana e mundial, as bolsas recuaram. O índice Dow Jones, de Nova York, caiu 2,19%. O Ibovespa perdeu 2,09%. (Págs. 1, 21 a 23, Elio Gaspari, Merval Pereira e editorial "Crise nos EUA alerta para a questão fiscal")


E Washington se torna refém de radicais

Se existe um consenso na crise da dívida, é o de que o inexperiente e radical movimento Tea Party começou a dar as cartas no Partido Republicano e no Congresso. (Págs. 1 e 28)

Planalto e oposição em guerra sobre CPI

A oposição conseguiu ontem as 27 assinaturas necessárias para protocolar pedido de CPI no Senado e investigar as denúncias de corrupção nos Transportes, que já provocaram a demissão de 28 pessoas. Mas o governo jogou pesado e, até o fim da noite, conseguiu retirar pelo menos uma: a do senador João Durval (PDT-BA). Líderes do Planalto pressionavam outros aliados a retirarem seus nomes, enquanto a oposição buscava mais apoios. As quatro últimas assinaturas tinham sido conseguidas enquanto o ex-ministro Alfredo Nascimento se defendia em discurso no Senado. (Págs. 1 e 3)

'O PR não é lixo'

Ao reassumir o mandato no Senado após ser forçado a se demitir do Ministério dos Transportes diante de denúncias de corrupção, Alfredo Nascimento (PR-AM) disse ontem não ter tido apoio da presidente Dilma e reagiu à faxina na área: "Eu não sou lixo, o PR não é lixo para ser varrido da administração." (Págs. 1 e 3)

Prefeito de Teresópolis é afastado

Por unanimidade, a Câmara de Teresópolis afastou o prefeito Jorge Mário (ex-PT), acusado de desviar recursos destinados à recuperação da cidade após a tragédia de janeiro. Uma CPI foi reaberta após reportagens do GLOBO. (Págs. 1 e 14)

Cota não eleva ingresso de alunos pobres

Pesquisa de reitores mostra que não aumentou a proporção de alunos das classes C, D e E em universidades federais. Mas houve aumento para pretos, pardos e oriundos do ensino público. (Págs. 1 e 13)

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Folha de S. Paulo

Manchete: EUA e pessimismo global fazem mercados desabar

Dilma Rousseff teme excesso de liquidez e afirma que a instabilidade lá fora vai continuar

As Bolsas de todo o mundo caíram ontem, indicando o pessimismo do mercado em relação ao pacote fiscal sancionado pelo presidente Barack Obama para evitar o calote da dívida americana.

A incerteza sobre o futuro da maior economia do planeta e a crise na Europa fizeram investidores buscar o ouro. O preço do metal subiu e atingiu US$ 1,641 a onça (28,35 gramas). (Págs. 1 e Mundo A12)

Elio Gaspari

Parece decadência, mas é democracia. (Págs. 1 e Poder A10)

"O mundo viverá um longo período de tensão econômica"

"O excesso de liquidez imposto pelos países ricos em direção aos emergentes resulta em opressivo desequilíbrio cambial"
Dilma Rousseff

'Não sou lixo', diz ex-ministro dos Transportes

Demitido sob suspeita de irregularidades, o ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR) disse não aceitar que "brinquem com a carreira" dele. "Eu não sou lixo. O meu partido não é lixo", afirmou. Segundo ele, Dilma sabia do "descontrole" nos gastos. (Págs. 1 e Poder A10)

Governo atua para barrar CPI dos Transportes

Com apoio de dez senadores de siglas aliadas do Planalto, a oposição havia obtido as 27 assinaturas necessárias para a CPI que investigaria denúncias de corrupção nos Transportes. Mas, pressionado, João Durval (PDT-BA) recuou e a iniciativa não vingou. (Págs. 1 e Poder A10)

Pacote reduz em R$ 24,5 bi tributos sobre indústria

Anunciado pelo governo como "uma cruzada em defesa da indústria", o Plano Brasil Maior prevê redução de tributos de R$ 24,5 bilhões em dois anos para a indústria têxtil, de calçados, de móveis e de software.

Empresários julgam o plano tímido. A CNI viu só "pontapé inicial". (Págs. 1 e Poder A4)

Vinicius Torres Freire

Programa trata com esparadrapos as feridas do país. (Págs. 1 e Mercado B4)

Cobertura de planos de saúde terá mais 58 itens

Os planos de saúde serão obrigados a cobrir, a partir de janeiro de 2012, 58 novos procedimentos e a ampliar a cobertura de outros 11.

A decisão da ANS inclui 41 cirurgias por vídeo, como redução de estômago e retirada da próstata, e vale para contratos a partir de 1999. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Editoriais

Leia "Acordo decepcionante", sobre a elevação do teto da dívida americana, e "Dúvida na saúde paulista", acerca de medida do governo estadual. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: 'É só primeiro passo', diz Obama após evitar calote

Senado aprova e presidente sanciona elevação do teto da dívida dos EUA; mercado reage com nervosismo

Depois de uma das mais duras batalhas políticas dos últimos tempos nos EUA, o Senado aprovou e o presidente Barack Obama sancionou a elevação imediata de US$ 900 bilhões no teto da dívida americana, hoje em US$ 14,3 trilhões. Em troca, Obama se comprometeu a reduzir em US$ 1 trilhão as despesas públicas correntes. A medida, tomada dez horas antes do prazo final fixado pelo Departamento do Tesouro, evita a suspensão de pagamentos federais. "Este é apenas o primeiro passo", disse Obama, cobrando o fim dos benefícios tributários aos contribuintes mais ricos e às grandes empresas. Em discurso, o presidente destacou projetos para estimular a economia e gerar empregos, mas, para analistas, o acordo traz alívio apenas provisório. Os mercados reagiram com nervosismo. Os principais índices das bolsas de valores americanas fecharam em queda. (Págs. 1 e Economia B1, B4 e B5)


Obama

"Este compromisso requer que ambos os partidos trabalhem juntos em um plano maior para cortar o déficit" (Pág. 1)

Política industrial limita desoneração da folha a 4 setores

A presidente Dilma Rousseff lançou uma série de medidas para proteger o mercado interno de uma "avalanche" de produtos baratos e fortalecer a indústria em meio a um "opressivo desequilíbrio cambial". O "Plano Brasil Maior" atende a demanda histórica do setor privado, mas com alcance limitado: desonera a folha de pessoal para apenas quatro setores, em caráter experimental. Fabricantes de móveis, calçados e confecções ficam isentos da alíquota de 20% de contribuição patronal. Em troca, serão taxados em 1,5% sobre o faturamento. O setor de software, também incluído, pagará 2,5%. O corte de impostos embutidos no plano custará R$ 25 bilhões até o fim de 2012. (Págs. 1 e Economia B7)

1,6% foi a queda da produção industrial em junho na comparação com maio


Análise
Celso Ming

Um plano fraco. (Págs. 1 e B2)

Brasil agora apoia censura à Síria na ONU

O governo brasileiro mudou de tom e decidiu apoiar iniciativas em análise no Conselho de Segurança da ONU sobre a repressão na Síria. O Brasil se mantém contrário a sanções militares. (Págs. 1 e Internacional A9)

Ex-ministro ataca 'faxina' de Dilma e lança suspeitas

No primeiro discurso no Senado 27 dias depois de deixar o Ministério dos Transportes sob denúncias de irregularidades, o senador Alfredo Nascimento criticou a faxina promovida pelo governo na pasta comandada por seu partido, dizendo que o PR "não é lixo" e que "carrega as qualidades e alguns dos defeitos de todos os outros partidos". Ele lamentou a falta de apoio da presidente Dilma Rousseff e fez insinuações sobre o uso da máquina para elegê-la. O PR avisou que não mais votará fechado com o governo no Senado. (Págs. 1 e Nacional A4)

Plano cobrirá redução de estômago

A Agência Nacional de Saúde Suplementar incluiu 69 novos procedimentos no rol de cobertura básica obrigatória dos planos de saúde. Entre as cirurgias está a bariátrica (redução de estômago). (Págs. 1 e Vida A13)

Marco Antonio Villa

Dilma e seus governos

Em sete meses, Dilma Rousseff já iniciou três vezes seu governo. O problema é que ela não conseguiu se firmar como liderança com vida própria. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Notas & Informações

Pacote industrial decepciona

É caracterizado pela timidez das medidas fiscais, algumas provisórias e até em regime de teste. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


 

Manchete: Indústria terá ajuda para enfrentar crise

Batizada de Brasil Maior, a nova política industrial do país, anunciada ontem pela presidente Dilma Rousseff. inclui um corte de R$ 25 bilhões em impostos – valor que as empresas deixarão de pagar nós próximos dois anos. Entre as medidas está a redução, para zero, da alíquota de 2O% de contribuição previdenciária dos setores de calçados, confecções, móveis e softwares. E uma linha de crédito de R$ 500 bilhões, entre 2011 e 2014, no orçamento do BNDES. O programa chega numa hora crucial. Pesquisa divulgada pelo IBGE mostra que a produção levou um tombo em junho, caiu 1,6%. Com o plano, o governo quer compensar o prejuízo das empresas exportadoras com o real valorizado, fortalecer a economia nacional diante da concorrência desleal dos importados e se preparar para um eventual agravamento da crise que abala os Estados Unidos e a Europa. "É preciso proteger nossa economia e também nossos empregos", justificou Dilma. Empresários elogiaram as medidas, mas foram comedidos na comemoração. Querem ver os efeitos na prática, para crer. (Págs. 1, 12 a 15 e Visão do Correio, 18)

GDF: Secretário acalma PT e bloqueia PMDB

Agnelo Queiroz escolheu Oto Silvério Guimarães para a pasta de Obras. Ex-presidente da Novacap no governo Cristovam Buarque, Oto não é filiado a partido político, mas tem bom trânsito com os petistas e não desagrada ao vice Tadeu Filippelli. O governador apresentou ontem o seu Plano Plurianual (PPA). (Págs. 1, 25 e 26)

Cidadania - Nota Legal: fique alerta para cobrar

Dez mil multas já foram aplicadas a empresas que não lançaram os valores das vendas no sistema da Secretaria de Fazenda. Os consumidores inscritos devem conferir cada operação e denunciar a sonegação. Mais de 300 mil pessoas participam do programa que dá descontos no IPTU e no IPVA. (Págs. 1 e 34)

Impostos: Pagar contas com o cartão sairá caro

Os bancos e as operadoras serão obrigados a cobrar 3% de IOF sobre os valores gastos nesse tipo de procedimento, segundo determinação da Receita Federal. Muitos consumidores usavam esse artifício para ganhar mais tempo para quitar despesas como luz e telefone, que agora pode não ser vantajoso. (Págs. 1 e 17)

Tragédia: Avião cai no Sul

Oito pessoas morreram na queda de aeronave da FAB, em Santa Catarina. O mau tempo pode ter sido uma das causas do desastre. (Págs. 1 e 11)

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Valor Econômico

Manchete: Governo anuncia renúncia fiscal de R$ 24 bi para ajudar indústria

Com renúncia fiscal estimada em R$ 24,5 bilhões até o fim de 2012, o governo lançou ontem 35 medidas para estimular investimentos e diminuir os efeitos negativos do real valorizado sobre a indústria. A medida mais elogiada pelos empresários só foi sacramentada no fim de semana: a restituição em espécie, aos produtores de bens manufaturados, do equivalente a 3% de suas exportações como forma de compensar o pagamento de tributos ao longo da cadeia. O mecanismo, batizado de Reintegra, tem aplicação imediata e os pagamentos devem começar em 90 dias. Com base nas atuais vendas ao exterior, devolverá cerca de R$ 4 bilhões por ano aos exportadores.

O plano prevê que a alíquota patronal ao INSS dos setores de confecções, calçados, móveis e software será reduzida de 20% para 0% até dezembro de 2012. Para compensar essa desoneração, o governo baixará uma medida provisória criando uma contribuição previdenciária sobre o faturamento para esses setores, nos moldes daquela que é paga atualmente pela agropecuária. (Págs. 1, A3, A4 e A6)

Importado ganha espaço no consumo interno

Dados sobre a participação dos produtos importados no mercado interno mostram por que as medidas de desoneração têm sido tão reivindicadas. No segundo trimestre, a participação das importações no consumo interno de bens industriais atingiu 21,6%, bem acima dos 19,1% do mesmo período de 2010. Em 2007, esse índice era de 15,2% e em 2002, 12,4%. O aumento reflete o crescimento das compras externas a um ritmo bem superior ao da produção local, num cenário de câmbio cada vez mais valorizado e expansão de demanda interna.

A fatia dos importados avançou tanto em setores beneficiados ontem pela nova política industrial do governo, como têxteis, calçados e móveis, quanto em outras áreas importantes da indústria, como produtos químicos, veículos automotores e máquinas, aparelhos e materiais elétricos. (Págs. 1 e A6)

Foto legenda: Novo portal

Diretores do "Valor"e dos grupos "Folha" e "Globo", junto com os presidentes da gestora BB DTVM e da BM&FBovespa, acionam a campainha que dá início ao pregão da bolsa, em evento que marcou o pré-lançamento do novo portal do "Valor" em São Paulo. (Págs. 1 e C8)

Crise volta a ameaçar a Espanha

Nos últimos dias, os rendimentos dos títulos soberanos espanhóis dispararam. Ontem, os papéis com prazo de dez anos ultrapassaram os 6% no mercado secundário. Isso implica um forte aumento do custo de refinanciamento de dívida antiga e de captação de dinheiro novo e coloca a Espanha como "bola da vez", no mesmo caminho da Grécia, Irlanda e Portugal, para receber socorro da União Europeia e do FMI. Com previsão de que sua dívida pública chegue a € 588 bilhões no fim do ano e PIB em torno de € 1 trilhão, a Espanha é a quarta maior economia da zona do euro. As consequências do socorro para a UE e a economia mundial são difíceis de calcular. (Págs. 1 e C2)

Mercado negocia com o governo mudanças no pacote cambial

A Febraban, que reúne os bancos, BM&FBovespa, Cetip e Anbima estão debruçadas sobre uma contraproposta ao pacote cambial lançado para conter a especulação com o real no mercado de derivativos. As entidades pretendem apresentar alternativas para que o governo possa coibir sobretudo as operações de "carry trade" - tomar crédito a taxas de juros baixas em um país e aplicá-lo em outro onde os juros são maiores.

Em encontro na semana passada, uma das sugestões apresentadas pelas entidades ao governo foi que se deixasse de lado a tributação das posições vendidas e se mirasse o aumento das margens de garantia depositadas. Os encontros entre representantes do mercado e integrantes do governo tem sido frequentes. Na segunda-feira o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, manteve conversas em São Paulo sobre o tema. (Págs. 1 e C1)

Cultura da cana perde espaço no Rio

A cultura da cana declina no Rio, apesar do programa de revitalização da cultura criado há seis anos. Nem a euforia vivida com o "boom" do etanol tem conseguido sustentar o setor no Estado, que é "importador" de açúcar e álcool de outros Estados, sobretudo de São Paulo. Neste ano, com produção de 118 mil toneladas de açúcar, o Rio comprará fora do Estado 85% do produto que consome.

A relação é semelhante no caso do etanol. No ano passado, por exemplo, o consumo estadual foi de 1,19 bilhão de litros, enquanto a produção ficou em 82 milhões de litros. O número de usinas no Estado caiu de 24 nos anos 80 para três hoje. Segundo o secretário da Agricultura do Rio, Christino Áureo, as empresas foram "golpeadas" pela crise financeira de 2008. (Págs. 1 e B12)

Surpresa com preço pago por 50% da Schin

O valor de R$ 3,95 bilhões pago pela Kirin por 50,45% da cervejaria Schincariol é alto, dizem especialistas. A empresa japonesa também corre o risco de ter comprado uma boa briga com a parte da família que não queria a venda e ameaça iniciar uma batalha judicial para anular o negócio. "Considero que seja um valor louco para metade do negócio", disse Trevor Stirling, da Sanford C. Bernstein, de Londres. Analistas lembram que a Schincariol não tem uma boa posição em relação à Ambev, cuja margem operacional é de 40%. A da Schincariol é de 4%. Ontem, os acionistas Gilberto, Daniela e José Augusto Schincariol, que têm 49,5% da cervejaria, informaram que não reconhecem a legitimidade da venda e se disseram preparados para ir à Justiça. (Págs. 1 e B4)

CPFL Renováveis investe

A CPFL Renováveis vai investir RS 360 milhões em duas usinas termelétricas movidas a bagaço de cana no Paraná e Minas Gerais. A empresa vai agregar cerca de 100 MW de capacidade instalada. (Págs. 1 e B1)

Demanda menor por alumínio

Diante da desaceleração do setor de bebidas e da construção civil e consequente redução nas encomendas, a indústria transformadora de alumínio esfriou e não teme mais um desabastecimento do alumínio primário para este ano. (Págs. 1 e B8)

Compra de terra por estrangeiro

O Ministério da Agricultura avalia que a legislação sobre a compra de terras por estrangeiros traz "insegurança jurídica". Para o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a lei "controla bem" as aquisições. (Págs. 1 e B11)

Exigências para bancos

Os bancos europeus querem que os maiores bancos dos países emergentes, como o Brasil, sejam submetidos a exigências de capital próprio adicionais para absorção de perdas. (Págs. 1 e C7)

Bovespa em baixa

Com as incertezas que rondam o cenário externo, a BB DTVM, gestora de recursos do Banco do Brasil, decidiu revisar - para baixo - sua projeção para o Índice Bovespa no fim deste ano. (Págs. 1 e D2)

Mais contratações

Os mercados financeiro e de bens de consumo foram os que mais contrataram executivos de média e alta gerência no primeiro semestre deste ano. A conclusão é de um levantamento realizado pela empresa de recrutamento Fesa. (Págs. 1 e D10)

Ideias

Marta Arretche

Evitar simultaneamente a tirania da maioria e o veto da minoria tem sido um dos grandes desafios da teoria democrática. (Págs. 1 e A8)

Ideias

Jaswant Singh

China e Índia precisam fazer mudanças estruturais e lidar com o desafio de reformas políticas que já deveriam ter sido feitas. (Págs. 1 e Al3)

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Estado de Minas

Manchete: Pacote de Dilma tenta reaquecer indústria

A presidente anunciou o plano de incentivo Brasil Maior, que busca reduzir os custos da produção em R$ 25 bilhões nos próximos dois anos, baixando preços e impostos e criando vagas. "É preciso defender nossa indústria e empregos de uma guerra cambial que tenta reduzir nosso mercado", disse Dilma. Para a Confederação Nacional da Indústria, as medidas são insuficientes para conter a crescente queda do dólar. Já a Federação das Indústrias de Minas Gerais entende que o pacote dará mais competitividade ao mercado nacional e às empresas brasileiras. (Págs. 1, 12, 13 e Editorial 'Começo Oportuno', 10)

1) Redução do IPI sobre bens de capital e material de construção é estendida por 12 meses.

2) Início da desoneração da folha de pagamento com redução da alíquota do INSS de 20% para zero.

3) Mais capital de giro e crédito para pequenas e médias empresas, com juros de até 13% ao ano.

4) Investimento de R$ 3,5 bi em instituições privadas de ensino técnico e profissionalizante. (Pág. 1)

"Eu não sou lixo, meu partido não é lixo"

O ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento disse ao reassumir vaga no Senado que pediu demissão porque não recebeu apoio do governo. Ele defendeu sua gestão e o PR, partido envolvido nas denúncias de irregularidades no ministério. Enquanto isso, a oposição chegou a obter 27 assinaturas para instalar CPI na Casa para investigar o ministério. Mas, à noite, um parlamentar retirou a adesão ao pedido. (Págs. 1, 3 e 4)

Velocidade: Câmara avança sobre radares da BHTrans

Dois projetos tiram do órgão de trânsito a decisão sobre locais onde serão instalados equipamentos. Justificativa dos vereadores é acabar com "indústria das multas". Mas especialistas criticam interferência do Legislativo. (Págs. 1 e 19)

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Jornal do Commercio

Manchete: Mais imposto para cartões de crédito

Receita Federal informou, ontem, que bancos devem recolher o IOF, de 3% ao ano, nos pagamentos de contas como água e luz pelo cartão. Fisco entende que operação é um financiamento. (Págs. 1 e Economia 1)

Mais espaço em UTI para crianças

Para enfrentar a falta de vagas, o Hospital Infantil Maria Lucinda inaugurou, ontem, dez novos leitos. (Págs. 1 e Cidades 6)

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Zero Hora

Manchete: Plano socorre móveis e calçados gaúchos

Brasil Maior, do governo federal, vai desonerar a folha de pagamento e devolver tributos a setores exportadores afetados pela valorização do real. (Págs. 1 e 17)

Foto legenda: A queda do avião da FAB

"Perdeu altitude e caiu de bico"

Morador descreve a ZH acidente na serra catarinense com aeronave C-98A Grand Caravan (modelo igual ao da foto ao lado) que partiu de Canoas para o Rio com oito a bordo. (Págs. 1 e 4 a 6)

O alvo Dnit: Oposição caça assinaturas para CPI dos Transportes

Senador do PDT retirou apoio à comissão ontem à noite. (Págs. 1 e 8)

Automóveis: Estado entra na briga por montadora

Chinesa JAC Motors investirá R$ 900 milhões. (Págs. 1 e 18)

O Rio Grande Indigente

Editorial pede a mobilização do setor público contra a miséria. (Págs. 1 e 14)

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Brasil Econômico

Manchete: Governo abre mão de R$ 20,7 bi para proteger a indústria nacional

Indústrias têxtil e de confecções, calçados, móveis e software serão as mais beneficiadas pelas medidas de estímulo

Batizado de Plano Brasil Maior, o pacote de medidas prevê que a quantia da qual o governo abre mão será compensada pelo aumento da arrecadação com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cujas alíquotas foram elevadas para evitar a valorização excessiva do real perante o dólar e atenuar os efeitos sobre a indústria nacional. "Se for necessária alguma compensação de recursos, será feita na redução do gasto", disse o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Das ações anunciadas ontem a uma plateia recheada de empresários, duas ganharam a relevância esperada: a desoneração da folha de pagamento e a devolução de créditos tributários aos exportadores. (Págs. 1 e 4)


Novos anúncios no âmbito da política industrial deverão ser feitos nas próximas semanas, entre eles, um específico para a indústria automotiva. (Pág. 1)


Alíquota de contribuição ao INSS sobre a folha de salários é reduzida de 20% para zero.


Compensação virá, em parte, com cobrança de uma taxa de 1,5% a 2,5% sobre a receita das empresas.


Plano prevê desembolso de R$ 500 bilhões pelo BNDES às empresas até 2014. (Pág. 1)

Desempenho de PPP é inferior ao de concessão pública

Além de apresentarem estágios inferiores de desenvolvimento em relação a concessões tradicionais, três dos cinco contratos de Parcerias Público-Privadas já firmados para as obras da Copa de 2014 estão em questionamento no Ministério Público ou no Tribunal de Contas da União. (Págs. 1 e 12)

Comunicação para a Copa deve ficar pronta em 2012

O governo prevê concluir a infraestrutura de comunicação para a Copa do Mundo, incluindo a instalação em estádios e redes, até dezembro de 2012 em nove estádios que serão usados para a Copa das Confederações. Nas demais arenas, o prazo será estendido para 2013. (Págs. 1 e 26)

Obama sanciona plano que evita calote de dívida nos Estados Unidos

Projeto que eleva o teto da dívida federal americana em US$ 2,1 trilhões foi aprovado ontem pelo Senado nas últimas horas do prazo. Sem a medida, o país não teria como honrar todos os seus vencimentos a partir de hoje. O plano fiscal prevê ainda a redução do déficit público em US$ 2,4 trilhões nos próximos dez anos. (Págs. 1 e 36)

Provisões pressionam rentabilidade do Itaú

Maior reserva contra calote reduz margem do banco no segundo trimestre e ações caem mais de 5% na bolsa. (Págs. 1 e 32)

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Fonte: Radiobrás