segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

RESUMO DOS JORNAIS 03/01/2011

O Globo

Manchete: 'Ação no Alemão é modelo para todo o pais', diz novo ministro

Cardozo, da Justiça, defende união para combater o crime organizado

Ao assumir ontem o Ministério da Justiça, o ex-deputado José Eduardo Cardozo (PT) prometeu estender para os quatro cantos" do pais a experiência do Rio de Janeiro na ocupação do Complexo do Alemão pelo poder público. Para ele, o Rio mostrou que, quando as forças policiais, os governos e a sociedade se unem, os resultados acontecem". O ministro defendeu uma pactuação em torno da defesa do interesse público: "O Estado é mais forte e poderoso que o crime organizado. E vamos demonstrar isso, doa a quem doer", disse. Cardozo anunciou também que vai intensificar a fiscalização nas fronteiras com ações da Polícia Federal e das Forças Armadas, com a cooperação de países vizinhos. E, disse que, se necessário, o governo brasileiro poderá subsidiar ações em outros países porque o contrabando de armas e drogas precisa ser enfrentado em conjunto. Sobre a decisão de Lula de não extraditar o ex-ativista italiano Cesare Battisti, o que provocou protestos da Itália, o ministro disse que será mantida. (Págs. 1 e 3)

Foto-legenda: Estilos

Domingão no ABC: Ao lado de dona Marisa, o ex-presidente Lula acena da varanda de seu apartamento, em São Bernardo, onde passou o domingo. Ele disse que pretende descansar "pelo menos" 20 dias para, depois, decidir o que vai fazer. Mas adiantou que não deixará a política. (Págs. 1 e 9)

Foto-legenda: Estilos

Domingão no Planalto: Em seu primeiro dia de despachos, a presidente Dilma recebeu representantes diplomáticos de sete países, entre eles Mahmoud Abbas. Em entrevista ao GLOBO, o palestino defendeu o isolamento internacional de Israel na questão dos assentamentos. (Págs. 1, 4 e 22)

Em 2010, superávit foi o pior da Era Lula

O saldo da balança comercial em 2010, que será divulgado hoje, foi o menor do governo Lula. Dólar em baixa e mercado interno aquecido fizeram as importações bater recorde: US$ 181,6 bilhões. As exportações surpreenderam e também alcançaram patamar inédito, com US$ 201,9 bilhões, mas graças a a1ta nos preços de produtos básicos, como soja e minério de ferro. (Págs. 1 e 19)

Estado promete fim de política na educação

O plano em elaboração para deixar o Rio entre os cinco melhores no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) - o estado ocupa a penúltima posição - deve por fim a indicação política para diretores de escolas e coordenadores regionais. (Págs. 1 e 12)

Dilma cortará imposto contra informalidade

Para cumprir a promessa de estimular a economia e reduzir custos do setor produtivo, a presidente Dilma Rousseff pretende desonerar a folha de pagamento das empresas. Ela já ordenou a sua equipe que apresente, ainda no primeiro semestre deste ano, proposta para reduzir a contribuição previdenciária de 20% que incide sobre a folha das empresas. A redução poderá ser de cinco pontos percentuais. O objetivo é combater a informalidade. (Págs. 1 e 10)

Erenice: Planalto conclui sindicância sem punição

A comissão de sindicância que apurava as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil, durante a gestão de Erenice Guerra, concluiu seu trabalho sem punir ninguém. Não foram achadas provas contra os dois servidores que, segundo as denúncias, teriam se valido do relacionamento com filhos de Erenice para intermediar contratos e receber propinas. Mas a PF continua investigando Erenice. (Págs. 1 e 11)

Palocci assume a Casa Civil e diz que será só 'um da equipe, do time' (Págs. 1 e 5)

Novo chanceler diz que dará atenção especial aos sul-americanos (Págs. 1 e 4)

Governo vai reajustar valor dos benefícios do Bolsa Família (Págs. 1 e 10)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Dilma decide privatizar ampliação de aeroportos

Medidas incluem a abertura de capital da Infraero e a criação de secretaria para a aviação civil

A presidente Dilma Rousseff resolveu entregar para a iniciativa privada a construção e a operação dos novos terminais dos aeroportos de Guarulhos e de Viracopos, em São Paulo, informam Valdo Cruz e Ana Flor.
O governo também abrirá o capital da Infraero, estatal que administra o setor aeroportuário. As decisões incluem a criação da secretaria ligada a Presidência para a aviação civil - como a Folha antecipou. Medida provisória pode sair neste mês.
O objetivo é desafogar setor para a Copa de 2014. Segundo a Infraero, o governo precisa investir R$ 5,5 bilhões nos aeroportos ligados às 12 sedes do Mundial.
A concessão dos novos terminais esvazia o plano de mais um aeroporto nos arredores de São Paulo.
A equipe de Dilma conversou com empresas aéreas, como TAM e Gol. Elas manifestaram interesse na operação de novos terminais. O prazo de concessão deve ser de 20 anos. (Págs. 1 e A4)

Foto legenda: Lição de casa

A presidente Dilma Rousseff utiliza ficha com informações para as reuniões bilaterais que teve em Brasília com sete chefes de Estado e de governo que vieram para a posse dela. (Págs. 1 e A5)

Foto legenda: Volta para casa 2

Ao lado da mulher, Marisa Letícia, Lula acena da varanda do seu apartamento em São Bernardo do Campo no 1º domingo como ex-presidente. (Págs. 1 e A9)

Sindicância sobre o caso Erenice acaba sem punição

Terminou sem sugerir punições a sindicância da Casa Civil para apurar o suposto envolvimento de servidores do órgão em tráfico de influência durante a gestão da ex-ministra Erenice Guerra.
A sindicância não investigou Erenice porque, segundo a Casa Civil, não tinha poderes para isso. E a apuração não comprovou envolvimento de servidor da pasta. A Polícia Federal continua a investigar. (Págs. 1 e A8)

Entrevista da 2ª: Gilberto Carvalho

Para ministro, Lula é como um 'Pelé na reserva'

Para Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete de Lula e agora ministro da Secretaria-Geral da Presidência, as oposições não devem se "agitar", porque o governo tem um "Pelé na reserva". Carvalho refere-se a possibilidade de o ex-presidente candidatar-se em 2014.
Durante entrevista concedida a Cátia Seabra e Natuza Nery, Carvalho chorou várias vezes ao lembrar sua relação com Lula. (Págs. 1 e A14)

Maior produtor, Brasil já importa café até da China

Apesar de o Brasil ser o maior produtor mundial de café, as exportações do grão torrado e moído, de maior valor, estão caindo, e as importações, crescendo. Hoje, importa-se até da China.
O maior exportador em 2010 foi a Suíça, terra do Nespresso. A Nestlé traz grãos do Brasil e os industrializa na Europa. (Págs. 1 e B1)

Fernando de Barros e Silva

Dilma usa condição feminina e geração 68 como moldura para pronunciamento. (Págs. 1 e A2)

Carlos Eduardo da Silva

Presidente manteve na posse a tradição sul-americana de discursos extensos. (Págs. 1 e A7)

Mônica Bergamo

Em aplausos, venezuelano Hugo Chávez fez 1 a 0 na americana Hillary Clinton. (Págs. 1 e A11)

Editoriais

Leia "Controle perdido", sobre a necessidade de equilíbrio nas contas públicas; e "Mercado e cidadania", acerca da abertura de bancos nas favelas. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Dilma enfrenta crise entre PT e PMDB pelo segundo escalão

Presidente pede que Palocci ajude a pacificar peemedebistas e já teme retaliação em votações importantes

A primeira missão dada pela presidente Dilma Rousseff ao ministro Antonio Palocci (Casa Civil) foi a de buscar a pacificação do PMDB, informam João Domingos e Denise Madueño. O partido vive momento de estresse no relacionamento com o PT, que se apossou de cargos importantes antes dominados por peemedebistas, como a presidência dos Correios e a Secretaria de Atenção à Saúde, e agora pretende avançar sobre a Fundação Nacional da Saúde (Funasa). São postos que controlam grandes orçamentos: a Atenção à Saúde, R$ 45 bilhões; os Correios, R$ l2 bilhões; a Funasa, R$ 5 bilhões. Têm presença em todas as regiões do País, o que dá visibilidade ao partido que os controla. Dilma teme que o PMDB inicie movimento de retaliação aos petistas em votações importantes, como a da medida provisória que fixou o salário mínimo em R$ 540. A situação é tão grave que o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e o ministro Alexandre Padilha (Saúde) protagonizaram um bate-boca, com acusações e ofensas de parte a parte. Dilma convocou para hoje a reunião do Conselho Político, integrado por líderes dos partidos governistas. Quer iniciar as conversações de paz o quanto antes. (Págs. 1 e Nacional A4)

Dia de estreia

A presidente Dilma cumprimenta o palestino Mahmoud Abbas, um dos encontros de seu primeiro dia no cargo. (Págs. 1 e Nacional A6)

Bernardo diz que internet popular é 'obrigação'

O ministro Paulo Bernardo (Comunicações), que assume hoje, disse que a presidente Dilma Rousseff planeja massificar o acesso a internet, com banda larga, e que as concessionárias "tem a obrigação" de colaborar. Em entrevista a Lu Aiko Otta e Karla Mendes, Bernardo afirmou que Dilma quer negociar com empresas nacionais para fazer tablets a "preço popular". (Págs. 1 e Nacional A7)

Pacto contra o crime

O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) quer fazer um pacto com os governadores, inclusive os de oposição, para combater o crime organizado, as drogas e a violência. (Págs. 1 e Nacional A5)

Governo trava orçamento para definir cortes

Técnicos do governo trabalham num bloqueio de todo a Orçamento de 2011 para conter as gastos enquanto definem as programas e os projetos que sofrerão os cortes. O objetivo é cumprir a meta fiscal deste ano, reduzindo até R$ 25 bilhões em despesas. O corte não pode ser decidido a toque de caixa porque o Orçamento ainda não foi sancionado. A presidente Dilma Rousseff ainda poderá vetar artigos. (Págs. 1 e Nacional A6)

Após disparar, valor de imóvel para de subir

Os preços dos imóveis dão sinais de estarem perto do topo, após a escalada das cotações nos últimos dois anos. Pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo mostra que, em outubro, valor médio do imóvel usado caiu 3,53% em relação ao mês anterior. (Págs. 1 e Economia B1)

São Paulo se reencontra com a sua mais estimada biblioteca

A Biblioteca Mário de Andrade será reaberta integralmente no aniversário de São Paulo, dia 25, após passar décadas sofrendo "deterioração crônica" - na expressão da atual diretora, Maria Christina Barbosa de Almeida. A reinauguração da torre de 22 andares, em estilo art déco, é a mais aguardada. A instituição, em reforma desde 2007, graças a investimento de R$ 23 milhões do BID, parou de adquirir títulos e, pior, não tinha nem sequer condições de manter seu acervo de mais de 320 mil livros, dos quais 51 mil são classificados como raros - como o da foto ao lado, um tratado sobre escultura romana, do século 16. (Págs. 1 e Cidades C4)

EUA e Síria podem ter negociação secreta (Págs. 1 e Internacional A8)

Câncer de mama aumenta entre as jovens (Págs. 1 e Vida A11)

Prefeitura perde terreno que se tornaria parque (Págs. 1 e Cidades C1)

Direto da Fonte: A musa da posse

Marcela, 27, diz que a idade do marido Michel Temer, 70, não importa: 'É como se ele tivesse 30'. (Págs. 1 e D2)

Paulo Sotero: Anistia e diplomacia

Em questão de princípios, como as que envolvem direitos humanos e a paz internacional, nações que se levam a sério tem apenas uma posição. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

José de Souza Martins: Cama, um assunto de Estado

Em 1620, a notícia chegou a São Paulo: o ouvidor se aproximava. Na vila onde o padrão era dormir em rede, faltava uma cama para o visitante. (Págs. 1 e Cidades C4)

Visão global: Os sem-teto e a crise argentina

Invasões e confrontos expõem uma grave situação social e testam a autoridade da presidente Cristina Kirchner, escreve Alexei Barrionuevo. (Págs. 1 e Internacional A10)

Notas & Informações

Lula abriga o criminoso

Caberá a Dilma enfrentar o caso Battisti, que lhe pode acarretar enorme custo político. (Págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Dilma se une a Cuba contra a cólera no Haiti

Presidente recebe sete líderes estrangeiros no primeiro dia de seu mandato

A presidente Dilma Rousseff acertou ontem com o vice-presidente de Cuba, José Ramón Machado Ventura, ações conjuntas para ajudar o Haiti a vencxer a epidemia de cólera. Outra reunião foi com o presidente do Uruguai, José Mujica, que, como Dilma, integrou grupos de esquerda, no caso dele, os Tupamaros. Hugo Chávez, da Venezuela, que seria o primeiro a ser recebido, desmarcou e voltou para casa na véspera. (Págs. 1 e País, 2)

Foto legenda: Com Dilma – O presidente uruguaio, José Mujica, ex-guerrilheiro tupamaro

A bela do vice

Michel Temer disse que sua mulher, Marcela, não é Carla Bruni e se divertiu com o frisson na posse de Dilma. (Págs. 1 e País, 4)

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Correio Braziliense

Manchete: Dilma quer pacto contra o crime

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assumiu o cargo em sintonia com o discurso de união nacional defendido pela presidente Dilma Rousseff. Ele se reunirá em fevereiro com os governadores para definir ações integradas contra o crime organizado."Este pacto não pode e não deve ser meramente retórico", disse Cardozo. Além de buscar a cooperação, o Ministério da Justiça vai controlar a Secretaria Nacional Antidrogas, antes vinculada ao Gabinete de Segurança Institucional. (Págs. 1 e 3)

Foto legenda: Ao trabalho

Na sala de audiências do Palácio do Planalto, Dilma Rousseff teve encontros reservados com líderes internacionais. Promessa de acordos bilaterais e as Olimpíadas de 2016 foram alguns dos temas abordados. (Págs. 1 e 5)

Foto legenda: Ao descanso

De bermuda e camiseta, Lula acena a admiradores reunidos em frente ao apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP). "Provei que um operário só com primário é capaz de governar o país", disse. (Págs. 1 e 7)

GDF fará compra emergencial para evitar a falta de remédios (págs. 1 e 20)

Caso Battisti só é crise para os italianos

O primeiro escalão do governo Dilma minimizou o mal-estar diplomático causado pelo refúgio político concedido ao ex-ativista Cesare Battisti. Governo italiano cogita recorrer à Corte de Haia. (Págs. 1 e 6)

Uma miss no poder

A posse na Esplanada teve sua musa. Aos 27 anos, a discreta Marcela, esposa do vice-presidente Michel Temer, 70, atraiu olhares e foi sucesso no Twitter. (Págs. 1 e 8)

Palocci assume humilde, mas hoje mostrará poder (págs. 1 e 2)


 

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Valor Econômico

Manchete: Planos de saída no Bolsa Família

Está nos planos do governo Dilma Rousseff a transformação de parte da clientela do Bolsa Família, o programa de transferência de renda de maior sucesso da gestão Lula, em uma nova categoria de empreendedores rurais e urbanos. O Valor apurou que a nova ministra do Desenvolvimento Social, a economista Tereza Campello, que assumiu ontem o cargo, pretende dar ênfase ao desenvolvimento empresarial das 12,9 milhões de famílias assistidas pelo programa.
Entre os planos está a criação de uma espécie de "força-tarefa" institucional para criar, transferir e aplicar tecnologias em benefício da "nova classe média" resultante das políticas de redução da pobreza no país. Pretende-se aproveitar várias experiências de microcrédito e usar o conhecimento acumulado pela agência de apoio ao empreendedorismo (Sebrae) para estimular esse novo grupo social a abrir pequenos negócios. Essa 'porta de saída" estimularia investimentos em mercearias, restaurantes, cabeleireiros, revendas e "lan houses" (Págs. 1, A4 e A6)

Dilma muda a orientação para direitos humanos

O Brasil deve mudar a maneira de tratar países acusados de violação dos direitos humanos, passando a discutir caso a caso. Esta é uma determinação da presidente Dilma Rousseff, na sua primeira mudança na política externa brasileira. Ela avisou ao Ministério das Relações Exteriores que não quer que restem dúvidas sobre a defesa feita pelo país em matéria de direitos humanos em fóruns internacionais.
O primeiro teste dessa nova orientação pode ocorrer já em março, quando se inicia a reunião formal do Conselho de Direitos Humanos. Durante quatro semanas, todas as resoluções, inclusive as contrárias aos iranianos, serão apresentadas. (Págs. 1 e A20)

BNDES vai reduzir cobertura de crédito

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai reduzir sua participação nos financiamentos concedidos a empresas. Atualmente, em média, o banco financia 70% do valor do investimento. A ideia é diminuir a participação e obrigar as empresas a buscar os recursos complementares no mercado privado de crédito.
A mudança será anunciada nos próximos dias, após reunião do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, com a presidente Dilma Rousseff. (Págs. 1 e A7)

Estados programam investimentos

Com raras exceções, os governadores que tomaram posse sábado contam com investimentos de peso no seu primeiro ano de gestão. Em São Paulo, o secretário de Fazenda de Geraldo Alckmin (PSDB), Andrea Calabi, disse que a situação fiscal está equilibrada e permitirá investimento semelhante à média dos últimos dois anos, que foi da ordem de R$ 20 bilhões. Sergio Cabral (PMDB) informa que vai investir R$ 33 bilhões só de recursos do Estado do Rio nos quatro anos. Em Minas, o governador Antonio Anastasia (PSDB) quer atrair investimentos privados para diminuir a grande dependência da economia estadual da mineração e do setor siderúrgico. Beto Richa (PSDB-PR) assumiu prometendo redução de gastos para recuperar a capacidade de investir.
O Nordeste deve entrar em uma nova fase, com investimentos mais expressivos do que os feitos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região. O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), anunciou ter sido convidado pela presidente Dilma Rousseff para coordenar com Eduardo Campos (PSB-PE) e Jaques Wagner (PT-BA) um grande plano para a região, com obras interestaduais de infraestrutura no valor de R$ 20 bilhões. (Págs. 1 e A11 a A15)


Orçamento pode ser cortado em até R$ 30 bilhões

A presidente Dilma Roussef deve assinar nos próximos dias um decreto de bloqueio preventivo do orçamento da União, até que o projeto aprovado pelo Congresso seja esmiuçado e receitas e despesas reprogramadas pela área econômica do novo governo. Embora a meta para este ano, estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, seja de um superávit primário em valores nominais de R$ 117,89 bilhões, a intenção do governo é restabelecer o compromisso com um superávit pleno de 3,1% do Produto Interno Bruto. Para isso, seria preciso cortar entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões dos gastos projetados para 2011. O controle do gasto público será peça-chave da política de combate à inflação de Dilma, dizem fontes oficiais. (Págs. 1 e A4)

Foto legenda: Nova fase

Depois de ter sido recebido com festa em São Bernardo, o ex-presidente Lula apareceu ontem com a mulher, Marisa, na varanda de seu prédio como disse que viveria: cidadão comum. (Págs. 1 e A16)
Neoenergia compra ativos de sócios e entra na cogeração industrial (Págs. 1 e B7)

Em posse concorrida, Palocci assume Casa Civil pregando discrição (Págs. 1 e A5)

Trabalhador menos qualificado

O governo Lula terminou com um saldo de empregos 150% maior que governo FHC, mas o gasto médio anual com qualificação da mão de obra foi 73,3% inferior ao resultado do período anterior. (Págs. 1 e A2)

Investimentos mais lentos

Depois de uma alta superior a 20% em 2010, os investimentos devem avançar a um ritmo menos exuberante neste ano. Os mais otimistas apostam em expansão na casa de 10%. (Págs. 1 e A3)

Argentinos no Brasil

Dridco, a maior empresa de classificados online da Argentina, chega ao Brasil com planos de investir US$ 32,5 milhões em 2011. (Págs. 1 e B2)

Mais alimentos

Em um ano em que o preço das commodities disparou, a indústria de alimentos viu as vendas em volume crescerem mais de 7%, descontada a inflação, segundo a Abia. (Págs. 1 e B6)

Algodão em alta

O plantio da safra de algodão está praticamente finalizado e indica que a área cultivada total vai atingir 1,3 milhão de hectares. Se confirmada, será a maior dos últimos 19 anos. (Págs. 1 e B12)

Interesse por fundo imobiliário

O ano de 2010 foi o melhor da história para o segmento de fundos imobiliários. As ofertas registradas e com dispensa de registro atingiram cerca de R$ 9,8 bilhões, com expansão de 185%. (Págs. 1 e D1)

Ideias

Sérgio Leo

Se aceita, proposta enviada à Fazenda acabará com o presente que os Estados dão aos importadores retirando o ICMS. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Luiz Werneck Vianna

Desafios do novo governo são imensos, a começar pelas políticas públicas para saúde e educação, catástrofes nacionais. (Págs. 1 e A4)

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Estado de Minas

Manchete: Como garantir seu emprego em 2011

No primeiro dia de funcionamento das agências de emprego este ano, o Estado de Minas traz as dicas de especialistas aos trabalhadores em busca de uma chance no mercado. Mais que um bom currículo, eles apontam que sairá na frente quem oferecer melhor qualificação aliada a uma formação escolar suficiente para dominar avanços de tecnologias. Cabe ao candidato garimpar vagas de acordo com seu perfil. Nesse quesito, a reportagem dá uma mãozinha e apresenta as 10 profissões que vão se manter em alta em 2011. Vendedores, analistas de tecnologia da informação (TI) e engenheiros mecânicos estão entre as vedetes. (Págs. 1, 11 e 12)

O primeiro dia: Folga

O ex-presidente Lula passou o primeiro dia fora do poder em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde começou sua trajetória sindical e política. Ao lado de dona Marisa, ele apareceu com camiseta e bermuda e acenou para populares. Na noite de sábado, participou de festa de despedida organizada por metalúrgicos. Disse estar feliz em voltar ao seu berço como líder sindical, mas que vai descansar por 20 dias antes de pensar novamente em política. (Págs. 1 e 3 a 6)

O primeiro dia: Trabalho

Dilma Rousseff teve agenda cheia no primeiro dia como presidente da República. Recebeu representantes de vários países e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas (foto). No encontro com o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, ela ganhou apoio à intenção do Brasil de ocupar uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. (Págs. 1 e 3 a 6)

O primeiro dia: Oração

O governador Antonio Anastasia foi à missa ontem, na Catedral da Boa Viagem, em Belo Horizonte, acompanhado da mãe, dona Ilka, para pedir proteção divina para os próximos quatro anos. Hoje, reúne o novo secretariado para fazer balanço das finanças no estado e cobrar austeridade. Ele pretende criar a Subsecretaria da Transparência para combater eventuais irregularidades com recursos públicos. (Págs. 1 e 3 a 6)

Morre o senador Eliseu Resende

O senador Eliseu Resende (DEM), de 81 anos, morreu ontem no Incor, em São Paulo. Ele passou por cirurgia para retirada de tumor no intestino no dia 24. No sábado, apresentou quadro de insuficiência renal e não resistiu. O corpo será velado na Assembleia Legislativa e deve ser sepultado em Oliveira, sua terra natal. (Págs. 1 e 7)

Grande BH: Problema para 5,4 milhões de moradores

Falta de integração política entre municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte traz efeitos sobre a organização e a expansão da área. Estudo da UFMG mostra que impactos vão desde as legislações de regulação urbana às relações com obras federais, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). (Págs. 1, 17 e 18)

Minas: Acidentes matam 40 nas estradas

Balanço parcial das operações policiais nas estradas federais que cortam Minas Gerais indica que pelo menos 40 pessoas morreram entre o Natal e o réveillon. A volta para casa ontem lotou as rodovias. Na BR-381, perto de Caeté, uma pessoa morreu e 10 ficaram feridas em dois acidentes que causaram congestionamento de vários quilômetros. (Págs. 1 e 21)

Hora de cautela no campo

Câmbio valorizado e falta de infraestrutura servem de alerta aos produtores rurais que pretendem turbinar os investimentos para garantir uma boa colheita este ano. Não será fácil superar os bons resultados de 2010. (Págs. 1 e Agropecuário)

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Jornal do Commercio

Manchete: Desafio de Dilma é cortar despesas

Presidente terá como primeira tarefa definir cortes para equilibrar Orçamento. Contingenciamento pode chegar a R$ 30 bilhões. Saúde e segurança devem ser tema de reunião com governadores. (Pág. 1)

Lula pede apoio para a sucessora e diz que continuará na política (Pág. 1)

Itália pode levar caso Battisti à Corte Internacional de Haia (Pág. 1)

Gestão do Estado será copiada

Segundo Eduardo Campos, modelo de metas adotado por Pernambuco deve servir de inspiração para governo federal. (Pág. 1)

Oriente Médio (Pág. 1)

Sakineh (Pág. 1)

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Zero Hora

Manchete: Dilma vai cobrar metas de ministros

Primeiro dia é dedicado a agenda diplomática;

Na Casa Civil, Palocci reduz estrutura da Era Dirceu;

Para cumprir as promessas, a presidente determinou aos ministros que definam objetivos e estabeleçam prazos para a apresentação de resultados. (Págs. 1 e 4 a 6)

Novo governo: Tarso estuda convocar a Assembleia em janeiro

Governador pretende reajustar salário de cerca de 500 assessores, cortar 148 CCs e impor teto para estatais. (Págs. 1 e 8)

BR-101 passa em teste

À exceção de trecho em Três Forquilhas, estrada foi boa opção para os veranistas na volta das festas, enquanto outras rodovias congestionaram.
Feriadão tem média de 3 mil multas por dia. (Págs. 1 e 23 a 27)

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Fonte: Radiobrás

domingo, 2 de janeiro de 2011

RESUMO DOS JORNAIS E REVISTAS 02/01/2011

O Globo

Manchete: Ao assumir, Dilma promete enfrentar desafios pós-Lula

A economista Dilma Vana Rousseff, de 63 anos, assumiu a Presidência da República prometendo consolidar o legado do presidente Lula e fazendo uma carta de intenções de seu governo: erradicar a miséria, melhorar a saúde, a segurança e a educação. Também prometeu reformas política e tributária, que o governo Lula não fez. Dilma reafirmou compromissos com a estabilidade econômica, a democracia e a liberdade de expressão. Ex-guerrilheira, eleita numa disputa acirrada, ela também fez um discurso de conciliação. Disse que estende a mão à oposição e que quer ser a presidente de todos os brasileiros. Presa, torturada pela Ditadura militar, chorou ao lembrar os companheiros que morreram e disse que não guarda arrependimento, mas tampouco ressentimento ou rancor. Dilma destacou que é a primeira mulher a chegar ao Planalto e prometeu "honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos". Mineira, citou Guimarães Rosa para dizer que precisará de coragem para a tarefa de governar. (Págs. 1 e 3 a 19)

"Entreguei minha juventude ao sonho de um país justo e democrático; suportei as adversidades mais extremas, infligidas aos que ousamos enfrentar o arbítrio. Não tenho qualquer arrependimento, tampouco tenho ressentimento ou rancor"

Dilma Rousseff, presidente da República

Uma despedida com muito choro

Foi uma despedida muito difícil para o ex-presidente Lula. Ele chorou em vários momentos do dia. Mesmo antes de passar a faixa a Dilma, estava tão emocionado que assessores precisaram dar uma dose de uísque para se acalmar. Ao descer a rampa, Lula quebrou o protocolo e foi chorar nos braços do povo. Na Base Aérea, chorou mais uma vez antes de embarcar no Aerolula. Da janelinha do avião deu adeus. (Págs. 1 e 9)

Política externa

Dilma esbanja simpatia com Hillary Clinton, depois de Hugo Chávez. (Págs. 1 e 14)

Cabral: agora é a vez da educação

Depois de reafirmar o compromisso de retomar as áreas dominadas pelo crime, o governador Sérgio Cabral disse ontem, na posse, que o desafio agora é levar o estado entre os cinco melhores no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ranking em que o Rio é o penúltimo. (Págs. 1, 26 e 27)

Em Tocantins, governador passa a faixa a cinegrafista

Página 22

Aécio promete oposição atenta à nova presidente

Página 19

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Folha de S. Paulo

Manchete: Dilma promete um país sem fome e de classe média sólida

- Presidente enfatiza compromisso de erradicar miséria até 2014.
- No discurso de posse, se emociona ao citar vítimas da ditadura
- Indicadores econômicos desafiam novo governo

A petista Dilma Vana Rousseff, 63, assumiu como o 40º presidente do Brasil e primeira mulher a ocupar o cargo. Reconheceu que a pobreza extrema "envergonha o país" e repetiu promessa de 2003 de Luiz Inácio Lula da Silva, seu antecessor, de eliminar a fome. Defendeu um país de "classe média sólida e empreendedora".

A ex-militante de esquerda e ex-presa política foi declarada empossada ás 14h52 de ontem por um antigo integrante do campo político da ditadura que combateu, o senador José Sarney (PMDB-AP). Ela inicia seu governo com mais apoio no Congresso que Lula e Fernando Henrique Cardoso.

Em um longo discurso de 40 minutos, Dilma chorou ao homenagear os que "tombaram pelo caminho", numa referência ás vitimas da ditadura. Afirmou que será "a presidenta de todos os brasileiros" – a Folha adotará "presidente" para se referir a ela.

Chuva forte marcou o início da festa de posse, impedindo que Dilma chegasse em carro aberto e causando correria na lama entre as cerca de 30 mil pessoas presentes na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Dilma assume num momento de otimismo pela alta do PIB em 2010, mas com a pior de alguns indicadores econômicos. O que mais preocupa é a inflação. (Págs 1 e Especial Presidente Dilma)

Análise
Discurso não ofereceu luzes sobre como será a gestão Dilma, mas abriu portas para um ambiente político mais distendido, escreve Clóvis Rossi. (Págs. 1 e Esp. 3)

Foto Legenda: Depois de receber a faixa presidencial de Lula, Dilma Rousseff e o antecessor saúdam o público em cerimônia no Palácio do Planalto.

Foto Legenda: Afastada após suspeita de tráfico de influência na Casa Civil, a ex-ministra Erenice Guerra cumprimenta Dilma; presidente disse durante discurso que em seu governo "não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito". (Págs. 1 e Esp. 3)

Novo governo começa com corte no Orçamento

Dilma Rousseff vai se reunir amanhã com assessores para definir qual será o bloqueio de gastos do Orçamento, informa Valdo Cruz. (Págs. E 1 Esp. 8)

Eliana Cantanhêde
Difícil será preencher vazio de líder carismático. (Págs. 1 e A2)

Laura Capriglione
Militantes trocam o ônibus pelo avião para ir à posse. (Págs. 1 e Esp. 6)

Mônica Bergamo
Ex-presidente encara goteira depois de deixar palácio. (Págs. 1 e Esp. 12)

Keila Jimenez
Canja de jornalismo ao vivo cura ressaca de Ano Novo. (Págs. 1 e Esp. 7)

Vivian Whiteman
Pérola com balacobaco é a nova tendência do poder. (Págs. 1 e Esp. 8)

Governador do DF assume cargo e demite 15 mil

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), 58, assumiu prometendo restabelecer a ordem na capital "em cem dias".
Entre seus primeiros atos estão a demissão de 15 mil ocupantes de cargos de confiança, a decretação de estado de emergência na saúde e mutirão para fazer a limpeza da cidade. (Págs. 1 e Esp. 11)

Alckmin elogia FHC e Serra e cita Legião Urbana

Pela terceira vez, Geraldo Alckmin, 58, assumiu o governo paulista. Em discurso, citou José de Anchieta e Renato Russo, do Legião Urbana. Enalteceu FHC e José Serra e prometeu ênfase no social. Alckmin e os demais governadores do PSDB e do DEM comandam dez Estados, com 52,5% dos eleitores do país. (Págs. 1 e Esp. 10)

Editoriais

Leia "Sem elefantes brancos", sobre as obras para a Copa de 2014 e para a Olimpíada de 2016; e "Banda larga para todos", sobre mudanças no PNBL. (Págs. 1 e C2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Dilma exalta Lula e se diz presidente 'de todos'

Primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil, petista prometeu governar 'sem rancor'. Ao receber a faixa, qualificou o ex-presidente de 'o maior líder popular' que este País já teve. Em discurso no Congresso, garantiu manter o combate à 'praga' da inflação e defendeu o Estado forte. Dilma lembrou seu passado como militante contra a ditadura e homenageou 'os que tombaram' na luta armada.

Dilma Vana Rousseff, de 63 anos, tomou posse ontem como a primeira presidente do Brasil e disse que será a 'presidente de todos os brasileiros', governando "sem rancor". Em discurso no Parlatório, ela agradeceu a "ousadia" dos eleitores e prestou tributo ao ex-presidente Lula, "o maior líder popular que este País já teve". No Congresso, Dilma reforçou o compromisso de combater a "praga" da inflação - quando ministra era criticada da alta dos juros para conter os preços. A presidente defendeu ainda o modelo de Estado forte, prestador de serviços e indutor de investimentos. Disse que a prioridade será erradicar a miséria, mas também prometeu empenho nas reformas política e tributária. Deu garantias de manutenção da liberdade de imprensa e lembrou seu passado como militante contra a ditadura, homenageando os que "tombaram pelo caminho e não podem compartilhar a alegria deste momento". (Caderno Especial)

Trechos do discurso

"Venho consolidar a obra transformadora do presidente Lula"

"Podemos ser, de fato, uma das nações menos desiguais do mundo - um país de classe média sólida e empreendedora"

"Não tenho qualquer arrependimento (sobre a luta armada), tampouco rancor" (Pág. 1)

Dora Kramer

Presidente faz discurso amplo, geral e restrito

Dilma discursou na condição de presidente do mesmo modo como se conduziu na eleição: sem resplandecência, como quem cumpre um dever. (pag H6)

Governadores

Alkimin faz elogio a Serra e FHC

Para apaziguar os ânimos tucanos, governador de São Paulo tomou posse em tom conciliador, com elogios ao antecessor e ao ex-presidente. (Págs. 1 e H13)

Roberto Romano

Intelectuais e poder

No Brasil de agora, emudecem os intelectuais que parolavam sobre ética e serviço ao povo. Eles precisam sobreviver, entende? (Págs. 1 e Espaço aberto A2)

Notas e Informações

As promessas de Dilma

Dilma será bem mais do que continuação de Lula se cumprir as promessas de seu discurso. (Págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: O dia seguinte em Copacabana

Depois do show, praia amanhece sem o glamour da festa que não quer acabar
Ontem, a Princesinha do Mar amanheceu tomada por turistas, além de 1.300 garis incumbidos de livrar o cartão postal das quase 300 toneladas de lixo deixadas na noite anterior. O saldo incluiu mais de mil carros multados e de mil pessoas atendidas nos postos de saúde do bairro. (Págs. 1, 12 a 15)

"Sou a presidente de todos os brasileiros"

Emocionada e aplaudida pelo povo, Dilma Rousseff recebe a faixa do ex-presidente Lula e diz que sua maior luta será contra a pobreza extrema, que, em suas palavras, "envergonha o país". (Págs. 1, 2 a 6)

Rio pode ter Força Nacional (Informa JB Págs. 1, 8 e 9)

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Correio Braziliense

Manchete: Podemos fazer mais e melhor

Dilma promete ampliar conquistas e propõe um governo de união nacional

Sob forte chuva e emoção contida, Dilma Rousseff assumiu a Presidência da República com o compromisso de aprofundar as conquistas do antecessor Lula, e de governar para todos os brasileiros. No discurso de 40 minutos no Congresso Nacional, Dilma antecipou algumas metas à frente do Palácio do Planalto, como a modernização do sistema tributário e o combate à inflação. Mais tarde, no parlatório em frente ao Palácio do Planalto, a presidente reiterou que comandará o país com "um espírito de união" em favor dos mais necessitados. Luiz Inácio Lula da Silva encerrou o segundo mandato nos braços do povo. Após entregar a faixa presidencial, ele mais uma vez quebrou o protocolo e se misturou às centenas de admiradores que se aglomeravam na Praça dos Três Poderes. A posse de Dilma Rousseff atraiu 30 mil pessoas à Esplanada e reuniu representantes de mais de 130 países, entre eles a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. (pags. 2 a 16 e Visão do Correio, pag. 22 Veja galeria de fotos e vídeos no site do Correio)

Agnelo decreta emergência na Saúde e exonera 18,5 mil

O primeiro dia de Agnelo Queiroz como governador do DF teve momentos distintos e intensos. Do discurso emocionado de posse, em que relembrou sua trajetória de vida e prometeu recuperar a cidade, o petista passou à ação. Anunciou providências contra o caos nos hospitais. Também dispensou comissionados e suspendeu licitações. Ainda enfrentou uma crise política com os distritais para a composição da Mesa Diretora da Câmara, eleita ontem à noite. (pags 15 e 29 a 40).

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Estado de Minas

Manchete: Dilma se emociona ao pregar a união do País

Presidente convoca oposição a deixar rivalidades de lado para fazer um governo para todos.

A mineira Dilma Rousseff tomou posse como a primeira mulher presidente do Brasil. Em discursos emocionados no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto, prometeu dar continuidade às conquistas do governo Lula. E convocou adversários e todos os setores do país para ajudá-la na erradicação da miséria e no combate à inflação para garantir maior distribuição de renda. "Não vou descansar enquanto houver brasileiro sem alimento na mesa, famílias no desalento das ruas e pessoas abandonadas à sorte."

"Meu compromisso é honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos".

Homenagens a Lula e Alencar

Antes de receber a faixa presidencial de Lula, Dilma, com a voz embargada, prestou homenagens a ele. Disse que o antecessor ensinou o brasileiro a confiar no país. Ausente na cerimônia, o ex-vice-presidente José Alencar também foi lembrado: "Um exemplo de coragem e de amor à vida nos dá este grande homem". (Págs. 1,3 e 14)

Anastasia exige intolerância à corrupção

O governador Antonio Anastasia começou o novo mandato com o compromisso de promover a "gestão da cidadania". No discurso de posse, defendeu combate rigoroso à corrupção, austeridade e ampliação do pacto federativo como forma de reduzir a desigualdade social e gerar empregos. Ele avisou aos secretários empossados que cobrará "qualidade, eficiência e cuidado extremo com os gastos públicos", além de prometer transparência de todos os atos administrativos de seu governo.

"Não teremos, como jamais tivemos, nenhuma complacência com desvios e compadrio" (Págs. 1 e 3 a 14)

Tudo à prestação

Classes C, D e E fazem a festa

Consumidores brasileiros com renda mais baixa gastaram R$ 1,2 trilhão no ano passado, um terço do PIB estimado para 2010. (Págs. 1 e 18)

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Jornal do Commercio

O futuro já chegou

Em seu discurso ao assumir o segundo mandato como governador de Pernambuco, Eduardo Campos, enaltece o avô Miguel Arraes, agredece a Lula, se diz confiante em Dilma e lista como desafios melhorar a educação, saúde e gastos públicos. (Pag 5)

Manchete: Vou governar para todos

Dilma recebe de Lula a faixa de presidente, faz discurso chamando brasileiros de "queridos" e diz que vai lutar para erradicar a pobreza.

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ISTOÉ

O Brasil depois do mito

Com Lula, o País ganhou condições de, enfim, se tornar uma potência mundial. Saiba quais são os desafios que vêm por aí e como o novo governo poderá superá-los sem colocar em risco o que já foi conquistado

Reportagem especial

A vida na terra onde Lula é rei

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ISTOÉ Dinheiro

8 anos que mudaram a economia do Brasil

E o que vem pela frente

A era Lula chega ao fim após oito anos de estabilidade e coloca o Brasil na rota ascendente do crescimento sustentado a partir de 2011, sob o comando da presidente Dilma Rousseff

Consumo

A revolução da nova classe média

Bolsa

O país descobre o mercado de ações

Riqueza

Os brasileiros que fizeram bilhões

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O Globo

Cid Gomes vai coordenar o plano para o Nordeste

Página 25

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Zero Hora

Manchete: "Não haverá compromisso com o desvio e o malfeito"

A presidente assume com promessa de "ser rígida na defesa do interesse público" (Págs. 1, 4 a 16, Rosane de Oliveira, págs 12 e 13, e Editorial, pág 18)

Tarso promete transparência

"Vamos fazer do Rio Grande do Sul um exemplo de ética pública", discursou o novo governador na sacada do Piratini. (Págs. 1 e 4 a 16, Rosane de Oliveira Especial, págs. 12 e 13, e Editorial, pág. 18)

Vestibular 2011

UFSM deixa de utilizar o Enem (Págs. 1 e 25)

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Fonte: Radiobrás

sábado, 1 de janeiro de 2011

RESUMO DOS JORNAIS 01/01/2011

O Globo

Manchete: O réveillon da retomada

Rio celebra resgate de áreas do tráfico, e abre década da Copa e das Olimpíadas

Após décadas de tiros e balas traçantes no reveillon, apenas fogos de artifício coloriram o ce do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, na Penha, Zona Norte do Rio, aos primeiros minutos de hoje. Com as favelas ocupadas pela polícia e pelo Exército desde novembro, ao fim de uma das maiores ações de retomada de áreas antes dominadas pelo tráfico, a imagem da Igreja da Penha na chegada de 2011 traduz o espírito de fraternidade e esperança de novos tempos no Rio. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, virou o ano com a família no morro do Chapéu Mangueira – uma das 16 favelas pacificadas – no Leme. O reveillon 2011 no Rio marca também o início de uma época que está sendo chamada de "a década de ouro" por causa da Copa em 2014 e das Olimpíadas em 2016, cuja logomarca foi revelada ontem, nas areias de Copacabana. O Rio vive um momento histórico com grandes projetos e investimentos. O clima de paz na orla de Copacabana, onde dois milhões de pessoas festejaram o Ano Novo, consagrou mais uma das maiores e mais bonitas festas de reveillon do mundo. (Págs. 1, 15 a 19)

No adeus, Lula deixa para Dilma crise diplomática com a Itália

Nova presidente assume hoje com desafio de conter gastos e garantir crescimento

Em seu ultimo dia no cargo, o presidente Lula abriu uma crise diplomática com a Itália ao decidir não extraditar o ex-ativista de extrema esquerda Cesare Battisti, condenado à prisão perpetua em seu país. O governo italiano protestou duramente e chamou de volta seu embaixador. Battisti ficará no Brasil com status de estrangeiro. Em meio a crise e sob a sombra do presidente que sai com popularidade recorde, Dilma Rousseff toma posse hoje como a primeira mulher no Planalto. E herda os desafios de conter os gastos públicos, elevar o investimento em infraestrutura, além de melhorar a qualidade da educação e da saúde. (Págs 1, 3 a 5)

Nova presidente vai evitar, no discurso, falar em continuísmo. (Págs. 1 e 4)

Posse terá mais estrangeiros e menos populares que a de Lula. (Págs. 1 e 12)

Aeroportos vão para iniciativa privada

O governo Dilma quer transferir mais da metade dos 67 aeroportos sob controle da Infraero para estados e municípios, que poderão concede-los à iniciativa privada. A estatal ficaria com 30: os mais movimentados e os situados em locais estratégicos. (Págs. 1 e 23)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Dilma lançará plano para erradicar miséria

Primeira mulher a comandar o Brasil recebe hoje de Lula a faixa presidencial

Dilma Rousseff, 63, que será empossada hoje como a primeira mulher presidente do Brasil, vai lançar um plano nacional de erradicação da miséria a fim de tentar cumprir sua principal promessa de campanha.

A ideia é reunir os programas sociais existentes e lançar novos, como iniciativas de financiamento e formação profissional, portas de saída do Bolsa Família. O objetivo é tirar da miséria 18 milhões de brasileiros.

Dilma, a 40ª pessoa a assumir a Presidência da República, destacará no discurso de posse que pretende promover um governo de "continuidade, mas aprofundado e avançado" as políticas de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

A ideia será sintetizada no mote "um Brasil que apenas começou". (Págs. 1 e A4)

Fernando Rodrigues

Filha de um imigrante, Dilma emite bom sinal ao mundo: O Brasil continua a ser terra de oportunidades (Págs. 1 e A2)

Mortes na ditadura poderão ganhar 'história oficial'

Dilma Rousseff pretende articular acordo com as Forças Armadas, o Congresso e as entidades de direitos humanos para construir narrativa oficial das mortes ocorridas na ditadura, informa Kennedy Alencar. (Págs. 1 e A10)

Alckmin assume e já vê Kassab como adversário (Págs. 1 e A13)

Conheça os 27 governadores que tomam posse (Págs. 1 e A4)

Lula nega extradição de Battisti e abre crise com Itália (Págs. 1 e A11)

Editorial

Desafios da presidente

A presidente Dilma Rousseff assume hoje o governo de um país promissor, que pode alimentar com realismo a ambição de se tornar nas próximas décadas uma nação rica e socialmente justa.
Contribuir de maneira decisiva para esse triunfo histórico é o grande repto que se apresenta à nova mandatária. Não bastará, para tanto, dar continuidade às políticas de seu antecessor. (Pág 1.)

Mercado

Presidente veta criação de cadastro de bons pagadores (Pág. 1 e B1)

Editoriais

Leia "Diferenças tucanas", sobre conflitos internos do PSDB; e "Cotas diplomáticas", acerca do uso de cotas para afrodescendentes no Itamaraty. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Começa o governo Dilma

Após oito anos na Presidência da República, Lula passa hoje a faixa à sua ex-ministra, a primeira mulher a comandar o País

Dilma Rousseff assume hoje como a primeira mulher presidente do Brasil. O mandato da petista, que quer ser chamada de "presidenta", começa sob a sombra do enorme carisma de seu antecessor e padrinho político, Lula. "Eu não posso errar", diz Dilma – que, fiel a sua fama de durona, já planeja reuniões de trabalho para "ontem". Após oito anos, Lula passará a faixa à sua criatura deixando um legado de acertos e descompassos políticos, econômicos e sociais. Lula teve como marca os solavancos de sérias crises políticas, como a do mensalão, mas também a inegável redução da desigualdade social e a manutenção da estabilidade econômica. Para compensar o peso dessa herança, Dilma terá a maior base de apoio já formada em torno de um presidente desde a redemocratização do Brasil. (Págs. 1 e Caderno Especial)

Déficit republicano é desafio da presidente (Págs. 1 e H11)

Entrevistas – André Singer

Maior legado de Lula foi a inclusão social (Págs. 1 e H9)

Chico de Oliveira

'Nunca antes neste país' é conversa fiada (Págs. 1 e H9)

Governadores já têm lista de cobranças (Págs. 1 e H22)

Foto Legenda: Adeus. Lula em seu último dia de governo.

Mensagem: O que eles esperam da nova presidente

Celebridades como a cantora Fernanda Takai e anônimos falam de suas expectativas para o governo Dilma. (Págs. 1 e H24)

Diversidade

Roteiro da posse

13h50: Em carro fechado, Dilma deixa a Granja do Torto, onde mora

14h10: Chega à Catedral, embarca no Rolls-Royce e segue em desfile

14h30: É recepcionada no Congresso, onde lê discurso e toma posse

16h30: Recebe a faixa presidencial

16h50: Cumprimenta chefes e vice-chefes de Estado ou de governo

17h15: Faz pronunciamento à Nação

19h:00 Recebe missões especiais estrangeiras e autoridades brasileiras.

Lula mantém Battisti no Brasil; para Itália, decisão afronta justiça

No último dia de mandato, o presidente Lula decidiu negar ontem a extradição, para a Itália, do ex-ativista de esquerda Cessare Battisti, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos em território italiano durante a década de 70. Lula referendou o entendimento da Advocacia-Geral da União de que há "razões ponderáveis para supor" que Battisti poderia ter a situação agravada, inclusive com risco de sofrer perseguição política na Itália. O premiê italiano, Silvio Berlusconi, convocou seu embaixador no Brasil para consultas e expressou "profunda tristeza" pela decisão de Lula, dizendo que é "uma posição contrária ao mais elementar sentido de justiça". Ele prometeu continuar a "batalha para que Battisti seja entregue à Justiça italiana". Ministros do Supremo Tribunal Federal dizem que o caso ainda pode ser revisto. (Págs. 1, nacional e A4)

Lula veta lei e cria por MP o cadastro positivo (Págs. 1 e B1)

Greve faz Exército boliviano vender pão (Págs. 1 e A8)

Marcelo Rubens Paiva – Uma nova via, um novo feito

Dilma, eleita, prova ser diferente de Dilma candidata. Há problemas que em 16 anos não foram resolvidos. Quem sabe agora rola? (Págs. 1 e D12)

Tutty Vasques – A ressaca da posse

Posse de presidente no primeiro dia do ano, o Dia Mundial da Ressaca, é um desses troços que não entram na cabeça de ninguém. (Págs. 1 e C4)

Notas & Informação

A presidente de todos os brasileiros

Dilma difere em tudo do homem que a levou à presidência. (Págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Show de luzes e tempo bom saúdam 2011

Sala vip de cinema da Barra oferece refrigerante e petiscos, mas o preço do ingresso também é salgadinho. (Págs. 1 e 33)

O último dia do presidente

Lula visitou Dilma, ameaçou fugir com a faixa presidencial hoje e manteve o ex-guerrilheiro italiano Cesare Battisti no país como exilado. (Págs. 1, 10 e 11)

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Correio Braziliense

Manchete: Feliz 2011

Lorenzo Damasceno tem apenas um ano de idade.Vive numa cidade moderna que nasceu para desafiar o mundo,construída no meio do Cerrado e contestada pelos céticos e pessimistas. Mas Brasília cresceu.Hoje, enfrenta os mesmos problemas dos grandes centros urbanos. Anacláudia,42 anos,a mãe de Lorenzo, está entre os brasilienses que acreditam ser possível resgatar a qualidade de vida que projetou a capital para o mundo."Sonho com uma cidade sem violência, onde as crianças possam brincar tranquilas nos parques e as casas não necessitem de grades e muros altos para proteger as famílias", imagina.O Correio ouviu pais de jovens candangos para saber o que eles esperam do DF nos próximos 50 anos. (Pág. 1)

Lula mantém Battisti no Brasil

Presidente acata parecer da Advocacia-Geral da União e concede refúgio político ao ativista italiano (Pág. 1)

Escudeiras de Dilma

O gabinete da presidente terá 13 mulheres, entre assessoras e seguranças. Todas foram escolhidas pessoalmente por ela. (Págs. 1 e 4)

Depois da posse, um desafio monumental

Dilma Rousseff assume hoje a presidência da República com a missão de manter a popularidade do governo. Confira o roteiro da festa na Esplanada. (Págs. 1 e 2)

A missão do dr. Agnelo

Ao Correio, o futuro governador afirma que será preciso um "tratamento de choque" para reconduzir o DF à normalidade. (Págs. 1 e 19 a 23)

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Estado de Minas

Manchete: Anastasia duvida de retaliação de Dilma

Antonio Augusto Anastasia (PSDB) toma posse hoje, às 14h30, como governador reeleito de Minas Gerais, com o compromisso de aumentar a participação popular na sua gestão. Em entrevista ao EM, diz esperar um bom relacionamento com a presidente Dilma Rousseff (PT). "Haverá um entendimento administrativo, o que não significa que não haverá oposição. Isso se fará em razão dos programas, dos projetos, dos princípios e dos valores", afirma. Ele promete um governo de continuidade ao do antecessor, o senador Aécio Neves, com avanços em áreas fundamentais, como saúde e educação. (Pág. 1)

Primeira mulher assume a presidência

Dilma Rousseff será acompanhada pela filha Paula no desfile presidencial pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Às 17h15, receberá a faixa do presidente Lula. Para o grande público, estimado em 70 mil pessoas, haverá shows de cantoras, como Elba Ramalho, Fernanda Takai e Zélia Duncan. A festa vai custar R$ 1,5 milhão. (Págs. 1 e 3)

Lula nega extradição a Battisti e abre crise

Presidente contraria STF e concede refúgio ao ex-terrorista. Decisão irrita governo italiano. (Págs. 1 e 7)

Novo governo

Inflação é o primeiro desafio

Brasil vai manter índice de crescimento para este ano. Mas controle de preços deve levar o governo de Dilma Rousseff a adotar medidas impopulares. (Págs 1, 12 e 13)

Indústria

Faturamento este ano deve chegar a 6,5%

Indústria mineira fixa estimativa de negócios e cobramedidas para conter desvalorização do dólar e garantir mais competitividade. (Págs. 1, 12 e 13)

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Fonte: Radiobrás

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

RESUMO DOS JORNAIS 31/12/2010

O Globo

Manchete: Na saída, Lula dá mínimo abaixo da inflação pela primeira vez

Presidente assina MP que fixa o piso em R$ 540, a partir de amanhã

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na despedida do cargo, fixou ontem o novo salário mínimo em R$ 540. O valor, segundo o Dieese, não repõe a inflação: a entidade calculou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) a ser aplicado fechará em 6,47%. Com isso, o mínimo deveria ser de R$ 543. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a gestão Lula foi o período em que o salário mínimo "mais cresceu na História deste país". As centras sindicais queriam R$ 580 e vão tentar mudar o valor no Congresso. Para a Força Sindical, "Lula quer que Dilma esqueça o que ele fez pelos trabalhadores em oito anos". (Págs. 1, 3 e editorial "Lula entre o mito e a realidade")
Onipresença

No penúltimo dia no cargo, Lula conseguiu estar em vários lugares ao mesmo tempo, com "inaugurações" on-line. Hoje, anuncia que não extraditará Cesare Battisti, o que já provoca reações da Itália. (Págs. 1, 4 e 11)
Lulinha: aluguel de graça

Filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário Fábio Luiz, o Lulinha, vive sem pagar aluguel há três anos. Os custos do apartamento em que mora nos Jardins, em São Paulo, avaliado em R$ 1,8 milhão, são pagos pelo empresário Jonas Leite Suassuna, dono de editora que é sócia de Lulinha e tem negócios com o governo. O valor do aluguel é de R$ 12 mil mensais. (Págs. 1 e 13)
EUA dizem ter pressa por Dilma

Um dia depois de o presidente Lula dizer que acha "gostoso" terminar seu governo vendo os EUA em crise, a Casa Branca divulgou comunicado indicando que tem pressa para trabalhar com o governo Dilma. Na nota, que confirma a vinda da secretária Hillary Clinton para a posse de Dilma amanhã, Lula nem é citado. (Págs. 1 e 5)
PT avança sobre o PMDB e também assume os Correios. (Págs. 1 e 12)

Origem

Dilma Rousseff cumprimenta o primeiro-ministro da Bulgária, terra natal do pai dela. (Págs. 1 e 3)
FGTS Vale foi a melhor aplicação na Era Lula

O FGTS Vale foi a aplicação mais rentável nos oito anos do governo Lula, com 629,69% de ganhos, bem longe do segundo e do terceiro colocados, que foram o fundo de ações Ibovespa (443,92%) e o FGTS Petrobras (428,41%). Em 2010, o ouro (28,92%) e o FGTS Vale (12,1%) foram os únicos a bater a inflação medida pelo IGP-M (11,32%). Págs. 1 e 25)

Sem Lula, Dilma mudará aeroportos

Dilma Rousseff assume amanhã com uma decisão tomada: vai aceitar a concessão de aeroportos à iniciativa privada, informa Ancelmo Góis. Lula era contra. O assunto já foi tratado com o ministro Nelson Jobim. (Págs. 1 e 20)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Sob Lula, Bolsa tem ganho real de quase 300%

Com exceção do dólar caderneta de poupança foi a pior aplicação, com rendimento de 21,6% em oito anos

Nos últimos oito anos, a Bolsa teve ganho real de 295% no Ibovespa, permitindo a 210 empresas captarem R$ 352,6 bilhões com venda de ações. A Bolsa superou até a renda fixa, que acompanha nos juros da dívida pública brasileira, os mais altos do mundo. A valorização da Bolsa, porém, se deve mais ao resultado de uma conjuntura global com excesso de capital e valorização de commodities – várias exportadas pelo Brasil – do que a um esforço do governo Lula para fomentar os negócios no mercado de capitais. (Págs. 1 e Mercado, B3)

Caso Battisti voltará ao Supremo, afirma Peluso

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, confirmou que, antes de definir o destino do terrorista italiano Cesare Battisti, a corte vai analisar os argumentos do Presidente Lula, que deve negar sua extradição. O relator do caso será o ministro Gilmar Mendes. O presidente adiou para hoje, último dia de governo, o anúncio sobre o italiano, condenado à prisão perpétua por quatro homicídios. (Págs. 1 e A6)

Dos maiores campos de óleo, só o de Lula tem nome de político

Entre os campos de petróleo mais promissores do mundo - com grande volume de reservas e que ainda não estão em declínio -, só o megacampo de Lula tem nome de chefe de Estado. (Págs. 1 e B5)

Novos ministros utilizam verba pública para agradecer votos

Futuros ministros de Dilma Rousseff gastaram verba pública para agradecer a eleitores. Garibaldi Alves (Previdência), enviou 22 mil cartões e fez anúncio na TV. Luiz Sergio (Relações Institucionais) gastou R$ 11,2 mil da cota de correio. Maria do Rosário (PT), dos Direitos Humanos, usou informe parlamentar. Todos negam ilegaldiade. (Págs. 1 e A4)

Líder palestino pede apoio de tropas do Brasil

Mahmud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, defendeu, em entrevista a Samy Adghirni, a participação militar do Brasil em missões de paz para proteger um Estado palestino independente. Ele disse que o governo brasileiro deve tentar convencer o Irã a não apoiar radicais do Hamas. (Págs. 1 e A8)

Venezuela mexe no câmbio e onera importação de produtos básicos (Págs. 1 e A10)

Editoriais

Leia "Avanço chinês", sobre a perda de competitividade da indústria brasileira; e "Marcha lenta", acerca do reajuste da tarifa de ônibus em São Paulo. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Lula contraria centrais e fixa novo mínimo em R$ 540

Líderes sindicais com presença no Congresso prometem pressionar Dilma por salário de R$ 580

O salário mínimo de 2010 será de R$ 540, apesar da pressão das centrais sindicais por R$ 580. O presidente Lula já assinou medida provisória que entrará em vigor amanhã. Evitar que o valor seja elevado no Congresso será a primeira batalha da presidente eleita Dilma Rouseff no Legislativo. Embora os partidos da base governista tenham maioria, as discussões ocorrerão num clima de tensão pela disputa de espaço entre o PT e seu principal aliado, o PMDB. O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, deputado eleito pelo PDT de São Paulo, já anunciou que fará uma emenda à MP, elevando o valor para R$ 580. "Lamento essa decisão do presidente Lula. Ele negociou durante todos os anos de seu governo, e, no último, esqueceu de negociar. Perdeu a sensibilidade."

5,88% é o reajuste do salário mínimo previsto na Medida Provisória assinada ontem. (Págs. 1 e Nacional A4)

Perto do fim, governo acelera gastos de última hora

O volume de empenhos, que são a primeira etapa de uma despesa federal e uma reserva para pagar certa mercadoria ou serviço, alcançou R$ 10,093 bi até 27 de dezembro, segundo a ONG Contas Abertas. O valor, recorde para o ano, se refere apenas aos recursos relacionados a investimentos. (Págs. 1 e Economia B1)

Agenda define lista de prioridades de Dilma

Dilma Rousseff e os 37 ministros receberão hoje da Casa Civil um exemplar do Livro da Transição com a "Agenda 120", na qual estão listadas as atividades obrigatórias da Presidência durante os primeiros 120 dias de governo. Na agenda consta, por exemplo, a formulação do Plano Plurianual (PPA), que terá de ser apresentado até 31 de agosto. O PPA estabelece medidas, gastos e objetivos a serem seguidos pelo governo ao longo de quatro anos. (Págs. 1 e Nacional A5)

Sob pressão, Lula decide hoje destino de Battisti

O presidente Lula vai decidir hoje se dá asilo ao ex-ativista italiano Cesare Battisti. Parecer da Advocacia-Geral da União defende a concessão. Mas ministros do Supremo disseram que podem derrubar a decisão. (Págs. 1 e Nacional A4)

Uma nova identidade

Em um dos últimos atos de seu governo, o presidente Lula lançou ontem o Registro de Identidade Civil (RIC), cuja emissão começa por Brasília, Rio e Salvador. Com 17 itens de segurança, o RIC unifica documentos como CPF, RG e título eleitoral. (Págs. 1 e Cidades C1)

Venda de carros novos e helicópteros bate recorde

Antes de terminar, dezembro já é o melhor mês da história em vendas de carros novos. Até quarta-feira, foram licenciados 363,7 mil veículos. No acumulado do ano, o resultado também é recorde, com 3,497 milhões vendidos até agora. O ano foi bom também para o setor de helicópteros – as vendas do chamado "mercado executivo" quintuplicaram. (Págs. 1, B5 e B9)

Ouro se valoriza 31% e é a melhor aplicação no ano

A procura de investidores por ativos mais seguros, provocada pela crise global, fez com que as aplicações em ouro superassem as demais em 2010. O metal acumulou 31,13% no ano, ante um desempenho quase nulo da Bovespa, de 0,83%. (Págs. 1 e Economia B3)

Mega-Sena da Virada atinge R$ 200 milhões

O prêmio da Mega-Sena da Virada aumentou para R$ 200 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. O valor é recorde. As apostas seguem até as 14h de hoje (horário de Brasília), e o sorteio ocorre às 20h, com transmissão pela TV. (Págs. 1 e Cidades C3)

Washington Novaes

Déjá-vu ou novas estratégias?

O Brasil avançou, mas terá de conceber novas estratégias para enfrentar a transformação na produção de bens que concorrem com os nossos. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Notas e Informações

Balanço final

A era Lula entrelaçou o melhor e o pior que um governante eleito já proporcionou ao Brasil. (Págs 1 e A3)
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Jornal do Brasil

Manchete: Estatuto da família ajuda amantes

Texto em tramitação no Congresso determina partilha de bens em relação extraconjugal

Um parágrafo do projeto que cria o Estatuto da Família, aprovado na Comissão de Justiça da Câmara, prevê que "a união formada em desacordo aos impedimentos legais não exclui os deveres de assistência e a partilha de bens". Para especialistas, o texto cria obrigações entre pessoas não casadas e institucionaliza relações extraconjugais. (Págs. 1 e País 2)

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Correio Braziliense

Manchete: Poupe seu dinheiro e viva tranquilo em 2011

Planejamento e poupança. Uma receita antiga, mas que não sai de moda quando o assunto é administrar os gastos domésticos. Numa economia aquecida e que convida os brasileiros a consumir, o início do ano tem papel fundamental na vida financeira dos trabalhadores. Aprender a gerenciar o salário e usar bem as reservas, especialmente o que sobrou do 13º, pode ser o primeiro passo para a tranqüilidade. A caderneta ainda é a aplicação mais recomendada. Confira as dicas de especialistas para o seu dinheiro render no ano que começa amanhã. (Págs. 1 e 9)

Tudo controlado

Agentes da Polícia Federal simularam ontem a proteção de Dilma Rousseff no caso de um ataque durante a posse. Os militares do GSI, que ainda brigam por mais espaço na segurança, não participaram do ensaio geral. (Pág. 1 e 3)

Lula deixa o mínimo em R$ 540

O presidente se despediu ontem do Palácio. Sem terno e gravata, tirou fotos e abraçou servidores e amigos. No fim da tarde, assinou Medida Provisória fixando o novo salário. (Págs. 1 e 2)

Foto legenda: Mahmud Abbas

Em entrevista à repórter Isabel Fleck, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, disse acreditar na criação de um Estado para o seu povo em 2011. (Pág.1)

Desvios na BR-060 vão atrasar

Devido às chuvas, deve demorar todo o fim de semana a abertura das vias paralelas ao trecho da rodovia que foi destruído por uma cratera, no Km 24. A ligação de Brasília a Goiânia acontece por dois caminhos alternativos e a previsão é de trânsito lento em função do grande fluxo de veículos entre as duas cidades nesta época do ano. (Págs. 1 e 26)

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Estado de Minas

Manchete: Descontos nas lojas de BH chegam a 60% na virada do ano

Depois de um Natal acima das expectativas, o comércio espera faturar alto com os saldões de fim de ano. Há móveis e roupas pela metade do preço em Belo Horizonte. No caso de eletrodomésticos, os descontos são ainda maiores. É possível pagar 56,5% a menos numa TV LCD de 50 polegadas ou economizar até 60% na compra de um secador de cabelos. A maioria das lojas funciona hoje até às 18h. As dos shoppings voltam a abrir no domingo das 14h às 20h. (Págs. 1 e 11)

José Alencar deixa UTI

Vice-presidente tem sangramento intestinal controlado e é transferido para quarto do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde passará o réveillon. (Págs. 1 e 5)

Mínimo vale R$ 540 amanhã

Presidente Lula assina medida provisória que reajusta o salário mínimo a partir de janeiro. Mas aumento de quase 6% é criticado pelas centrais sindicais. (Págs. 1 e 4)

Abbas espera paz definitiva

Em entrevista ao EM, o presidente da Autoridade Nacional Palestina diz acreditar no reconhecimento do novo Estado em nove meses. Ele participará da posse de Dilma. (Págs. 1 e 16)

Documento digital: Governo lança nova carteira de identidade (Págs. 1 e 10)


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Jornal do Commercio

Manchete: Tiros e feridos no Hiper de Casa Forte (Pág. 1)

Lula sanciona salário mínimo de R$ 540, que já vigora a amanhã (Pág. 1)

Caso Battisti (Pág. 1 )

Foto Legenda: Novo RG (Pág. 1)

Governo acelera volume de gastos nos últimos dias de gestão (Págs 1)

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Zero Hora

Manchete: Transição para uma nova era

Na posse preparada para este sábado, Dilma ganha luz própria ao se tornar a primeira presidente (Páginas 4 e 5 e Rosane de Oliveira 16)

Lula assina o aumento do mínimo para R$ 540

Como um de seus últimos atos, presidente lança medida provisória que eleva salário já a partir de sábado, mas a polêmica sobre valor prosseguirá (Pág. 22)

Mudança

Como é a nova carteira de identidade (Pág. 35)

Fonte: Radiobrás